“EU DIGO”
O DISCURSO AUTOCENTRADO DA CRISE DA MASCULINIDADE NA NARRATIVA DE JASON COMPSON EM O SOM E A FÚRIA
DOI:
https://doi.org/10.34019/1983-8379.2026.v19.51267Palavras-chave:
Crise da masculinidade, Jason Compson, masculinidade, O som e a fúriaResumo
O som e a fúria, de William Faulkner, é considerado um dos romances mais importantes da literatura modernista. Dividido em quatro partes, a obra narra a derrocada econômica dos Compson, uma família sulista branca, que entra em colapso em decorrência da inadaptação de seus integrantes diante da reorganização social e histórica do Sul dos Estados Unidos no início do século XX. Este artigo trata, especificamente, das representações da masculinidade de um dos narradores desse romance, o ganancioso Jason Compson. Jason é um homem sulista branco, amoral e ressentido, que veicula, em seu enunciado, discursos racistas, sexistas e xenófobos. Este trabalho sustenta a hipótese de que Jason pode ser analisado por meio do conceito de crise da masculinidade, que consiste nos sentimentos de ansiedade, angústia e inadequação masculina, muitas vezes canalizados em raiva e frustração, frente às transformações sociais, históricas e culturais referentes ao gênero, à raça e à sexualidade, tanto especificamente no Sul dos Estados Unidos, quanto de modo mais amplo.
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