DARANDINA REVISTELETRÔNICA
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<p>A <em>Darandina Revisteletrônica</em> (ISSN 1983-8379, Qualis B2) é um periódico organizado por discentes do <a href="https://www2.ufjf.br/ppgletras/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários</a>, da <a href="https://www2.ufjf.br/fale/" target="_blank" rel="noopener">Faculdade de Letras</a>, da <a href="https://www2.ufjf.br/ufjf/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal de Juiz de Fora</a> (Brasil), em parceria com pós-graduandos <em>stricto sensu</em> no campo de Literatura de outras instituições.</p> <p>A revista liga-se à área de Estudos Literários, publicando artigos de temas específicos em seus dossiês e de temática livre dentro de seu escopo em modalidade fluxo contínuo, além de resenhas, bem como criações e traduções literárias.</p> <p>Saiba mais sobre o periódico <a href="https://periodicos.ufjf.br/index.php/darandina/about" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>Universidade Federal de Juiz de Forapt-BRDARANDINA REVISTELETRÔNICA1983-8379<p><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />Este trabalho está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="license noopener">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p><strong>Direitos Autorais</strong></p> <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>1. Autoras e autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo esta licenciada sob a Creative Commons Attribution License 4.0 Internacional.</p> <p>2. Autoras e autores têm permissão e são estimuladas(os) a publicar e compartilhar o trabalho com reconhecimento da publicação inicial nesta revista.</p> <p>3. Autoras e autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a ceder o conteúdo de seus trabalhos, após sua publicação, para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.</p> <p>Para mais informações sobre a Creative Commons Attribution 4.0 International License, acessar: <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/</a> </p>LA RADIO
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Heitor Luique Ferreira de Oliveira
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2025-10-012025-10-0118242643810.34019/1983-8379.2025.v18.49533TESTEMUNHO DAS PAREDES
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Márjori Mendes
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2025-10-012025-10-0118243944310.34019/1983-8379.2025.v18.49525NARRATIVAS EM EXPANSÃO
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Gabriely Rosa CaetanoJoão Felipe da Silva Brito Rodrigues
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2025-10-012025-10-01182iiv10.34019/1983-8379.2025.v18.50412BUSCANDO A INTEGRAÇÃO
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Amanda Leonardi de OliveiraJoão Vicente Cardoso Kohem
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2025-10-012025-10-0118242042510.34019/1983-8379.2025.v18.49543'PODBOOKS' E A LITERATURA EM ÁUDIO
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<p>O artigo explora brevemente a literatura em áudio no Brasil, observando a transição do rádio para os formatos contemporâneos como <em>podcasts</em> e <em>podbooks,</em> e sua relação com os audiolivros e como a tecnologia digital transformou o consumo de narrativas sonoras. O <em>podbook</em> é apresentado como uma combinação da estrutura de audiolivros com a informalidade dos <em>podcasts</em>, um terceiro elemento, similar ao defendido por pesquisadores do áudio. A pesquisa indica que a literatura em áudio aproveita a flexibilidade e a interatividade do meio digital e busca discutir sobre a natureza performática e as especificidades da textualidade eletrônica. Para isso, ela perpassa as previsões sobre o fim da literatura, especialmente a imprensa, valendo-se das definições acerca do que é literário, a história do áudio atrelado à arte da palavra, as especificidades da textualidade audiolivresca e das mídias nascidas em áudio. O texto também aborda o consumo de <em>podcast</em> na cultura brasileira e como a tecnologia digital transformou a recepção de narrativas, destacando as narrativas sonoras.</p>Lilian Pacheco Monteiro da Costa
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2025-10-012025-10-0118211710.34019/1983-8379.2025.v18.49593O LEITOR E A LEITURA 'NA' E 'DA' CULTURA DIGITAL
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<p>Para além dos muitos suportes propiciados pelo advento das novas tecnologias digitais, as possibilidades de leitura na contemporaneidade conectada também são diversas, e as plataformas de autopublicação virtuais e <em>websites</em> do gênero têm contribuído para uma maior dinamicidade da atividade em questão. Diante disso, o presente artigo coloca em debate a interatividade inerente ao universo das telas no que diz respeito à prática de leitura, partindo do contexto proporcionado por uma plataforma de autopublicação virtual chamada <em>Wattpad</em>, o principal objeto de pesquisa de uma tese de doutoramento defendida na área de Letras: Estudos Literários. Para maior e mais profunda discussão, alguns estudiosos foram eleitos, como é o caso de Roger Chartier (1999), Lucia Santaella (2004) e Katherine Hayles (2012). A supramencionada plataforma expande os horizontes não somente de quem escreve, mas, especialmente, de quem lê, promovendo imersão interativa aos <em>wattpaders</em> que estão em meio às telas, requisito <em>sine qua non</em> para ler, ser e estar no mundo moderno.</p>Jennifer da Silva Gramiani Celeste
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2025-10-012025-10-01182183810.34019/1983-8379.2025.v18.49441TWITTER SOCIAL MEDIA AUS
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<p>Fanfiction, um produto da cultura de fandom que se acredita ter começado na década de 1960 com <em>Star Trek</em>, é um tipo de literatura que está progressivamente entrando nas discussões acadêmicas. Este artigo opta por focar em um tipo especial de fanfic, as Social Media AUs, que são fanfics ambientadas e contadas através do formato de redes sociais. A primeira parte da análise mostra como esse tipo de fanfic estava sendo produzido nos espaços de fanfic mais tradicionais – arquivos virtuais como FanFiction.Net e Archive Of Our Own (AO3) – e como as escritoras escolheram representar a interação em redes sociais. A segunda parte discute a mudança desses arquivos para o Twitter (X) e analisa aspectos que diferenciam as Social Media AUs produzidas no aplicativo: uso de imagens, recriação de formatos de mídia social, praticidade na leitura, ferramentas interativas e abordagem multimídia. Para isso, exemplos reais de fanfics do AO3 e do Twitter são usados e autoras como Derecho (2006) e Vargas (2005) são trazidas para aprofundar a análise. Os resultados mostram que as mídias sociais estão influenciando novas formas de contar histórias e que há um interesse significativo em histórias contadas inteiramente no formato de redes sociais.</p>Marina Krebs Vanazzi
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2025-10-012025-10-01182395410.34019/1983-8379.2025.v18.49564MISSÃO E PROFISSÃO
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<p>Este artigo aborda a atuação de Sérgio Buarque de Holanda como crítico literário na imprensa carioca, entre as décadas de 1940 e 1950. A partir da análise de artigos publicados pelo autor, o estudo busca compreender como sua produção articulou elementos da crítica literária, da história e das ciências sociais, em um contexto marcado pelo processo de especialização dessas áreas de estudo, na formação de uma concepção própria sobre a atividade crítica. A pesquisa se baseia na leitura de uma ampla quantidade de artigos publicados nos suplementos literários, privilegiando uma abordagem que destaca os sentidos atribuídos à ideia de cientificidade no campo da crítica e os deslocamentos provocados pela emergência da sociologia como forma de conhecimento heurístico. Argumenta-se que a crítica literária funcionou como espaço privilegiado de interlocução entre saberes, articulada à emergência das ciências sociais como linguagem própria no cenário intelectual. O artigo contribui, assim, para uma reflexão sobre os modos de inserção da sociologia na esfera pública e os vínculos entre literatura, imprensa e o desenvolvimento do pensamento social brasileiro.</p>Ricardo A. G. Maciel
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2025-10-012025-10-01182557510.34019/1983-8379.2025.v18.49691O PALCO EXPANDIDO DE B. KUCINSKI
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<p>Na era da cultura de massa e das mídias digitais, a função do autor se expande para além do texto, transformando-o em um performer no espaço público. Partindo dessa premissa, que se insere no debate sobre o retorno do autor, este artigo investiga a performance autoral de Bernardo Kucinski. Para o alcance dessa compreensão, discute-se o autor contemporâneo e os dispositivos de visibilidade da cultura midiática, a partir de teóricos como Lejeune (2014), Groys (2016) e Aguilar e Cámara (2017). Na sequência, observa-se a construção da figura do <em>auctor</em> B. Kucinski em sintonia com o conceito de autoralidade de Maingueneau (2010). Por fim, analisa-se <em>Os visitantes</em> (2016c), e sua estrutura autoficcional (Doubrovsky, 2014; Colonna, 2014; Klinger, 2012), cuja narrativa funciona como uma encenação do autor, da recepção crítica e dos conflitos da memória traumática. Conclui-se que Kucinski utiliza essa performance expandida para cumprir uma função ética, transformando a literatura em um palco para o debate e um instrumento contra o esquecimento das atrocidades ocorridas durante o regime ditatorial brasileiro.</p>Ane Beatriz dos Santos Duailibe
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2025-10-012025-10-01182769110.34019/1983-8379.2025.v18.49572VIOLÊNCIA POLÍTICA, MEIOS DE COMUNICAÇÃO E HOSPITALIDADE
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<p>Este artigo investiga a relação entre violência política, meios de comunicação e hospitalidade na literatura distópica, analisando <em>Complô contra a América</em>, de Philip Roth (2005), e <em>QualityLand</em>, de Marc-Uwe Kling (2020). Partindo das reflexões de Pedro Doria (2024) sobre a banalização da violência política, o estudo explora como os meios de comunicação estruturam conflitos ideológicos e contribuem para a formação de inimigos internos. Utilizando o conceito de hospitalidade de Derrida (1999), discute-se a transformação do acolhimento em hostilidade no romance de Roth (2005), em que o rádio funciona como ferramenta de disseminação do antissemitismo. Em <em>QualityLand</em>, a mediação da realidade pelos algoritmos ilustra como a tecnologia redefine o controle social e político na contemporaneidade. A partir de autores como McLuhan (1969), Zuboff (2021) e Bauman (1999), o artigo argumenta que a violência política não é apenas reflexo do discurso dos líderes, mas um fenômeno amplificado pelos meios que estruturam a comunicação. Por fim, questiona-se o papel dos algoritmos na intensificação da polarização e na erosão da autonomia democrática.</p>Pablo de Oliveira PereiraHumberto Fois-Braga
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2025-10-012025-10-011829210710.34019/1983-8379.2025.v18.48944LITERATURA E TELENOVELA
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<p>Uma história pode ganhar dimensões diferentes e novos sentidos quando reescrita dentro de um novo contexto. Partindo dessa constatação, o presente trabalho tem como objetivo discutir as relações intertextuais e intermidiáticas encontradas entre o romance <em>Uma vida roubada</em> (1949), de Karel Josef Beneš, e a telenovela <em>Mulheres de Areia</em> (1993), da Ivani Ribeiro, principalmente no que concerne ao tema do duplo e seus desdobramentos, que são o fio condutor das duas narrativas. Inicialmente, propõe-se uma reflexão acerca da adaptação e da recorrência dessa temática, seguida de breve análise da relação entre a teledramaturgia brasileira e a literatura, a fim de contextualizar as análises posteriores. Utilizou-se o método de pesquisa bibliográfica e fundamentos teóricos da Literatura Comparada, buscando compreender os efeitos das semelhanças e diferenças na relação entre os textos. Como referencial teórico, utilizou-se as contribuições de Kaës (2011), Ranks (1939) e Freud (2015), para discutir o duplo e o complexo fraterno; Meyer (1996), Ricco e Vannucci (2017), Rodrigues (2018), para refletir sobre o gênero telenovela, sua influência cultural no Brasil e seus modos de produção; e Hutcheon (2009), Müller (2009) e Bourdieu (1997), para fundamentar as questões de adaptação envolvidas na relação entre literatura e telenovela.</p>Everton Alexandre Carneiro AnunciaçãoAlana de Oliveira Freitas El FahlFlávia Aninger de Barros
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2025-10-012025-10-0118210812310.34019/1983-8379.2025.v18.49690AFROCENTRICIDADES
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<p>O presente trabalho tem como escopo comparar a atuação do personagem <em>Louis</em> na adaptação cinematográfica na série <em>Entrevista com o Vampiro </em>(JONES, 2022) e sua primeira aparição em Rice (1991). Para tanto, analisaremos aspectos que aproximam e afastam os personagens do texto de partida e o de chegada. Fundamentamo-nos em Carvalhal (2006) , Coutinho (1994) e para basear a coleta de dados foi escolhido os pressupostos de Gil (2002) em pesquisa qualitativa, para fins de comparação entre trechos da obra e cenas do seriado de televisão. A discussão acerca da forma contraposta intersemioticamente das cenas, seguiu-se o estudo de cinema e literatura feito por Cardoso (2013); como o protagonismo negro é promovido ativamente na série, sob a ótica da posição desse indivíduo como figura sobrenatural e narrador protagonista, agora, repaginado, analisando por qual motivo houve essa troca de etnicidade - a partir de Nascimento (2009) e Dutra (2017); além das contribuições teóricas de Sardenberg (2014), Bär (2005), dentre outros. Os resultados apontam que a reconstrução do personagem faz-se fundamental na contemporaneidade, principalmente por meio visuais e literários, sendo essas esferas midiáticas importantes para identificação e construção de identidade e protagonismo da negritude. [...]</p>Allana Mayara Santos CastroLorena Natascha Angelim Mendes BatistaThaís Fernandes Amorim
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2025-10-012025-10-0118212414110.34019/1983-8379.2025.v18.49163REPRESENTAÇÃO DE GÊNERO NO ROMANCE 'KIM JI-YOUNG, BORN IN 1982' E SUA ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA
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<p>Este trabalho analisa os elementos discursivos que permeiam o romance literário <em>Kim Ji-young, Born in 1982 </em>de Cho Nam-joo (2020) e sua adaptação cinematográfica (Kim, 2019). Tanto o romance quanto o filme homônimo tornaram-se símbolos das lutas sociais e dos debates contemporâneos relacionados à equidade de gênero na Coreia do Sul. Diante disso, o estudo considera que o processo de adaptação influencia escolhas discursivas e, consequentemente, a construção de sentido, enquanto concentra-se na representação das questões de gênero na sociedade sul-coreana. A fim de averiguar as abordagens e ressignificações realizadas pelas obras, conduziu-se uma pesquisa bibliográfica qualitativa, com suporte de autores como Linda Hutcheon (2006) sobre teoria da adaptação, além de Cho Hae-joang (1995, 1998), Cho Hye-young (2024) e Cho e Song (2024) acerca das estruturas sociais e culturais que sustentam o sexismo no século XXI, sobretudo nesse contexto. Assim, a análise parte da comparação entre aspectos narrativos, discursivos e estéticos presentes, associados a temas como maternidade, trabalho e saúde mental para compreender as dinâmicas de poder e identidade representados. Os resultados apontam que cada narrativa, por meio de sua própria linguagem e recursos, reforça a discussão sobre o papel e a participação da mulher nas esferas doméstica e pública.</p>Tielly dos Reis GomesRafael de Souza Timmermann
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2025-10-012025-10-0118214216110.34019/1983-8379.2025.v18.49548ENTRE PALAVRA E IMAGEM
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<p>Este artigo examina a adaptação cinematográfica de <em>Mrs. Dalloway</em> (Marleen Gorris, 1997) à luz das tensões entre voz interior e cena pública, propondo que o filme reconfigura o monólogo interior woolfiano em dispositivos fílmicos, como voz-<em>over</em> e <em>flashback</em>, que problematizam a mercantilização da aparência social e a performatividade de gênero. Ao traduzir o fluxo de consciência para a tela, Gorris não apenas media a interioridade de Clarissa Dalloway, mas também encena a festa como um espaço de espetáculo social no qual a identidade feminina se constitui como valor simbólico, continuamente observado e negociável. Para fundamentar a análise, mobilizamos conceitos da teoria da adaptação (Stam, 2006), da teoria do espetáculo (Debord, 2003) e dos estudos de gênero (Butler, 2003), articulando-os com abordagens históricas sobre as condições de vida e de opressão feminina no pós-Primeira Guerra. Dessa forma, demonstramos como a adaptação fílmica evidencia tanto rupturas quanto continuidades entre palavra e imagem.</p>Janaynna Cardoso BentesElder Kôei Itikawa Tanaka
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2025-10-012025-10-0118216218210.34019/1983-8379.2025.v18.49406NARRATIVAS EM TRÂNSITO
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<p>Este estudo tem por objetivo analisar como se realiza a adaptação do romance <em>Órfãos do Eldorado</em> para a narrativa fílmica homônima com foco na construção da memória e a relevância desse aspecto nos textos em questão. A obra foi escrita pelo autor amazonense Milton Hatoum e adaptada para o cinema no ano de 2015, sob a direção de Guilherme Coelho. Milton Hatoum é autor de grandes obras da literatura brasileira, sendo considerado um dos maiores e mais destacados escritores do país, cuja obra suscita inúmeros estudos de temas como a questão da memória, mas também de outros correlatos como conflitos familiares e identidade. Pensando nisso, com o intuito de compreender como é possível realizar a aproximação entre as linguagens literária e cinematográfica, firmando, desse modo, um diálogo entre essas artes distintas, este artigo está fundamentado em autores como Hutcheon (2013), Stam (2006) e Bazin (2018). Em relação à construção da memória, serão utilizados, principalmente, os pressupostos teóricos dos autores Assmann (2011), Freitas (2017), Candau (2010) e Halbwachs (1990).</p>Wellington R. FioruciEdione Gonçalves
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2025-10-012025-10-0118218320410.34019/1983-8379.2025.v18.49563TAYLOR SWIFT E A ADAPTAÇÃO POÉTICA DE OBRAS LITERÁRIAS
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<p>O presente artigo investiga os processos de transposição intermidial entre literatura e música por meio da análise das canções <em>Safe & Sound, Eyes Open</em> e <em>Carolina</em>, compostas e interpretadas por Taylor Swift para as adaptações cinematográficas de <em>Jogos Vorazes</em>, de Suzanne Collins, e <em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em>, de Delia Owens. Parte-se do pressuposto de que tais canções não apenas acompanham os filmes como trilha sonora, mas funcionam como releituras poético-musicais das obras literárias, recriando atmosferas, vozes narrativas e emoções centrais. A pesquisa fundamenta-se nos estudos sobre as relações entre música e literatura, com ênfase em autores como Solange Oliveira e Stevan Paul Scher, para analisar de que maneira a linguagem musical incorpora elementos textuais, estabelecendo um diálogo criativo e sensível com as narrativas de origem. Dessa forma, a metodologia do artigo é de cunho qualitativo e interpretativo, fundamentando-se na análise textual comparativa entre os romances e as respectivas canções. Ao analisar as letras, foi possível concluir que as composições se configuram como formas poéticas autônomas que, além de acompanharem as adaptações cinematográficas, ampliam e aprofundam os sentidos simbólicos, afetivos e narrativos dos romances de origem.</p>Luísa de Souza Mello
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2025-10-012025-10-0118220522110.34019/1983-8379.2025.v18.49498QUANDO FANTASMAS DANÇAM
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<p>Emily Brontë (1818-1848) em sua obra <em>O Morro dos Ventos Uivantes</em> (1847) explora a representação de sentimentos e tormentos que circundam a natureza humana. O livro serviu e ainda serve de inspiração para a realização de diversas outras obras, não se restringindo apenas ao campo literário, como é o caso da música homônima da cantora Kate Bush (1958-). Assim, tendo em vista o papel desempenhado pela personagem e também a possibilidade de criação e recriação da arte, esse trabalho tem como objetivo analisar a percepção e representação das personagens Catherine e Heathcliff, criadas por Brontë, sob a ótica da produção musical e audiovisual, contando com dois videoclipes de Bush. Para isso, foi necessário recorrer à visão acerca da personagem estabelecida por Candido (2007), aos conceitos de Adaptação (Hutcheon, 2013) e Intermidialidade (Clüver, 2011), além de seguir uma metodologia de análise para videoclipes proposta por Rodríguez-López e Aguaded-Gómez (2013). Dentre os aspectos observados, destaca-se que cada obra possui o seu foco de representação, em especial a troca de ponto de vista ocorrida entre as personagens. Além disso, Bush cria novas concepções, reafirmando a capacidade das artes de se ressignificar e atualizar os seus sentidos.</p>Maria Beatriz Melo RodriguesPedro Afonso Barth
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2025-10-012025-10-0118222224110.34019/1983-8379.2025.v18.49633RECRIANDO UM MONSTRO
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<p>Este artigo analisa como a Criatura de Frankenstein funciona como um construto social da monstruosidade, espelhando os medos de cada época. Exploramos a hipótese por meio da análise comparativa de duas adaptações dos anos 1990: o filme <em>Frankenstein de Mary Shelley</em> (1994), de Kenneth Branagh, e o mangá <em>Frankenstein</em> (1994-1998), de Junji Ito. Discute-se a relevância do romance de Shelley para o horror e sua presença na cultura pop, para então refletirmos sobre a construção da figura monstruosa por meio da chave da "anormalidade", conforme Tucherman (2012), Cohen (2007) e Foucault (2001). A versão de Branagh é examinada por sua estética operística e leitura <em>queer</em>, refletindo ansiedades ocidentais. A de Ito é analisada a partir de conceitos da estética japonesa, como a valorização da sombra (Tanizaki, 2017) e a noção de <em>Ma</em> (Okano, 2013), que ressignificam o horror Gótico. As releituras preservam a essência subversiva e contra-hegemônica da obra original, contrapostas ao <em>status quo</em> Iluminista, revelando como diferentes culturas "montam" seus monstros para negociar os limites do humano, comprovando a adaptabilidade do gótico (Botting, 2024).</p>Luiz Felipe SalvianoBernardo Demaria Ignácio Brum
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2025-10-012025-10-0118224226310.34019/1983-8379.2025.v18.49561MUNDOS DE HISTÓRIA EXPANDIDOS E ARQUIVOS COMO POLISSISTEMAS
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<p>Este trabalho investiga, a partir do Universo Marvel em suas publicações em quadrinhos e cinematográfica, as intersecções e diferenças entre os conceitos de arquivo (Derecho, 2006) e mundos de história expandidos (Gomes; Indrusiak, 2021), bem como a pertinência de seu entendimento como polissistemas, tal qual postulado por Itamar Even-Zohar (1978). O texto será dividido em quatro seções. A primeira se propõe a explicitar os conceitos básicos do artigo: “mundos de história expandidos”, “arquivo” e “polissistemas”. Na sequência, constará uma breve apresentação dos mundos de história a serem analisados, os universos Marvel nos quadrinhos (HQs) e no cinema (MCU). Em terceiro lugar, discutiremos como a hipótese dos polissistemas pode ser aplicada a esses objetos. Por fim, será levantada uma outra forma de integração desses mundos de história: a de que, quando consumidos à luz da existência de multiversos, neles mesmos tematizados, pode-se integrar o que antes seria visto como um arquivo, como um só mundo de história. De forma conclusiva, argumentamos que entender mundos de história expandidos e arquivos como polissistemas permite detalhar melhor o funcionamento de dois fenômenos narrativos que são fruto de intrincadas relações entre diversos produtos de mídia, contribuindo assim para o campo da narratologia.</p>Arthur Maia Baby GomesPedro Oliveira Galvão de ArrudaVictoria Mello Veríssimo da Fonseca
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2025-10-012025-10-0118226428210.34019/1983-8379.2025.v18.49661'MORTE E VIDA SEVERINA' EM QUADRINHOS
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<p>No âmbito da Indústria Cultural e da cultura de massas, os processos que envolvem a adaptação de clássicos literários se configuram como uma importante forma de disseminação e democratização ao acesso da dita Literatura com “L” maiúsculo, conforme aponta Márcia Abreu (2006). Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo central analisar duas adaptações quadrinísticas da obra poética “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. Percebemos, no decorrer da análise, que a primeira HQ, de Miguel Falcão (2009), constrói um enredo muito próximo da obra de João Cabral, com transcrições do texto escrito e ilustrações em preto e branco, com um forte apelo gráfico voltado sobretudo à construção simbólica da Morte Severina. A segunda, de Odyr Bernardi (2024), é um pouco mais livre do poema no âmbito textual e agrega ilustrações coloridas, que se aproximam da pintura através da técnica de aquarela, trazendo um contexto que ressignifica a tradicional morte Severina: a pandemia do COVID-19. Ambas, a partir das linguagens dos quadrinhos, emancipam a palavra escrita e constroem sentidos mediante a mescla entre texto verbal e visual, promovendo narrativas sensíveis e que partilham entre si aspectos fundamentais da obra adaptada: o caminhar do sertanejo retirante.</p>Bruno Santos MeloBeatriz Araújo Costa
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2025-10-012025-10-0118228330410.34019/1983-8379.2025.v18.49683DO TEXTO À IMAGEM
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<p>Este artigo é um recorte de dissertação de mestrado e propõe uma reflexão sobre as adaptações em quadrinhos da obra <em>Dom Casmurro</em>, de Machado de Assis, explorando como a transposição do texto verbal para o código verbo-visual atualiza o romance e amplia seus modos de recepção. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa e interpretativa, com base em uma análise intersemiótica comparativa entre o romance machadiano e duas adaptações em quadrinhos, com foco nos elementos narrativos centrais — como o ponto de vista do narrador e a ambiguidade da personagem Capitu. Fundamentado nas teorias da adaptação de Linda Hutcheon (2013) e nos conceitos de intertextualidade de Julia Kristeva (1974) e Umberto Eco (1989), o estudo entende a adaptação como um diálogo criativo entre diferentes mídias e contextos. Argumenta-se que as HQs não apenas aproximam o clássico de novos leitores, mas também oferecem uma leitura crítica e estética que preserva a complexidade da obra original. Assim, <em>Dom Casmurro</em> reafirma-se como um clássico vivo, capaz de se renovar e ressoar em diversas formas e suportes, mantendo sua potência narrativa e o enigma que há mais de um século instiga leitores: Capitu traiu ou não?</p>Marcia Costa MeyerNíncia Cecília Ribas Borges Teixeira
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2025-10-012025-10-0118230532810.34019/1983-8379.2025.v18.49532ENTRE AS MARGENS E AS DÉCADAS
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<p>As histórias em quadrinhos, que ganharam destaque no início do século XX, atingiram seu apogeu por volta de 1940, período conhecido como a Era de Ouro dos quadrinhos norte-americanos. O reconhecimento dos quadrinhos <em>underground </em>ocorreu com a publicação da revista <em>Zap Comix</em>, criada por Robert Crumb. O percurso histórico das HQs, portanto, esteve marcado por processos de marginalização, nos quais surgiram os primeiros coletivos femininos, além das narrativas gráficas que conquistaram relevância acadêmica e literária com obras que exploram temas fracturantes, relatos autobiográficos e processos de amadurecimento. Nesse contexto, este trabalho tem como objeto de análise a HQ <em>O Essencial de Perigosas Sapatas </em>(2021) e a finalidade de analisar a representação das personagens lésbicas Mo e Lois. A fundamentação teórica abrange os conceitos de narrativa gráfica (Eisner, 2005) e o percurso histórico das HQs (García, 2012). Quanto ao estudo temático, é centrado no <em>continuum </em>lésbico e existência lésbica (Rich, 2010) e quadrinhos lésbicos (Bauer, 2015). Através da leitura interpretativa, compreendemos a trajetória de evolução das personagens e destacamos suas singularidades enquanto mulheres lésbicas, em que alguns estereótipos se confirmam e outros são rompidos. Para tanto, as discussões realizadas podem contribuir para ampliar o debate sobre quadrinhos, gênero e sexualidade.</p>Júlia de BritoTássia Tavares de Oliveira
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2025-10-012025-10-0118232934610.34019/1983-8379.2025.v18.48993'I HAVE NO MOUTH AND I MUST SCREAM'
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<p>Este artigo examina os processos intersistêmicos e de transcodificação do conto “I Have No Mouth and I Must Scream” (1967), de Harlan Ellison, lançado também em quadrinhos, em 1995, e em jogo eletrônico, em 1995. Ancorado na teoria dos polissistemas de cultura (Even-Zohar), midiologia (Debray) e transcodificação (Manovich), o estudo demonstra como a interferência entre sistemas culturais distintos (literatura impressa, quadrinhos e jogos) redefine a obra. A HQ expande visualmente o universo distópico e o horror psicológico do conto através de sua linguagem visual. Já o jogo, ao exigir interatividade e agência do jogador —– repertório institucionalizado do sistema de jogos —–, subverte radicalmente a narrativa: desenvolve os passados dos personagens, introduz temas morais e múltiplos finais, incluindo um desfecho positivo inexistente no conto, incorporando novos elementos através de processos transcodificação. A análise evidencia como diferentes mídias ressignificam a mensagem, impondo transformações sistêmicas, enquanto a coexistência das versões forma um ambiente que realimenta o polissistema cultural. O caso ilustra a dinâmica intersistêmica, onde repertórios específicos remodelam a obra ao transcodificá-la.</p>Bianca Francischini LisitaAndré PithonGabriel Henrique Gomes Ceschi
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2025-10-012025-10-0118234736610.34019/1983-8379.2025.v18.49510'DEATH STRANDING'
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<p>Este artigo analisa <em>Death Stranding</em> (2019), jogo de Hideo Kojima, como uma narrativa digital que proporciona uma experiência imersiva e única ao jogador. Ao proporcionar uma nova experiência de jogos de guerra, segundo o próprio Kojima, <em>Death Stranding</em> explora a interação do jogador com o protagonista Sam Bridges, enfatizando liberdade, conectividade e imersão em um mundo fictício pós-apocalíptico. A pesquisa utiliza teorias de narrativa e imersão, fundamentando-se em autores como Umberto Eco, Janet Murray e Marie-Laure Ryan. O jogo combina mecânicas interativas, como a agência limitada, com uma narrativa estruturada em capítulos, permitindo que o jogador influencie parcialmente os eventos sem perder a linearidade da história principal. O conceito de conectividade é central [...]. Além disso, <em>Death Stranding</em> reflete sobre o impacto humano no planeta [...]. A ambientação, as mecânicas detalhadas e o ritmo contemplativo reforçam a ideia de imersão total, levando o jogador a se adaptar às dinâmicas do jogo para apreciar plenamente sua narrativa. Conclui-se que <em>Death Stranding</em> busca proporcionar uma experiência diferente como mídia, demonstrando que a interação e a conectividade experimentadas no jogo propiciam a reflexão acerca de colaboração e sobrevivência em tempos de crise.</p>Sabrina Ramos GomesJoão Paulo Rodrigues dos Santos
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2025-10-012025-10-0118236738710.34019/1983-8379.2025.v18.49652LETRAMENTO DIGITAL EM VIDEOGAMES NARRATIVOS
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<p>Este artigo objetiva investigar propriedades do letramento digital construído em torno de videogames narrativos, partindo da hipótese de que duas propriedades específicas, a espacialidade e a procedimentalidade, são essenciais para o desenvolvimento de uma compreensão acadêmica das narrativas digitais e das novas práticas de letramento criadas por aqueles que as produzem e as recepcionam. Entendemos o conceito de “letramento” a partir da evolução histórica proporcionada pelas contribuições de Street (2001), Soares (2002) e Lemke (2010), ao passo que nossa compreensão dos conceitos de “espacialidade” e “procedimentalidade”, tal qual se desenvolvem na área de <em>game studies</em>, se embasa nos escritos de Aarseth (2007), Jenkins (2004), Murray (2003), Bogost (2005, 2008) e Mateas (2005). De modo a argumentar a favor da centralidade ocupada pelos dois conceitos nas práticas de letramento relacionadas a narrativas digitais, analisamos o jogo <em>Unpacking</em> (Witch Beam, 2021), explicitando como seu desenvolvimento narrativo é configurado e interpretado a partir dessas duas propriedades. Foi possível concluir que os conceitos de espacialidade e procedimentalidade são capazes de explicar algumas das novas formas de significar textualmente eventos, transformações e a caracterização de personagens em videogames narrativos, e parecem ocupar uma posição central na articulação dos novos letramentos digitais.</p>Natalia Corbello
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2025-10-012025-10-0118238840310.34019/1983-8379.2025.v18.49404NARRATIVAS MULTIMODAIS EM LIBRAS
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<p>O artigo examina o papel da literatura infantil em Libras como ferramenta para o crescimento de habilidades de leitura entre crianças surdas. Pela análise de histórias multimodais que unem partes visuais, ͏gestuais e textuais, discute-se como estas obras ajudam ͏na inclusão linguística e cultural, respeitando as particularidades da comunidade ͏surda. Pensando que a obtenção da língua escrita por crianças surdas tem desafios específicos, a livraria͏ em Libras surge como um recurso de ensino͏ potente, capaz de mediar o acesso à leitura͏ ͏por meio da Línguas de Sinais. O estudo também fala ͏sobre ideias da͏ edição tecnológica que aumentaram a criação e o movimento dos͏ livros acessíveis, contribuindo para a͏ formação de leitores críticos e independentes. Pensando sobre ͏os ͏afetos͏ dessas histórias na criação da identidade surda e no apoio à educação bilingue, o artigo͏ mostra caminhos para uma prática literária mais inclusiva e ͏atenta ͏às muitas formas de se expressar.</p>Taynan Alécio da SilvaGiovana Cristina de Campos BezerraJoão Paulo Francisco Azevedo
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2025-10-012025-10-0118240441910.34019/1983-8379.2025.v18.49583