DARANDINA REVISTELETRÔNICA
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<p>A <em>Darandina Revisteletrônica</em> (ISSN 1983-8379, Qualis A4 em 2021-2024) é um periódico organizado por discentes do <a href="https://www2.ufjf.br/ppgletras/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários</a>, da <a href="https://www2.ufjf.br/fale/" target="_blank" rel="noopener">Faculdade de Letras</a>, da <a href="https://www2.ufjf.br/ufjf/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal de Juiz de Fora</a> (Brasil), em parceria com pós-graduandos <em>stricto sensu</em> no campo de Literatura de outras instituições.</p> <p>A revista liga-se à área de Estudos Literários, publicando artigos de temas específicos em seus dossiês e de temática livre dentro de seu escopo em modalidade fluxo contínuo, além de resenhas, bem como criações e traduções literárias.</p> <p>Saiba mais sobre o periódico <a href="https://periodicos.ufjf.br/index.php/darandina/about" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>Universidade Federal de Juiz de Forapt-BRDARANDINA REVISTELETRÔNICA1983-8379<p><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />Este trabalho está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="license noopener">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p><strong>Direitos Autorais</strong></p> <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>1. Autoras e autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo esta licenciada sob a Creative Commons Attribution License 4.0 Internacional.</p> <p>2. Autoras e autores têm permissão e são estimuladas(os) a publicar e compartilhar o trabalho com reconhecimento da publicação inicial nesta revista.</p> <p>3. Autoras e autores dos trabalhos aprovados autorizam a revista a ceder o conteúdo de seus trabalhos, após sua publicação, para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.</p> <p>Para mais informações sobre a Creative Commons Attribution 4.0 International License, acessar: <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/</a> </p>MULHER BURGUESA E VIDA CONJUGAL NO ENTRESSÉCULOS
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<p>Júlia Lopes de Almeida foi uma escritora brasileira do entresséculos XIX-XX, mas ao longo dos anos foi invisibilizada pela historiografia literária. A maioria de suas tramas costumam ter personagens mulheres como protagonistas, a partir das quais se pode vislumbrar a condição feminina daquele período, de um ponto de vista questionador. Em vista disso, este trabalho se propõe a investigar como o seu conto “Esperando” revela, a partir da caracterização da protagonista e do episódio vivenciado por ela, a condição da mulher burguesa oitocentista na relação conjugal, observando as estratégias usadas por Júlia Lopes para tecer uma crítica social nas entrelinhas da tessitura literária. Para tal propósito, apoiamo-nos nas contribuições teóricas de Beauvoir (1967, 1970), Telles (1992, 2004), Candido (1974, 2006), entre outros. Este estudo possibilitou perceber que a escritora problematiza a vida matrimonial burguesa do entresséculos, tematizando no seu texto ficcional o papel e a situação feminina no casamento: sua submissão e inferiorização, bem como o papel de domínio exercido pelo marido. Isto comprova que Júlia, longe de reforçar a tradição patriarcal – como afirmam alguns pesquisadores –, questionou-a da forma como lhe era permitido naquele contexto, ou seja, veladamente.</p>Gabrielly Késsia de Brito Negromonte
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2026-07-062026-07-06191e19101e1910110.34019/1983-8379.2026.v19.51201ADAPTAÇÃO LITERÁRIA E DIÁLOGOS INTERCRONOTÓPICOS NA SÉRIE DE STREAMING THE CHOSEN
https://periodicos.ufjf.br/index.php/darandina/article/view/50515
<p>Esta proposta reflexiva discute a relação literatura e cinema. Partimos da teoria literária do cronotopo bakhtiniano para enveredar pelos estudos do cinema e da adaptação literária. Como objeto de estudo escolhemos a série de streaming <em>The Chosen</em> (Os Escolhidos), de Dallas Jenkins, lançada em 2017, ainda em fase de gravações. A abordagem analisa como a construção e a representação dos heróis <em>The Chosen</em> hipertextualizam os relatos literários ao abordar temas socialmente relevantes na contemporaneidade. O objetivo é refletir sobre como as escolhas estilísticas da série contribuem para construir uma representação narrativa que dialoga com a contemporaneidade. Nosso foco de análise está temáticas sociais que costuram o fio narrativo: machismo, preconceito, minorias, igualdade de gênero e valores universais. Esses temas atravessam a jornada das personagens em tela e são ressaltados nos encontros que ocorrem entre as personagens e Jesus. A análise de conteúdo é feita a partir da descrição de algumas cenas de encontro entre Jesus e alguns homens e mulheres<em>.</em> As escolhas se justificam por serem personagens atípicas e representativas de gênero. Nossos principais teóricos são: Bakhtin (2018), Scheler (2012), Hutcheon (2011) e Stam (2003) e Genette (2006).</p>Elisangela S. B. LimaYuri Batista Santos
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2026-07-272026-07-27191e19104e1910410.34019/1983-8379.2026.v19.50515UM OLHAR SITIADO
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<p>Entre os anos de 1941 e 1977, Clarice Lispector exerceu o trabalho de tradutora, assinando a versão de cerca de 46 títulos. Foi nesse contexto que a escritora verteu para o português, em parceria com Tati de Moraes, a obra <em>La casa de Bernarda Alba </em>(1936), de Federico García Lorca, destinada à encenação. Com o objetivo de evidenciar problemas inerentes aos projetos desses escritores, este artigo propõe uma leitura comparatista entre o romance <em>A Cidade Sitiada </em>(1949), de Lispector, e a peça espanhola, pois postulamos que Clarice, ao entrar em contato com o texto de Lorca, acabou se voltando à questão do sitiamento por ela mesma já problematizado no livro de 1949. Para tanto, nos valemos, entre outros, dos postulados de Nádia Gotlib (1995, 2007), Benjamin Moser (2014), André Gomes (2007), Silviano Santiago (2000, 2004), Rosemary Arrojo (1993) e Jacques Derrida (2002, 2005), na intenção de ressaltar que a proposta de Lispector não apenas converge com a de Lorca em relação à temática do sitiamento, do amor e da liberdade, como também de imagens simbólicas, expressas na modelagem do homem em cavalo por meio da perspectiva do olhar.</p>Rony Márcio Cardoso FerreiraIgor Siqueira Rocha
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2026-07-072026-07-07191e19102e1910210.34019/1983-8379.2026.v19.50430“EU DIGO”
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<p><em><span style="font-weight: 400;">O som e a fúria</span></em><span style="font-weight: 400;">, de William Faulkner, é considerado um dos romances mais importantes da literatura modernista. Dividido em quatro partes, a obra narra a derrocada econômica dos Compson, uma família sulista branca, que entra em colapso em decorrência da inadaptação de seus integrantes diante da reorganização social e histórica do Sul dos Estados Unidos no início do século XX. Este artigo trata, especificamente, das representações da masculinidade de um dos narradores desse romance, o ganancioso Jason Compson. Jason é um homem sulista branco, amoral e ressentido, que veicula, em seu enunciado, discursos racistas, sexistas e xenófobos. Este trabalho sustenta a hipótese de que Jason pode ser analisado por meio do conceito de </span><em><span style="font-weight: 400;">crise da masculinidade</span></em><span style="font-weight: 400;">, que consiste nos sentimentos de ansiedade, angústia e inadequação masculina, muitas vezes canalizados em raiva e frustração, frente às transformações sociais, históricas e culturais referentes ao gênero, à raça e à sexualidade, tanto especificamente no Sul dos Estados Unidos, quanto de modo mais amplo. </span></p>Claudimar Pereira da Silva
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2026-08-052026-08-05191e19106e1910610.34019/1983-8379.2026.v19.51267Naquele domingo qualquer
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<p>O conto acompanha a rotina de uma família num domingo qualquer composta pelo pai, pela mãe e pelas duas filhas pequenas. A história é narrada pela filha mais velha por meio das memórias de uma infância vivida na década de 1990. A narradora se lembra das brincadeiras que fazia com sua irmã, da energia leve e descontraída de sua mãe e do distanciamento e silêncio do pai.</p>Cinthia Freitas de Souza
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2026-08-032026-08-03191e19105e1910510.34019/1983-8379.2026.v19.51170Estudante de medicina
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Maurício Fontana Filho
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2026-07-062026-07-06191e19103e1910310.34019/1983-8379.2026.v19.50507