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O Plano Popular do Reassentamento Coletivo de Gesteira: Não é inútil revoltar-se – resistência e contraconduta em defesa do território

Tatiana Ribeiro de Souza
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Biografia

Publicado 2026-05-13

Palavras-chave

  • Resistência,
  • Contraconduda,
  • Gesteira,
  • Reassentamento Coletivo,
  • Desastre de Fundão

Como Citar

Ribeiro de Souza, T., & Carneiro, K. G. (2026). O Plano Popular do Reassentamento Coletivo de Gesteira: Não é inútil revoltar-se – resistência e contraconduta em defesa do território. Homa Publica - Revista Internacional De Derechos Humanos Y Empresas, 9(2), e–155. Recuperado de https://periodicos.ufjf.br/index.php/HOMA/article/view/52459

Resumo

O presente artigo versa sobre a atuação da comunidade de Gesteira, povoado de Barra Longa, Minas Gerais (MG), no processo de reassentamento coletivo ao qual foi sujeita em decorrência do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, sob a responsabilidade das mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton, no município de Mariana (MG). Nesse sentido, o objetivo do trabalho é identificar as singularidades da luta travada por essa comunidade para se tornar protagonista nesse processo, a partir das noções de resistência e contraconduta tais como explicitadas por Michel Foucault. Ou seja, partimos da noção de contraconduta desenvolvida como possibilidade de dizer não a determinada forma de condução das condutas, de dizer não a uma determinada forma de governo, explicitando o modo como se quer ser governado como possibilidade de atuar como sujeito agente da própria subjetivação. Trata-se de pesquisa desenvolvida sob o método cartográfico, baseado na filosofia de Deleuze e Guatarri, segundo a qual teoria e prática se retroalimentam, de modo que o conhecimento é produzido a partir do engajamento com o território. Território de uma comunidade que, ao longo de mais de dez anos de luta tem marcado em sua história, como buscaremos concluir, que não é inútil revoltar-se.

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Referências

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