Vol. 9 Núm. 2 (2025): Dossier: Transición Energética Justa, Resistencias Populares y Responsabilización de Empresas Transnacionales
Artículos regulares

Transição Energéticas na América Latina entre Capital, Corporações e Insurgências

Emiliano Maldonado
UFRGS

Publicado 2026-05-13

Palabras clave

  • transição energética;,
  • extrativismo;,
  • corporações;,
  • colonialismo verde

Cómo citar

Maldonado, E., & Maso, T. F. (2026). Transição Energéticas na América Latina entre Capital, Corporações e Insurgências. Homa Publica - Revista Internacional De Derechos Humanos Y Empresas, 9(2), e–145. Recuperado a partir de https://periodicos.ufjf.br/index.php/HOMA/article/view/52366

Resumen

El artículo analiza críticamente la transición energética en América Latina, argumentando que el modelo hegemónico de descarbonización, impulsado por corporaciones transnacionales, instituciones financieras y mercados verdes, ha reproducido dinámicas históricas de dependencia, extractivismo y desigualdad socioambiental. Bajo el llamado «consenso de la descarbonización», la sustitución de los combustibles fósiles por energías renovables mantiene la lógica de la acumulación capitalista, intensificando la explotación de minerales estratégicos, la financiarización de la naturaleza y la expansión de nuevas fronteras extractivas en el Sur Global. Este proceso concentra los beneficios económicos en el Norte Global y transfiere los costos sociales y ambientales a los territorios latinoamericanos, afectando a los pueblos indígenas, las comunidades tradicionales y los trabajadores, además de agravar los conflictos territoriales y la pobreza energética. En contraposición a la transición corporativa, tecnocrática y neocolonial, el texto defiende la construcción de una transición justa, ecológica y popular, basada en la democratización de la energía como derecho humano, la responsabilización de las empresas, la reducción del consumo energético, la participación social y la superación del modelo extractivista. Así, se sostiene que la crisis climática exige no solo cambios tecnológicos, sino también transformaciones estructurales en las formas de producción, consumo y organización de la vida social.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

  1. Alonso, A. A. (2024). El multicolor de la energía: Desafíos y oportunidades para la transición energética. Universidad Autónoma Metropolitana; Fundación Rosa Luxemburg.
  2. Breno Bringel, B., & Maristella Svampa, M. (2023). Del Consenso de los Commodities al Consenso de la Descarbonización. Nueva Sociedad, (306), 51–70.
  3. Bringel, B., & Fernandes, S. (2025). Hacia un nuevo internacionalismo ecoterritorial. In M. Lang, B. Bringel, & M. A. Manahan (Eds.), Más allá del colonialismo verde: Justicia global y geopolítica de las transiciones ecosociales (pp. 367–386). CLACSO.
  4. Bruckmann, M. (2022). El Pacto Verde Europeo y las perspectivas de América Latina: La geopolítica ambiental de Estados Unidos y sus aliados del norte global (pp. 319–350).
  5. Boyd, D. R. (2023). Paying polluters: The catastrophic consequences of investor-State dispute settlement for climate and environment action and human rights (A/78/168). Organização das Nações Unidas.
  6. Cunha, G., Roizman, L., Lobo, N., Moreira, S. L. S., & Moreno, T. (2021, novembro). Democratização energética e transição justa na América Latina e no Caribe. CSA. https://www.redes.org.uy/wp-content/uploads/2022/07/BRA_Resumen-Ejecutivo-Investigacion-Brasil_port.pdf
  7. Dussel, E. (1993). 1492: O encobrimento do outro; A origem do mito da modernidade: Conferências de Frankfurt (J. A. Clasen, Trad.). Vozes.
  8. Dussel, E. (2006). 20 tesis de política. Siglo XXI; Centro de Cooperación Regional para la Educación de Adultos en América Latina y el Caribe.
  9. Empresa de Pesquisa Energética. (2024). Análise de experiências estatais internacionais relativas à pobreza e justiça energética: Definições, indicadores, medidas e governança (Nota Técnica EPE/DEA/SMA/001/2024).
  10. Empresa de Pesquisa Energética, & Banco Interamericano de Desenvolvimento. (2025). Projeto Tecendo Conexões: Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética (Nota Técnica Conjunta OBEPENT-EPE-DEA-SEE-006-2025). https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublishingImages/Paginas/Forms/Publicaes/NT_OBEPE_final.pdf
  11. Energy Poverty Advisory Hub. (2023). Local indicators. https://energypoverty.ec.europa.eu/observing-energy-poverty/local-indicators_en
  12. Friends of the Earth International. (2023). Energia renovável e uso da terra: Barreiras para uma transição justa no Sul Global. https://www.foei.org/publication/just-transition-renewable-energy-land-use-report/
  13. Gois Lima, J. A. (2024). Conflitos e danos socioambientais na produção de energia eólica na comunidade do Cumbe, Aracati, Ceará, Brasil. Revista GeoUECE, 13(25).
  14. Instituto Brasileiro de Mineração. (2021). Mineração em números 2021. https://ibram.org.br/publicacoes/
  15. Agência Internacional de Energia. (2025a). World energy investment 2025. https://www.iea.org/reports/world-energy-investment-2025
  16. Agência Internacional de Energia. (2025b). Energy and AI. https://www.iea.org/reports/energy-and-ai
  17. Agência Internacional de Energias Renováveis. (2021). Financing clean energy transitions in emerging and developing economies. Abu Dhabi.
  18. Agência Internacional de Energias Renováveis. (2022). World energy transitions outlook 2022: 1.5°C pathway. Abu Dhabi.
  19. Agência Internacional de Energias Renováveis, & Climate Policy Initiative. (2025). Global landscape of energy transition finance 2025. Abu Dhabi.
  20. Agência Internacional de Energias Renováveis. (2024). The energy transition in Africa: Opportunities for international collaboration with focus on the G7. Abu Dhabi.
  21. Jean, W., et al. (2024). Estudo sobre pobreza energética e segurança energética no semiárido brasileiro: Vulnerabilidade e resiliência socioambiental. Boletim Regional, Urbano e Ambiental, (32), 36–45.
  22. Lang, M., Bringel, B., & Manahan, M. A. (Eds.). (2023). Más allá del colonialismo verde: Justicia global y geopolítica de las transiciones ecosociales. CLACSO.
  23. Laya, D. (2025). Não somos quintal de data centers: Um estudo sobre os impactos socioambientais e climáticos dos data centers na América Latina. Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.
  24. Lee, Y. K. (2024, 8 de abril). Crescem disputas judiciais relacionadas ao ESG. JOTA. https://www.jota.info/opiniao-e-analise/colunas/praticas-esg/crescem-disputas-judiciais-relacionadas-ao-esg
  25. Maldonado, E. E., & Jodas, N. (2017). Direitos da natureza e lutas por água: Um olhar ecossocialista indo-americano. Revista Culturas Jurídicas, 4(8).
  26. Maldonado B., E. E., & Timm Seferin, R. (2022). O direito humano à energia e a luta pela efetivação da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). In J. B. Kleba et al., Engenharias e outras práticas técnicas engajadas: Diálogos interdisciplinares e decoloniais (Vol. 3, pp. 273–307). EDUEPB. https://eduepb.uepb.edu.br/download/engenharia-e-outras-praticas-tecnicas-engajadas-volume-3/
  27. Mansur, M. S., Wanderley, L. J., & Fraga, D. J. N. (2024). Transição desigual: As violações da extração dos minerais para a transição energética no Brasil. Observatório dos Conflitos da Mineração no Brasil.
  28. Maso, T. F. (2024). A arquitetura da impunidade das empresas transnacionais de mineração no Brasil: Expropriação, dependência e violação dos direitos humanos (Tese de doutorado). Universidade Federal do Paraná.
  29. Milanez, B. (2021). Crise climática, extração de minerais críticos e seus efeitos para o Brasil. Caderno de Diálogos dos Povos.
  30. Ministério de Minas e Energia. (2019). Relatório ProGD. http://antigo.mme.gov.br/documents/20182/6dac9bf7-78c7-ff43-1f03-8a7322476a08
  31. Moreno, C., Speich Chassé, D., & Fuhr, L. (2016). A métrica do carbono: Abstrações globais e epistemicídio ecológico. Fundação Heinrich Böll.
  32. Oxfam. (2025). Saque climático: Como um pequeno grupo de poderosos está condenando o mundo ao desastre. https://www.oxfam.org.br/relatorio-saque-climatico/
  33. Salim, L. (2025, 14 de novembro). Número de lobistas fósseis na COP30 supera delegações de todos os países, exceto Brasil. Observatório do Clima. https://www.oc.eco.br/numero-de-lobistas-fosseis-na-cop30-supera-delegacoes-de-todos-os-paises-exceto-brasil/
  34. Svampa, M., & Viale, E. (2025). Transição ecossocial justa: Uma perspectiva do Sul Global. Editora Elefante.
  35. Zuluaga, M. A., & Shortall, N. (2025). Unjust transition: Reclaiming the energy future from climate colonialism. Oxfam. https://www.oxfam.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Report-Unjust-Transition.-Reclaiming-the-Energy-Future-from-Climate-Colonialism.pdf