Percepção de farmacêuticos da Atenção Primária à Saúde quanto ao uso de tecnologias em saúde

Autores

  • Talita Massi Tavares Departamento de Assistência Farmacêutica, Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Três Rios, Três Rios, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0009-0006-4292-4553
  • Alessandra Ésther de Mendonça Departamento de Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5733-9927
  • Beatriz Francisco Farah Departamento de Enfermagem Básica da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3345-0601
  • Marcelo Silva Silvério Departamento de Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6494-0497
  • André de Oliveira Baldoni Universidade Federal de São João Del-Rei, São João Del-Rei, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6379-0415

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2026.v52.52913

Palavras-chave:

Tecnologias em Saúde, Atenção Primária à Saúde, Farmacêuticos

Resumo

Introdução: Na Atenção Primária à Saúde (APS), o uso articulado de tecnologias duras, leve-duras e leves é necessário à produção do cuidado integral. Contudo, são escassos os estudos sobre como farmacêuticos reconhecem e utilizam essas tecnologias em sua prática, limitando o delineamento de estratégias de qualificação profissional e dos serviços. Objetivo: Analisar a percepção dos farmacêuticos sobre o uso de tecnologias em saúde na APS. Material e Métodos: Trata-se de pesquisa qualitativa e descritiva, realizada com 23 farmacêuticos da APS. Os dados foram coletados por meio de questionário sociodemográfico e de entrevistas semiestruturadas, tratados no software IRaMuTeQ e analisados conforme Bardin. Resultados: Evidenciaram-se dificuldades em compreender o modelo de atenção à saúde e em reconhecer as tecnologias aplicadas no processo de trabalho. Observou-se predominância do uso de tecnologias duras e leve-duras em detrimento das leves, associada à dificuldade de compreensão do uso das tecnologias em saúde e do modelo de atenção integral, com atividades centradas no medicamento, e não no indivíduo. Associadas a esse modelo centrado no medicamento, destacaram-se limitações de recursos e infraestrutura, comprometendo o cuidado integral. Conclusão: São necessárias estratégias de educação permanente para ampliar a compreensão sobre o modelo de atenção e favorecer a sistematização das ações farmacêuticas por meio de protocolos. Destaca-se a importância do apoio da gestão local para fortalecer a infraestrutura e integrar os farmacêuticos às equipes multiprofissionais.

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Publicado

2026-09-21

Como Citar

1.
Tavares TM, Mendonça AE, Farah BF, Silvério MS, Baldoni A de O. Percepção de farmacêuticos da Atenção Primária à Saúde quanto ao uso de tecnologias em saúde. HU Rev [Internet]. 21º de setembro de 2026 [citado 8º de outubro de 2026];52:1-12. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/52913

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