v. 3 n. 2 (2019): Homa Publica - Revista Internacional de Direitos Humanos e Empresas
Artigos regulares

Desafios do multiculturalismo para o Direito Arbitral e os negócios internacionais

Rhayanne Dutra Machado Mendanha
Instituto Vianna Júnior | Juiz de Fora, Minas Gerais - Brasil
Biografia
Florisbal de Souza Del’Olmo
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões | Santo Ângelo, Rio Grande do Sul - Brasil
Biografia
Publicado December 21, 2019
Palavras-chave
  • Multiculturalismo,
  • Arbitragem Internacional,
  • Diversidade Cultural,
  • Direito Comercial,
  • Confitos,
  • Negócios Internacionais
  • ...Mais
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Como Citar
MENDANHA , R. D. M.; DEL’OLMO, F. DE S. Desafios do multiculturalismo para o Direito Arbitral e os negócios internacionais. Homa Publica - Revista Internacional de Direitos Humanos e Empresas, v. 3, n. 2, p. e:050, 21 dez. 2019.

Resumo

O multiculturalismo surge a partir de diferentes tipos de relações sociais, onde se descobre que cada qual tem sua singularidade, entretanto, grandes são os conflitos apresentados em um ambiente diversificado e muitos são os assuntos ainda em descobrimento. Costuma-se relatar que as relações entre a sociedade são sociais ou políticas. Para além de certos patamares de diferença cultural e política, as experiências sociais são constituídas por conhecimentos rivais. O Direito Comercial Internacional quando aplicável em ambiente com grande diversidade cultural precisa de uma “válvula de escape” para a resolução de conflitos, que é o que chamamos de Arbitragem Comercial Internacional. Com base em análises detalhadas sobre cada tema, como multiculturalismo no mundo, direito comercial internacional e arbitragem comercial internacional em resolução de conflitos, o presente artigo tem por base solucionar questões recorrentes onde a diversidade cultural ou o que chamamos de multiculturalismo, pode influenciar em decisões dos negócios internacionais. Averiguar que em certos pontos a legislação será conflituosa com a realidade de outro país, sendo necessárias decisões unificadas para que a supremacia constitucional ou até mesmo a unicidade do próprio país não afete as conclusões abordadas no comércio internacional, promovendo ideologias sociais e defendendo os direitos sociais apresentados mundialmente.

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