O jogo do dissenso como política literáriano Diário de um retornoao país natal de Aimé Césaire
DOI:
https://doi.org/10.34019/1982-0836.2026.v30.52305Palavras-chave:
Dissenso, Aimé Césaire, Resistência estética, Jacques RancièreResumo
Este artigo discute como o Diário de um retorno ao país natal de Aimé Césaire transcende o modelo do engajamento como política literária dominante no século XX, e engendra resistência ou dissenso estético sem subsumir-se numa agenda política imediata. Para alcançar esse efeito em seu poema narrativo com traços épicos, o autor martinicano explora figuras estéticas como o devir-anônimo do sujeito, o inconsciente estético, a escrita literária como ato comunitário e a fabulação de novos devires para o sujeito. A matriz teórica da análise literária da obra de Césaire é o pensamento estético e político de Jacques Rancière.
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