Virada pós-colonial

Uma leitura d'O Cometa a partir de Frantz Fanon e Achille Mbembe

Autores/as

  • Ianes Augusto Cá Unicamp

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-0836.2025.v29.50346

Palabras clave:

: Frantz Fanon; Achill Mbembe; brutalismo; violência; o cometa.

Resumen

Partindo da leitura do conto O cometa: Fim da supremacia branca como mote, o objetivo geral deste trabalho é tentar construir um debate em torno da discussão sobre estudos pós-coloniais decorrentes em Os condenados da terra, de Frantz Fanon e Brutalismo, de Achille Mbembe. Compreender como a perspectiva fanoniana foi estopim para amplas discussões em torno do racismo, da descolonização do território e do saber controlado pela hegemonia ocidental; e refletir como Achille Mbembe desdobra a tese de Fanon para propor o debate contemporâneo sobre o brutalismo (a violência) - o racismo, controle de fronteiras e de pessoas, vigilância e terror nos campos de refugiados, espelhados por várias partes do mundo - matiza as violências expostas por Frantz Fanon. Com base no conto e nas teorias de dois autores, podemos entender que a reafirmação do conhecimento permite que os negros possam se reinscrever na história humana, através descolonização da visão, da imagem, conhecimento e poder. Isso é que Achille Mbembe chama de humanismo planetário, que se opõe às divisões, ao pensamento abissal e políticas de inimizade que ameaçam as democracias e a vivência entre diversidades.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

BHABHA, Homi. Foreword: remembering Fanon: self, psyche and the colonial condition. Black skin, white masks, p. vii-xxvi, 1986

DU BOIS, W. E. B.; HARTMAN, Saidiya. O cometa:+ O fim da supremacia branca. Fósforo, 2021.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Trad. Renato Silveira. Salvador: Editora UFBA, 2008.

FANON, Frantz. Condenados da terra. v. 42. São Paulo: Civilização Brasileira, 1968.

GLISSANT, Édouard;. Poética da relação. Tradução. Bazar do Tempo, 2021.

MBEMBE, Achille. A universalidade de Frantz Fanon. Cidade do Cabo (África do Sul), v. 2, 2011.

MBEMBE, Achille. O direito universal à respiração. N-1 edições, v. 20, p. 1-13, 2020.

MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite: ensaio sobre a África descolonizada. Trad. Fábio Ribeiro. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

MBEMBE, Achille. Brutalismo. Tradução Sebastião Salgado. São Paulo: 1ª edição; N1 Edições. .

MBEMBE, Achille. Políticas da inimizade. Trad. Marta Lança. Lisboa: Antígona, 2017.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Trad. Sebastião Nascimento. São Paulo: n1, 2018.

MBEMBE, Achille. Necropolítica. 3. ed. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MIGLIEVICH-RIBEIRO, Adelia. A virada pós-colonial: experiências, trauma e sensibilidades transfronteiriças. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 123, p. 77-96, 2020.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Tradução como método de “Disothering”: para além do colonial e do especismo. Aletria: Revista de Estudos de Literatura, v. 30, n. 4, p. 1942, 2020.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Decolonial, des-outrização: imaginando uma política pós-nacional e instituidora de novas subjetividades. Duarte, Luisa. 21a Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil: Comunidades imaginadas: Leituras. São Paulo: Sesc: Associação Cultural Videobrasil, p. 20-44, 2019.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Eu é um outro’: a tradução como criação do próprio e encontro festivo. Santa Barbara Portuguese Studies, v. 3.

WALLERSTEIN, Immanuel. Ler Fanon no século XXI. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 82, p. 3-12, 2008.

Publicado

2025-12-27