DECORO E QUEBRA DE DECORO
AS INTERAÇÕES RACIAIS EM UM CURSO DE AUTO PRESTÍGIO SOCIAL NO INTERIOR DA AMAZÔNIA PARAENSE
DOI:
https://doi.org/10.34019/2447-5246.2025.v30.50736Resumo
Neste artigo, tivemos como objetivo analisar as percepções de discentes negros/as e brancos/as sobre as dinâmicas das relações raciais, particularmente sobre as práticas de discriminação racial, no Curso de Medicina da Universidade Federal do Pará, Campus Universitário de Altamira. Realizamos uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa[1], sendo os dados coletados por meio de entrevista aberta e observação simples. Como resultado, verificamos que apesar de uma negação inicial, ao longo de seus depoimentos os/as entrevistados/as discorreram sobre a existência da discriminação racial, ainda que muitas vezes elas não fossem entendidas e nomeadas como tal, refletindo uma lógica institucional que privilegia a aparência de neutralidade e meritocracia. Neste contexto, o silêncio emerge como um mecanismo central de manutenção do status quo, operando como um “pacto” institucional que evita conflitos, oculta desigualdades e dificulta a construção de uma instituição antirracista. Por fim, observamos um esvaziamento do conceito de racismo estrutural, que é usado para desresponsabilizar indivíduos e instituições, o que enfraquece ações antirracistas efetivas.
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