Um exercício que faz escola: notas para pensar a investigação educacional a partir de uma experiência de formação no Rio de Janeiro

  • Walter Omar Kohan
Palavras-chave: Escola, Pesquisa educacional, Experiência.

Resumo

O presente trabalho apresenta uma experiência prática de formação no campo da filosofia da educação realizada junto com Jan Masschelein (Universidade Católica de Louvain); Wim Cuyvers, Jorge Larrosa (Universidade de Barcelona) e Maximiliano López (Universidade Federal de Juiz de Fora), além de setenta estudantes, entre belgas e brasileiros. Situo a experiência, descrevo seu marco teórico e metodológico e analiso alguns dos trabalhos resultantes dela. O eixo central do exercício é o conceito escola, ressignificado a partir de sua etimologia, como a materialização do tempo livre (skholé). Nesse sentido, a escola compreende quatro dimensões: separação (do tempo afirmado nos campos social, econômico e político); profanação (dos sentidos socialmente consagrados ou naturalizados); atenção (que torna o mundo interessante) e amor público (pelas coisas do mundo e o mundo como tal). Depois de tecer algumas considerações sobre o valor do exercício, apresento – apenas a título de primeira elaboração sobre o tema – o conceito de escola nômade.

Biografia do Autor

Walter Omar Kohan
Doutor em Filosofia pela Universidade Ibero-americana do México, fez pós-doutorado na Universidade de Paris VIII. É Bolsista do Programa Pró-Ciência (FAPERJ/UERJ) e pesquisador do CNPq. Orienta trabalhos de mestrado e doutorado nas áreas de filosofia da educação e ensino de filosofia. Dentre seus livros em português: Filosofia na Escola Pública (Petrópolis, RJ: Vozes, 2000), Infância. Entre Educação e Filosofia (Belo Horizonte: Autêntica, 2003), Filosofia. O paradoxo de aprender e ensinar (Belo Horizonte: Autêntica, 2010) e Sócrates & a educação (Belo Horizonte: Autêntica, 2011). E-mail: wokohan@gmail.com
Publicado
2016-04-29
Seção
Artigos