A função estratégica do professor nas políticas educacionais brasileiras a partir da década de 1990

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1984-5499.2022.v24.26588

Palavras-chave:

Organismos internacionais, Professores, Políticas Educacionais Nacionais, Neoliberalismo de Terceira Via

Resumo

O presente artigo busca refletir sobre a influência das orientações dos organismos internacionais para a construção de políticas educacionais nacionais e a sua relação com a perspectiva teórica que aponta os professores como colaboradores estratégicos para a difusão de uma pedagogia da hegemonia (NEVES, 2005), pautada na lógica do neoliberalismo da Terceira Via (LIMA e MARTINS, 2005). O estudo foi orientado pela perspectiva crítica e, para atingir os objetivos propostos, foi utilizada a pesquisa documental como metodologia. Foi possível compreender que a direção dada à formação e ao trabalho docentes, desde a década de 1990, pauta-se na ideia de que o professor deva ser o principal responsável pelo sucesso ou fracasso dos alunos, além de ser considerado um intelectual com capacidade técnica e ético-política para educar as novas gerações de acordo com os valores de uma nova sociabilidade.

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Biografia do Autor

Letícia Cristina Pereira, Colégio de Aplicação João XXIII/Universidade Federal de Juiz de Fora

Professora de Educação Especial no Colégio de Aplicação João XXIII - UFJF. Coordenadora do Setor de Educação Especial do Colégio de Aplicação João XXIII. Especialista em Autismo, Deficiências Múltiplas e Intelectuais, pelo Instituto Prominas. Cursando especialização em Intervenção ABA para Autismo e deficiência intelectual pelo Child Behavior Institute of Miami. Mestra em Letras pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - CES/JF. Especialista em Educação no Ensino Fundamental pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF. Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF.

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Publicado

2022-12-21