AS DIFERENTES CONSTRUÇÕES DE AUTONOMIA DISCENTE NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO JOÃO XXIII

  • Vanessa Augusta Braga
  • Mariana Aparecida de Sá Rodrigues
  • Viltielle Cristiane Fernandes Teixeira
  • Cátia Pereira Duarte

Resumo

O presente artigo busca demonstrar como os alunos dos terceiros anos do Ensino Médio do C.A. João XXIII vêm consolidando suas autonomias no espaço escolar. Para tanto, este estudo exploratório de cunho qualitativo utilizou de uma entrevista semi-estruturada com 41 alunos, a fim de detectar a visão dos atores escolares sobre os alunos, bem como as dificuldades, as facilidades e as formas de protagonismo juvenil presentes no meio escolar. Tal observação pôde ser feita através de análise dos conteúdos, tema proposto por Bardin (1977), das respostas dos sujeitos. Como considerações iniciais, identificamos que os jovens acreditam que os atores escolares não sentem confiança nestes alunos, os impedindo de realizar algumas tarefas ou expor algumas
opiniões; que as maiores dificuldades ainda são a falta de diálogo entre os atores escolares, o excesso de liberdade
e a falta de empenho por parte dos alunos, que às vezes os levam a auto-exclusão; que as maiores facilidades estão relacionadas ao diálogo com os alunos que se envolvem com os movimentos organizados pelos próprios discentes, o que encaminha às formas de protagonismo, como ocorreu com o Grêmio, um movimento de identificação de lideranças, de autonomia e de crítica as mudanças educacionais que a escola vem fazendo desde 2002, quando implantou a reforma no Ensino Médio.
Publicado
2009-08-03
Edição
Seção
Artigos