• Call for Papers - Dossiê: Comunicação Política, Eleições 2018 e Campanha Permanente

    2019-07-10

     

    Revista Lumina, v. 13, n. 3 (2019)

    Dossiê: Comunicação Política, Eleições 2018 e Campanha Permanente

    Editores Convidados:  Dr. Luiz Ademir de Oliveira (UFSJ/UFJF), Dr. Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF) e Dra. Vera Chaia (PUC/SP)

    As eleições de 2018 (e as consequências políticas e institucionais que dela emergem) constituem um objeto duplamente privilegiado para os pesquisadores de Comunicação Política. Por um lado, apontam para uma nova configuração nas relações entre os campos da comunicação e da política: a emergência das redes sociais digitais como palco privilegiado da campanha de Jair Bolsonaro, que dispunha de exíguo tempo de Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE), sinaliza a constituição de uma ambiência comunicacional distinta daquela que foi hegemônica nas eleições presidenciais brasileiras anteriores. Fenômenos como os da personalização da política, do incremento da polarização ideológica e da lógica de campanha permanente são potencializados neste cenário.

    Por outro lado, o processo eleitoral desenvolveu-se num contexto de aprofundamento da crise das instituições representativas tradicionais - e daí emerge a necessidade de reflexão sobre as variáveis comunicacionais que se relacionam com esse processo. É necessário que se discuta que papel foi desempenhado pelas mídias tradicionais e pelas redes sociais na consolidação de uma percepção antipolítica acolhida e disseminada por numerosos segmentos da sociedade. Igualmente, é relevante que se aponte como se articularam comunicacionalmente novas forças políticas não institucionalizadas partidariamente (por exemplo, novos movimentos de direita), bem como se debatam os efeitos eleitorais que decorreram da conversação política travada em aplicativos como o whatsapp, por exemplo.

    Questões como essas reforçam a necessidade de se discutir a ambiência comunicacional contemporânea para a compreensão da realidade política. Esta demanda se espraia para além do processo eleitoral e produz uma agenda de reflexão sobre as práticas e políticas comunicacionais dos governos, bem como suas relações com a sociedade e com a imprensa. No nível federal brasileiro, já nos seus primeiros meses, o governo Bolsonaro vem vivenciando os dilemas de compatibilizar a comunicação governamental com os moldes adotados na campa nha eleitoral - com todas as contradições e os efeitos não intencionados que a isso se associam. Como essas práticas comunicacionais afetam a governabilidade? De que modo as variáveis comunicacionais e políticas se articulam neste cenário? As perguntas configuram, portanto, uma possível agenda de pesquisa em Comunicação Política que correlacione o cenário eleitoral e a construção da governabilidade à interface com a sociedade midiatizada que caracteriza a contemporaneidade.

    Os artigos enviados podem atender a um ou mais dos tópicos abaixo:

    1. A nova ambiência midiática como variável-chave para a compreensão da disputa eleitoral de 2018 e/ou da configuração de padrões de governabilidade
    2. Eleições 2018: estratégias e discursos
    3. Instituições, Comunicação Governamental e Campanha Permanente
    4. Cobertura noticiosa da disputa eleitoral e/ou de governos
    5. Relação das mídias massivas com novos dispositivos digitais e suas consequências eleitorais, políticas ou ideológicas
    6. A atuação da grande mídia e dos grupos sociais na definição de agendas públicas
    7. Conversação política nas redes e (re)configuração de cenário político

    Datas Importantes:

    ·       Deadline para o envio de artigos: 30/09/2019

    ·       Envio de parecer: até 30/10/2019

    ·       unnamed.png Dúvidas: revista.lumina@ufjf.edu.br

    Saiba mais sobre Call for Papers - Dossiê: Comunicação Política, Eleições 2018 e Campanha Permanente
  • Call for papers - Dossiê: Comunicação, a Condição da Vítima e Políticas de Sofrimento (Encerrado)

    2018-04-01

    Revista Lumina, v. 12, n. 2 (2018)

    Dossiê: Comunicação, a Condição da Vítima e Políticas de Sofrimento

    Editores Convidados: Wedencley Alves Santana (UFJF) e Marta Pinheiro (UFRJ)

    A afirmação da vítima, como nova figura central das sociedades contemporâneas, tem sido objeto de muitos estudos, redes de pesquisas e comentários. Hoje, o nome da vítima é reivindicado em situações tais como: violência de gênero, catástrofes naturais e tecnológicas, doenças e sofrimentos físicos e mentais, negligências médicas e erros judiciais, perseguições políticas, etc. A figura da vítima prolifera em todo o mundo (FASSIN, 2010), sem que possamos, para compreender este movimento na História, ignorar o papel central desempenhado pelos dispositivos comunicacionais (sejam mídias tradicionais ou em rede, sejam estratégias outras de publicização das posições em disputa em torno do tema).

    Enfim, a vítima deixa de ser considerada passiva. Hoje, ela é voz ativa ao reivindicar seu direito de ser reconhecida como tal, capaz de definir e dignificar sua dor. Ela faz mobilizações amplas de suas reivindicações individuais: comissões da verdade, de reconciliação, de associações de vítimas, redes biossociais construídas por elas próprias (em torno de males, doenças ou sofrimento comum) ou por familiares e solidários – formas de legitimação moral e política das demandas sociais, como condição para a consolidação dos direitos civis, sociais e políticos da cidadania.

    Por outro lado, autores também apontam para a tendência de assimilação da vítima e seu sofrimento a uma lógica humanitária pouco politizada que ressalta mais a “vulnerabilidade humana” do que as condições históricas que engendraram o sofrimento. Uma política de “compaixão”, desempenhada por observadores mantidos à distância.

    Surge, portanto, a necessidade de problematizar a noção de vítima e discutir as políticas do sofrimento, tendo em vista o lugar da comunicação neste processo. Os artigos enviados podem atender a um dos tópicos abaixo:

    1. Discursos e narrativas na mídia sobre a saúde e doença, e o sofrimento mental

    2.  Vítimas e mobilizações sociais 

    3. Vítimas e intervenção nos espaços públicos

    4. Vulnerabilidade social e vítimas de desastres 

    5. Relações entre memória, testemunho e subjetividades

    6. Poéticas e escritas do sofrimento 

    7. As novas normatizações do sofrimento

    As diretrizes para o envio de artigos se encontram em https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/about/submissions#onlineSubmissions, e as datas importantes se estruturam da seguinte forma:

    • Deadline para o envio de artigos: 01/06
    • Envio de parecer: até 31/07
    • Publicação do volume: Agosto de 2018

    Dúvidas: revista.lumina@ufjf.edu.br


    Saiba mais sobre Call for papers - Dossiê: Comunicação, a Condição da Vítima e Políticas de Sofrimento (Encerrado)
  • Call for papers - Dossiê: Entretenimento Digital: Meios e Processos do Lúdico na Cultura Contemporânea

    2017-02-13
    Revista Lumina, v. 11, n. 1 (2017)Dossiê: Entretenimento Digital: Meios e Processos do Lúdico na Cultura ContemporâneaEditores Convidados: Thiago Falcão (Universidade Anhembi Morumbi / Universidade Federal do Maranhão) e Letícia Perani (Universidade Federal de Juiz de Fora) As últimas duas décadas serviram de arena para uma transformação crucial na experiência dos mais distintos fenômenos sociais: da política ao lazer, a cultura digital transcendeu o status subcultural para se afirmar como uma das transformações mais relevantes na história social recente da humanidade. Mesmo o exercício de vislumbrar um contexto social desprovido dos dispositivos dos quais dependemos hoje, se prova um esforço considerável ante a proverbial onipresença das tecnologias digitais.  Esta mudança infraestrutural certamente transformou a forma como nos divertimos. Se o exemplo mais natural, aqui, é o video game - autêntico rebento da revolução digital - uma breve reflexão revela que o papel ocupado pelas tecnologias digitais é central no entretenimento contemporâneo. Efeitos especiais que trazem franquias à vida em filmes, séries de TV e parques temáticos; dispositivos de mediação para ambientes urbanos, que "aumentam" a realidade; suportes sociais para a conversação e convívio de indivíduos com os mesmos interesses: estes são apenas exemplos de como meios que se utilizam de tecnologias digitais incorporam materialidades e dão vazão a processos sociocomunicacionais complexos que nos convocam à reflexão.  Neste dossiê da Revista Lumina (Qualis B1), buscamos nos debruçar sobre esta confluência entre tecnologia digital e diversão, lazer. O objetivo central desta edição é discutir de que forma os estudos do campo da Comunicação revelam as relações e estruturas através das quais a sociedade contemporânea se relaciona com a noção de entretenimento, e como esta se imbrica às nuances do digital. Algumas das temáticas de interesse deste dossiê estão listadas abaixo, não sendo limitadas às presentes na lista.  - Poéticas e Políticas do Entretenimento Digital- Narrativas e Materialidades nos Video Games- Cultura e Comportamento dos Fãs na Cultura Digital- Experiência Estética no Entretenimento Digital - Design e Materialidades no Entretenimento Digital- Social TV e Efeitos na Audiência- Práticas de Sociabilidade no Entretenimento Digital - Transformações do Lúdico nos Meios Digitais  As diretrizes para o envio de artigos se encontram em https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/about/submissions#onlineSubmissions, e as datas importantes se estruturam da seguinte forma:   Deadline para o Envio de Artigos: 31/03Rodada de Avaliações: 20/04Publicação do Volume: Maio de 2017   Saiba mais sobre Call for papers - Dossiê: Entretenimento Digital: Meios e Processos do Lúdico na Cultura Contemporânea