As fadas na poética negativa de Arthur Machen

o conto “Change” (1936) em diálogo com o horror

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-0836.2026.v30.52379

Palabras clave:

Literatura anglo-galesa, Horror artístico, Poéticas do mal, Teoria do monstro

Resumen

No conto “Change” (1936), do autor galês Arthur Machen, a figura mitológica da fada encarna o mal ao praticar atos de crueldade contra seres humanos, assumindo uma condição monstruosa. A estrutura narrativa do conto apresenta um conjunto de características que se aproxima do que foi, posteriormente, denominado horror. Tendo isso em vista, o presente artigo busca um diálogo entre o conto de Machen e a teoria do horror artístico, de Noël Carroll, a partir das chamadas poéticas do mal, conforme concebidas por Júlio França e Daniel Silva em pesquisas interessadas na literatura do medo. O diálogo proposto se orienta pelos seguintes objetivos do estudo: (1) localizar historicamente o medo das fadas que emerge na poética negativa de Machen e (2) analisar o conto “Change” a partir do conceito de horror enquanto poética do mal. A leitura realizada do conto sinaliza que a teoria do horror artístico se restringe a um conjunto de valores associado ao racionalismo científico, que aloca o fantástico na ficção, o que não contempla a crença de Machen na existência de fadas. Esse embate entre a ciência e o espiritual é ilustrado pelo conto “Change” através do confronto de ideias entre duas personagens, narrativamente situadas em oposição nos pares inglês/galês, cultura/natureza, ceticismo/misticismo.

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Citas

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Publicado

2026-08-05

Número

Sección

Artigos (tema livre)