A identidade cultural do sujeito diaspórico em Um defeito de cor

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-0836.2022.v26.37357

Resumo

Os sujeitos diaspóricos passam por uma reconfiguração identitária resultante das trocas culturais. Tomando por base teorias sobre a identidade e, em particular, o conceito de identidade cultural, este estudo propõe a análise do romance Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, cuja protagonista é uma ex-escrava, que foi capturada ainda criança no Daomé e enviada ao Brasil. Esse romance pode ser considerado como uma neonarrativa de escravidão, conforme a definição de Ashraf Rushdy (1999), ou seja, uma narrativa contemporânea que adota algumas estratégias dos primeiros relatos de ex-escravos, mas traz à baila questões que repercutem no mundo hodierno.

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Biografia do Autor

Gabriella Gargalhão Antunes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Mestranda em Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da UERJ. Bolsista FAPERJ.

Shirley de Souza Gomes Carreira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutora em Literatura Comparada. Professora Adjunta da UERJ. Como ensaísta, tem trabalhos publicados em livros e periódicos do Brasil, México, Portugal, Estados Unidos e Inglaterra. Sua produção ensaística aborda os seguintes temas: pós-colonialismo, questões de identidade e de gênero, estudos culturais, diásporas, multiculturalismo e a produção textual dos escritores migrantes. Sua pesquisa atual focaliza as relações entre Literatura e Memória Étnica. Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq. Bolsista do Prociência UERJ/FAPERJ.

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Publicado

2022-09-15