Uso de internet por pais de crianças de 0 a 12 anos atendidas em regime ambulatorial e hospitalar: estudo transversal

Autores

  • Pedro Henrique Oliveira Cabral Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5779-9907
  • Gabriela Boseja Condé Duarte Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
  • Ana Lídia Martins Paschoalino Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0009-0001-0492-6869
  • Fernanda Gabriele Fernandes de Morais Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0009-0007-0803-6496
  • Daniela Cristina da Silva Guimarães Departamento Materno Infantil, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
  • Sabrine Teixeira Ferraz Grunewald Departamento Materno Infantil, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1288-1338

Palavras-chave:

Educação em Saúde, Saúde da Criança, Uso da Internet

Resumo

Introdução: A utilização da internet como fonte de informações sobre a saúde é comum na população brasileira, mas ainda são escassos os estudos que detalham esse comportamento em relação à saúde da criança. Objetivo: Descrever a frequência e os padrões de uso da internet para busca de informações em saúde por pais ou responsáveis de crianças atendidas em um Hospital Universitário Brasileiro (HU). Material e Métodos: Estudo transversal realizado em um HU com pais e responsáveis de crianças de 0 a 12 anos atendidas na enfermaria e ambulatórios pediátricos, com coleta de dados sociodemográficos, questionando sobre uso de internet para busca de informações sobre a saúde dos filhos, como dispositivos usados, fontes consultadas, e atitudes e comportamento diante dos resultados obtidos. Resultados: Um total de 89 responsáveis participaram da pesquisa, sendo a maioria de sexo feminino (87,6%), com média de idade de 33,4 anos. Do total, 58,4% das crianças estavam hospitalizadas na abordagem, enquanto 41,6% aguardavam consulta ambulatorial. A maioria (84,3%) dos entrevistados realizou busca na internet no último mês sobre a saúde da criança. O dispositivo mais usado foi o celular (100%) e a fonte mais usada foi o Google (89,3%). O relato de ansiedade percebida com os resultados obtidos pela busca foi frequente (86,7%), mas a busca por atendimento médico por conta das informações obtidas na internet foi incomum. Conclusão: A internet está amplamente incorporada ao cuidado pediátrico familiar como ferramenta complementar para compreensão de sintomas e tratamentos, e embora percebida como útil, a busca online associa-se a níveis relevantes de ansiedade e confusão, reforçando a necessidade de estratégias de educação por parte dos profissionais de saúde.

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Publicado

2026-07-08

Como Citar

1.
Cabral PHO, Duarte GBC, Paschoalino ALM, de Morais FGF, Guimarães DC da S, Grunewald STF. Uso de internet por pais de crianças de 0 a 12 anos atendidas em regime ambulatorial e hospitalar: estudo transversal. HU Rev [Internet]. 8º de julho de 2026 [citado 11º de julho de 2026];51:1-8. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/52473

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