Perfil Epidemiológico da Tuberculose no Município de Taubaté – SP, nos anos de 2013 a 2023

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2026.v52.50932

Palavras-chave:

Tuberculose, Epidemiologia, Incidência, Doenças Negligenciadas, Saúde Pública

Resumo

Introdução: A análise dos indicadores epidemiológicos da tuberculose é fundamental para identificar os grupos mais acometidos, acompanhar a ocorrência da doença e subsidiar o planejamento de ações de prevenção e controle. Objetivo: Descrever e analisar o perfil epidemiológico e a incidência dos casos de tuberculose notificados no município de Taubaté, SP, no período de 2013 a 2023. Material e Métodos: Estudo epidemiológico, retrospectivo, descritivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS. Foram analisados casos novos de tuberculose notificados em residentes de Taubaté entre 2013 e 2023, considerando variáveis sociodemográficas e clínico-epidemiológicas. Os dados populacionais foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e a incidência anual foi calculada por 100.000 habitantes. Resultados: Foram identificados 1.049 casos novos de tuberculose. Houve predominância do sexo masculino (72,7%), da raça/cor branca (66,4%) e da faixa etária de 25 a 34 anos (24,4%). A forma pulmonar foi predominante (79,8%) e 75,0% dos casos apresentaram confirmação laboratorial. Entre os agravos e condições associadas, destacaram-se o tabagismo (19,2%), o alcoolismo (17,3%), a síndrome da imunodeficiência adquirida (9,5%), o resultado positivo para HIV (9,1%) e o diabetes mellitus (7,4%). A maior incidência foi observada em 2013 (34,1 casos por 100.000 habitantes) e a menor em 2021 (24,7 casos por 100.000 habitantes), com média de 30,8 casos por 100.000 habitantes no período. Conclusão: A tuberculose permaneceu como importante problema de saúde pública em Taubaté ao longo do período analisado, com predomínio entre homens e adultos em idade economicamente ativa. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer as ações de vigilância, diagnóstico oportuno, acompanhamento do tratamento e prevenção, com destaque para a atuação da APS e a integração com a vigilância epidemiológica e a rede laboratorial.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Ministério da Saúde (BR). Tuberculose [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [citado em 2024 ago. 19]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/tuberculose.

2. Mousavi-Sagharchi SMA, Ghorbani A, Meskini M, Siadat SD. Historical examination of tuberculosis; from ancient affliction to modern challenges. Journal of Infect and Public Health. 2025; 18(3):102649. DOI: 10.1016/j.jiph.2024.102649.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de vigilância em saúde [Internet]. 6. ed. Rev. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [citado em 2026 ago. 24]. Disponível em: https://saude.curitiba.pr.gov.br/images/GuiaVigilancia6ed/GuiaVigilancia2024Revisado_1.pdf.

4. Lucena DS, Ribeiro M, Ribeiro TC, Cruz WFS, Ribeiro AS, Casa CA, et al. "Epidemiologia da tuberculose": uma ameaça à saúde pública global, nacional e local. Glob Acad Nurs. 2025; e489. DOI: 10.5935/2675-5602.20200489.

5. World Health Organization. The End TB Strategy: global strategy and targets for tuberculosis prevention, care and control after 2015 [Internet]. Geneva: World Health Organization; 2015 [citado em 2026 ago. 24]. Disponível em: https://www.who.int/teams/global-programme-on-tuberculosis-and-lung-health/the-end-tb-strategy.

6. Pinto PFPS, Santos BPS, Teixeira CSS, Nery JS, Amorim LDAF, Sanchez MN, et al. Avaliação de desempenho do controle da tuberculose nos municípios brasileiros. Rev Saúde Pública. 2022; 56:53. DOI: 10.11606/s1518-8787.2022056004020.

7. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Brasil livre da tuberculose: Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública: estratégias para 2021-2025 [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2021 [citado em 2026 ago. 24]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/tuberculose/brasil-livre-da-tuberculose/view.

8. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico de Tuberculose [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2021 [citado em 2026 ago. 24]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2021/boletim_tuberculose_2021_24_03.pdf.

9. JASP. Versão 0.95.4. Software de computador. 2025. Disponível em: https://jasp-stats.org/download.

10. Distrito Federal. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Guia do indicador da tuberculose do distrito indústria [Internet]. Brasília: SES-DF; 2026 [citado em 2026 set. 3]. Disponível em: https://saude.df.gov.br/documents/d/saude/guia_indicadores_tuberculose-pdf.

11. Nanque AR, Ramos ACV, Moura HSD, Berra TZ, Tavares RBV, Monroe AA, et al. Spatial and temporal analysis of tuberculosis incidence in Guinea-Bissau, 2018 to 2020. Rev Bras Enferm. 2023; 76(4):e20220481. DOI: 10.1590/0034-7167-2022-0481.

12. Silva LT, Felipini MC, Oliveira TB, Brunello MEF, Orfão NH. Perfil epidemiológico da tuberculose no serviço de referência do estado de Rondônia. Rev Epidemiol Controle Infec. 2019; 9(1):48-54. DOI: 10.17058/reci.v9i1.12249.

13. Carraro C, Morais JC, Castro MLL, Milhomem EL. Perfil sociodemográfico da tuberculose nos municípios do Rio Grande do Sul no período de 2018 a 2022. BJIHS. 2024; 6(5):547-60. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n5p547-560.

14. Oliva HNP, Oliveira AG, Godinho ACVCQ, Alves BLR, Ramos MTBP, Galdino VAC, et al. Estudo epidemiológico da tuberculose no estado de Minas Gerais. Rev Eletronica Acervo Saude. 2018; 18:e78. DOI: 10.25248/reas.e78.2019.

15 Sousa GJB, Monte GLA, Sousa DG, Maranhão TA, Pereira MLD. Spatiotemporal pattern of the incidence of tuberculosis and associated factors. Rev Bras Epidemiol. 2022; 25:e220006. DOI: 10.1590/1980-549720220006.

16. Lönnroth K, Jaramillo E, Williams BG, Dye C, Raviglione M. Drivers of tuberculosis epidemics: the role of risk factors and social determinants. Soc Sci Med. 2009; 68(12):2240-6. DOI: 10.1016/j.socscimed.2009.03.041.

17. Manus JM. Avec la Covid-19, la tuberculose est repartie à la hausse dans le monde. Rev Francoph Lab. 2022; 2022(548):20-1. DOI: 10.1016/S1773-035X(22)00398-7.

18. Cardoso GA, Cheffer MH. Perfil epidemiológico de tuberculose em tabagistas na região Sul do Brasil entre os anos de 2013 a 2023. REASE. 2024; 10(8):2410-20. DOI: 10.51891/rease.v10i8.15257.

19. Andrade HLP, Ramos ACV, Crispim JA, Santos Neto M, Arroyo LH, Arcêncio RA. Spatial analysis of risk areas for the development of tuberculosis and treatment outcomes. Rev Bras Enferm. 2021; 74(2):e20200564. DOI: 10.1590/0034-7167-2020-0564.

20. Sorokina M, Ukubayev T, Koichubekov B. Tuberculosis incidence and its socioeconomic determinants: developing a parsimonious model. Ann Ig. 2023; 35(4):468-79. DOI: 10.7416/ai.2022.2549.

21. Pavinati G, Lima LV, Alves KBA, López MAA, Magnabosco GT. Social protection strategies for people with tuberculosis in Latin America: (re)thinking policies and practices. Rev Panam Salud Publica. 2025; 49:e78. DOI: 10.26633/RPSP.2025.78.

Downloads

Publicado

2026-10-29

Como Citar

1.
Liu DS, Máximo J da C, Aquino TA de, Alves F da C. Perfil Epidemiológico da Tuberculose no Município de Taubaté – SP, nos anos de 2013 a 2023. HU Rev [Internet]. 29º de outubro de 2026 [citado 31º de outubro de 2026];52:1-7. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/50932

Edição

Seção

Artigos Originais

Artigos Semelhantes

<< < 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.