Conhecimentos e habilidades dos profissionais da atenção primária à saúde sobre suporte básico de vida

  • Ana Paula Mendes dos Santos Fundação do ABC, UBS Rio Claro, São Paulo
  • Monalise Mara Rocha Santana Faculdade de Medicina, Centro Universitário Unifaminas Muriaé, Minas Gerais
  • Fernanda Lobo Tavares Hospital João XXIII Belo Horizonte, Minas Gerais
  • Luana Vieira Toledo Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais
  • Thiago Ricardo Moreira Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais
  • Luciane Ribeiro Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais
  • Katiusse Rezende Alves Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais
  • Flavia Batista Barbosa de Sá Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais
Palavras-chave: Conhecimento, Saúde Pública, Parada Cardíaca, Emergências, Estratégia Saúde da Família

Resumo

Introdução: As unidades de atenção primária à saúde são responsáveis pelo acolhimento de seus usuários, sendo muitas vezes a porta de entrada para determinadas situações de urgência e emergência, como a parada cardiorrespiratória. Acredita-se que capacitações em saúde possam preparar os profissionais deste serviço para prestar uma assistência qualificada às vítimas de parada cardiorespiratória. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento teórico e as habilidades práticas dos profissionais da atenção primária à saúde sobre o suporte básico de vida no atendimento de adultos em parada cardiorrespiratória antes e após uma intervenção educativa. Material e Métodos: Pesquisa quantitativa, quase experimental, do tipo antes e depois, cujas intervenções empregadas foram capacitações em suporte básico de vida, realizadas com as equipes de saúde da atenção primaria à saúde de um município do interior de Minas Gerais. A avaliação do conhecimento teórico se deu por meio da aplicação de um instrumento de pré e pós-teste e as habilidades práticas foram avaliadas por meio da aplicação de um checklist que verificou a atuação dos participantes em um atendimento simulado de parada cardiorrespiratória. Resultados: Participaram da pesquisa 89 profissionais. Observou-se uma melhoria estatisticamente significativa (p<0,05) no conhecimento teórico e nas habilidades práticas dos participantes após a intervenção. Conclusão: A capacitação foi uma ferramenta eficaz, capaz de melhorar o conhecimento e as habilidades da equipe da atenção primária à saúde frente ao atendimento do paciente em parada cardiorrespiratória.

Referências

Mauricio ECB, Lopes MCBT, Batista REA, Okuno MFP, Campanharo CRV. Results of the implementation of integrated care after cardiorespiratory arrest in a university hospital. Rev. Latino-Am. Enfermagem.2018; 26: e2993.

Zandomenighi RC, Martins EAP. Análise epidemiológica dos atendimentos de parada cardiorrespiratória. Revista de enfermagem UFPE online.2018; 12(7):1912-22.

Filho CMC, Santos ES, Silva RCG, Nogueira LS. Fatores que comprometem a qualidade da ressuscitação cardiopulmonar em unidades de internação: percepção do enfermeiro. Revista Escola de Enfermagem da USP. 2015; 49(6):908-14.

Viana TL, Oliveira MLC. Fatores de risco para o desenvolvimento das doenças arteriais coronarianas nos profissionais da construção civil. O Mundo da Saúde. 2017; 41(2):154-16.

Pereira RSM, Pinheiro MBGN, Bezerra AMF, Bezerra KKS, Bezerra WKT, Abreu RA et al. Parada cardiorrespiratória e reanimação cardiopulmonar: conhecimento de enfermeiros de um hospital público no Alto Sertão Paraibano. INTESA – Informativo Técnico do Semiárido.2015; 9 (2):1-10.

Silva RMFL, Silva BAGL, Silva FJM, Amaral CFS. Ressuscitação cardiopulmonar de adultos com parada cardíaca intra-hospitalar utilizando o estilo Utstein. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. 2016; 28(4):427-35.

America Heart Association. Guidelines CPR ECC. Destaques das diretrizes da American Heart Association 2010 para RCP e ACE. [citado em 2016 Aug 29] Disponível em: http://www.heart.org/idc/groups/heartpublic/@wcm/@ecc/documents/downloadable/ucm_317343.pdf

Freitas JR, Péllenz DC. Parada cardiorrespiratória e atuação do profissional enfermeiro. Revista Saberes UNIJIPA. 2018; 8(1):74-84.

Ministério da Saúde (BR). Portaria nº 2048, de 5 de novembro de 2002. Brasília: Ministério da Saúde;2002.

Oliveira AEF, Araújo FLSM, Garcia PT.Redes de atenção à saúde: rede de atenção às urgências e emergências no âmbito do Sistema Único de Saúde. UNA-SUS/UFMA São Luís: EDUFMA; 2018.

American Heart Association. Highlights of the 2010 American Heart Association Guidelines for CPR and ECC. [citado em 2016 Aug 29] Disponível em: https://www.ahajournals.org/dói/full/10.1161/cir.0b013e3182051bab.

Meira LEJ, Souza FM, Almeida LC, Veloso GGV, Caldeira AP. Avaliação de treinamento em suporte básico de vida para médicos e enfermeiros da atenção primária. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. 2016; 11(38):1-10.

Nogueira LS, Wilson AMMM, Karakhanian ACM, Parreira EV, Machado VMP, Mira VL. Avaliação dos conhecimentos e habilidades em ressuscitação cardiopulmonar assimilados por profissionais da atenção primária em saúde. Scientia Medica. 2018; 28(1): p. 1-9.

Prestes JN, Menetrier JV. Conhecimento da equipe de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva adulta sobre a parada cardiorrespiratória. Biosaúde.2017; 19(1):1-11.

Araújo LP, Silva AL, Marinelli NP, Posso MBS, Almeida LMN. Conhecimento da equipe de enfermagem sobre o protocolo ressuscitação cardiopulmonar no setor de emergência de um hospital público. Revista Univap.2012; 18(32):2237-2753.

Moraes CLK, Paula GMA, Silva JR, Rodrigues MCL. Desafios enfrentados pela equipe de enfermagem na reanimação cardiorrespiratória em uma unidade de emergência hospitalar. Revista Eletronica Estácio Saúde. 2016, 5(1):p. 1-10.

Cunha CM, Toneto MAS, Pereira EBS. Conhecimento teórico dos enfermeiros de hospital público sobre reanimação cardiopulmonar. BioscienceJournal.2013; 29(5):1395-402.

Rosa MR. Atuação e desenvolvimento do enfermeiro frente ao cliente/paciente vítima de parada cardiorrespiratória (PCR): revisão de literatura. Revista Eletrônica Saúde em Foco.2014; 136-48.

Barros FRB, Neto ML. Parada e reanimação cardiorrespiratória: conhecimento do enfermeiro baseado nas diretrizes da American Heart Association 2015. Enfermagem Foco. 2018; 9(3):8-12.

Souza BCAP, Romanelli BB, Lobo BN, Silva KR. Ressuscitação cardiocerebral básica precoce: considerações sobre o treinamento dos leigos no Brasil. Periódico Cientifico do núcleo de biociências. 2014; 4(8):36-44.

Oliveira ADS, Cardoso FJB, Sá JF, Araujo OF, Cordeiro ATCB, Vieira TS. Atendimento do enfermeiro do serviço de urgência à vítima em parada cardiorrespiratória. Revista Interdiciplinar.2013; 6(2):64-74.

Alves CA, Barbosa CNS, Faria HTG. Parada cardiorrespiratória e enfermagem: o conhecimento acerca do suporte básico de vida. Cogitare Enfermagem. 2013; 18(2):296-301.

Moraes TPR, Paiva EF. Enfermeiros da atenção primária em suporte básico de vida. Revista Ciências Médicas. 2017;26(1):9-18.

Alexander TD, MS1, McGovern S, Leary M, Abella BS, Blewer AL. Association of state-level CPR training initiatives with layperson CPR knowledge in the United States. State laws and CPR education. 2019; 14:1-15.

Publicado
2019-11-07
Como Citar
Mendes dos Santos, A. P., Rocha Santana, M. M., Lobo Tavares, F., Vieira Toledo, L., Ricardo Moreira, T., Ribeiro, L., Rezende Alves, K., & Batista Barbosa de Sá, F. (2019). Conhecimentos e habilidades dos profissionais da atenção primária à saúde sobre suporte básico de vida. HU Revista, 45(2), 177-184. https://doi.org/10.34019/1982-8047.2019.v45.26815
Seção
Artigos Originais