Comportamento de uma amostra da população urbana de Juiz de Fora – MG perante a automedicação

Autores

  • Sabrine Teixeira Ferraz Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Thiago Grünewald Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Flávio Roberto Silva Rocha Universidade Federal de Juiz de Fora
  • José Antônio Chehuen Neto Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Mauro Toledo Sirimarco Universidade Federal de Juiz de Fora

Palavras-chave:

Automedicação. Medicamentos sem prescrição. População Urbana

Resumo

Define-se automedicação como a utilização de medicamentos sem prescrição ou orientação médica. Quando inadequada, pode conduzir a efeitos indesejáveis ou enfermidades iatrogênicas, representando um problema a ser estudado. Objetivou-se investigar a prevalência da automedicação em uma amostra da população urbana de Juiz de Fora – MG, analisando seu perfil, além de revelar os fármacos mais adquiridos e sintomas mais comuns, e verificar diferenças de prevalência entre faixas etárias e níveis de escolaridade. Foi aplicado um questionário semi-estruturado, contendo 13 questões, a 165 residentes do município de Juiz de Fora – MG, com idade superior a 18 anos, selecionados em amostra acidental. Como resultados, 66,2% dos entrevistados se automedicaram no último ano, sem variação entre sexos e faixas etárias; desses, 45% têm ensino médio completo e 19% superior completo. O grupo farmacológico predominantemente consumido foi de analgésicos, e o sintoma que levou a automedicação mais citado foi dor. A forma de aquisição predominante foi compra em farmácia sem receita médica e 65,2% afirmaram ter considerado desnecessária uma consulta médica. Aqueles que se automedicam obtiveram o efeito esperado sem a ocorrência de complicações. Entre entrevistados que não se automedicam, o conhecimento e a preocupação com os riscos da automedicação e o hábito de leitura da bula são maiores. Concluímos que a relativa facilidade de obtenção de medicamentos nas farmácias deve ser analisada pelos órgãos competentes. É preocupante a confiança da população na automedicação, associada ao relevante número de pessoas que afirmaram dificuldade de acesso ao médico, com vistas a campanhas de esclarecimento e de favorecimento ao acesso à consulta.

Palavras-chave: Automedicação. Medicamentos sem prescrição. População Urbana

Biografia do Autor

Sabrine Teixeira Ferraz, Universidade Federal de Juiz de Fora

Acadêmico de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora

Thiago Grünewald, Universidade Federal de Juiz de Fora

Acadêmico de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora

Flávio Roberto Silva Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora

Acadêmico de Medicina Universidade Federal de Juiz de Fora

José Antônio Chehuen Neto, Universidade Federal de Juiz de Fora

Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG. Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Mestre e Doutor pelo Curso de Pós-graduação em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-SP). Responsável pela Disciplina de Metodologia Científica em Medicina.

Mauro Toledo Sirimarco, Universidade Federal de Juiz de Fora

Professor Adjunto I da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG. Proctologista. Mestre e Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Professor da Disciplina de Metodologia Científica em Medicina.

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Publicado

2009-03-06

Como Citar

1.
Ferraz ST, Grünewald T, Rocha FRS, Chehuen Neto JA, Sirimarco MT. Comportamento de uma amostra da população urbana de Juiz de Fora – MG perante a automedicação. hu rev [Internet]. 6º de março de 2009 [citado 17º de setembro de 2021];34(3). Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/144

Edição

Seção

Artigos Originais

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