Editorial

 

Abrindo esta 12ª edição da Revista eletrônica Gatilho, Jair Barbosa da Silva (doutorando em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Alagoas) propõe, em seu artigo “A relação da linguística interacional com o funcionalismo norte-americano”, que o Funcionalismo não é um domínio da Linguística Interacional, mas antes um paradigma de investigação da (língua)gem.

 

No artigo “Narrativas, literatura e jornalismo: esvaecimento das fronteiras e interpenetração em livros-reportagem”, Felipe Rodrigues (do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) do IEL/Unicamp) e Eni Orlandi (bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e professora colaboradora da Universidade Estadual de Campinas) destacam as interfaces entre jornalismo e literatura, com o uso de recursos literários em reportagens que transcendem o cotidiano das técnicas jornalísticas.

 

Lucrécio Araújo de Sá Júnior (que atualmente integra o Projeto para a História do Português Brasileiro – PHPB – na equipe regional da UFRN) apresenta, no artigo “Tradições discursivas nas culturas populares: correspondências trocadas entre Câmara Cascudo e Mário de Andrade”, uma aproximação processual e dinâmica entre os estudos diacrônicos e sincrônicos voltados a textos orais das culturas populares.

 

O artigo “A relação entre os sujeitos discursivos e o interdiscurso: um estudo inicial acerca da referencialidade discursiva”, escrito por Paulo Robson Silva da Silva (graduando em Letras pela Universidade do Estado do Pará e membro do Grupo de Pesquisas “Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA)/CNPq”), trata, na perspectiva da polifonia bakhtiniana, das relações causais e consecutivas do fenômeno da não-referência subjetiva.

 

Em seu artigo “Argumentação em um jingle político: a racionalidade e a influência”, Bruna Toso Tavares (mestranda em Estudos Linguísticos pela UFMG) focaliza, à luz da Análise do Discurso de orientação francesa, a argumentação em um jingle político, a fim de demonstrar a busca pela racionalidade, pensada como argumentação demonstrativa, e pela influência, como argumentação retórica, nesse discurso político-eleitoral.

 

Por fim, apresentamos a resenha do livro “O Filme que Saussure não viu: o pensamento semiótico de Roman Jakobson”, de Irene Machado, elaborada por Maurício Silva (coordenador da pós-graduação na Universidade Nove de Julho e pesquisador do Instituto de Pesquisas Linguísticas Sedes Sapientiae para Estudos de Português, da PUC-SP).

 

 

A Comissão Editorial agradece aos nossos colaboradores por seu excelente trabalho.

Publicado: 2019-06-15