MOVIMENTO ESCOLA SEM PARTIDO
ANÁLISE DOS RELATOS DE PARLAMENTARES FAVORÁVEIS AO PROJETO
DOI:
https://doi.org/10.34019/2447-5246.2026.v31.51096Resumo
O Movimento Escola sem Partido (EsP) foi criado em 2004 com o objetivo de tipificar e repreender uma suposta doutrinação ideológica nas escolas. Neste artigo visa-se analisar as estratégias retóricas e argumentativas empregadas pelos parlamentares, favoráveis ao projeto EsP, em defesa dessa proposição. Trata-se de uma investigação qualitativa, em que se recorreu à pesquisa documental. Analisaram-se três vídeos das reuniões da Comissão Especial destinada a proferir parecer ao projeto de Lei nº 7180/2014. O material coletado foi submetido à análise de discurso de acordo com a proposta da Psicologia Social Discursiva. Nas descrições, os deputados recorreram a uma série de estratégias discursivas para legitimar suas falas. Argumentaram que há uma doutrinação esquerdista nas escolas; defenderam um ensino neutro e conteudista; e criticaram a educação sexual, afirmando que promove uma ideologia de gênero. Usam ainda o discurso religioso e jurídico para legitimar o projeto e posicionam os opositores como uma minoria ruidosa, ateia e mentirosa. Conclui-se que o movimento EsP, por meio de uma narrativa anticomunista, antigênero e de sua forte articulação com a bancada parlamentar conservadora, fomenta discursos contrários à liberdade de expressão no ambiente escolar, amplamente assegurada pela Constituição Federal (CF).
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