GÊNERO E DIVERSIDADE NA EDUCAÇÃO

A BNCC E O LIVRO DIDÁTICO EM PELOTAS-RS

Autores

Resumo

Em tempos em que docentes são interpelados por movimentos neoconservadores e que lhes dão a alcunha de doutrinadoras e doutrinadores, as discussões sobre gênero e sexualidades nas escolas têm sido um alvo de fortes críticas advindas de pessoas fundamentalistas religiosas e/ou morais. Ao considerar o cenário e a invisibilidade das populações que são socialmente minorizadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), este artigo tem o objetivo de discutir os currículos em ensino de História, mas com os olhos voltados aos conteúdos dos livros didáticos que são adotados por escolas da rede pública de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Assim, ao considerar os dados, nós compreendemos que os debates de gênero e sexualidades são trazidos, muitas vezes, de forma a tangenciar o texto principal dos livros, bem como de uma forma que é pouco imbricada com os conteúdos históricos que são considerados determinantes para o desenvolvimento das competências e habilidades que são previstas para a Educação Básica.

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Biografia do Autor

Marcio Caetano, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Pós-doutor, com apoio do PNPD-CAPES, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Coordenador do Centro de Memória LGBTI João Antônio Mascarenhas (UFPEL/UFES). Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com mestrado e doutorado em educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Como parte dos estudos de pós-graduação, realizou estágio no Programa de Estudios Feministas do Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades da Universidad Nacional Autónoma de México (CEIICH- UNAM). Docente na Faculdade de Educação e do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Os seus temas de interesse e pesquisa são: 1. currículos e culturas; 2. masculinidade(s) e 3. população lésbica, gay, bissexual, travesti e transexual e 4. estudos decoloniais e subalternos.

Rodrigo Vital, Universidade Federal de Rio Grande

Possui graduação em Terapia Ocupacional pela Universidade Federal de Minas Gerais (2011), com experiência nas áreas de saúde mental, pneumologia sanitária, assistência à pessoa com HIV/AIDS, intervenções socioeducativas, reabilitação neurológica em adultos, intervenção à criança com visão subnormal e intervenções terapêuticas ocupacionais na atenção básica. Atualmente trabalha como técnico em educação na Universidade Federal de Pelotas, planejando, supervisionando e avaliando atividades de estágio curricular, bem como colaborando nas aulas do curso de graduação e promovendo preceptorias no Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Oncologia da universidade. Atualmente e mestre em educação e tecnologia, doutorando em educação em ciências e atua no Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (educação inclusiva no ensino superior).

Ana Gabriela Vieira, Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Doutoranda em Educação na linha de Epistemologias Descoloniais, Educação Transgressora e Práticas de Transformação do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas. Mestre em Educação na linha de Epistemologias Descoloniais, Educação Transgressora e Práticas de Transformação do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas. Possui Graduação em História - Licenciatura pela Universidade Federal de Pelotas

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Publicado

2021-11-11