O espaço sempre inacabado do tornar-se professor: a construção do meio

Autores

  • Priscila Correia Fernandes
  • Gabriel Menezes Viana
  • Giovana Scareli

DOI:

https://doi.org/10.22195/2447-524620162119664

Resumo

Temos nos dedicado a investigar a formação de professores como espaço, muito mais que uma história ou um tempo. “O rizoma é uma antigenealogia.” (DELEUZE & GUATTARI, 2011, p. 28). Dedicamo-nos à dilatação e ao fracionamento desse espaço, “formação”: o trânsito inspecionado/avaliado por guardiões de portais, por condutores de barcas. Alternativa à historicização da formação do professor, normalmente associada a binômios: formação inicial ou continuada, professor em formação, professor em serviço, professor-formador, professor-supervisor e tantos outros, propomos uma abordagem geográfica, cartográfica do tornar-se. No movimento de tornar-se, encontramos movimentos de desterritorialização-reterritorialização do “tornar-se, enquanto tomar lugar em uma fratura, criada por um não lugar” (SEMETSKY, 2006). Encontramos então, na literatura e no cinema, sentidos que compõem com a produção do campo da formação docente e com os professores no exercício do trabalho docente, uma possibilidade de criação do sujeito-em-processo entre multiplicidades (SEMETSKY, 2006). Acreditamos que o encontro, momento de afetar-se é algo importante para a (des)(re)construção, do devir professor, que, por defini- ção, nunca estará acabado.

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Biografia do Autor

Priscila Correia Fernandes

Formei-me bióloga em 2002 e me doutorei em biologia funcional e molecular em 2006 na Unicamp. 278 Minha tese dizia respeito de ensino de biologia, saberes populares, plantas medicinais, educação ambiental... Em 2007 me tornei docente na UFSJ, no departamento de Ciências Naturais, e tenho desde então me dedicado à formação de professores de biologia. Mas antes disso, desde sempre, venho me tornando uma pesquisadora no campo da educação. Em 2012 fiz meu pós doutorado na Faculdade de Educação da UFMG. Nessas travessias mais recentes estou encantada com as perspectivas pósestruturalistas em educação. Hoje meu campo de pesquisa nesse espaço do meio do tornar-se professor, seus afetos, suas linhas de fuga, suas rupturas e acontecimentos. Tenho estudado os conceitos de Gilles Deleuze e Guattari, e esses pensamentos tem sido encontros potentes a produção de sentidos de formação docente em meus trabalhos.

Gabriel Menezes Viana

Em 2002, entrei no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas na Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG). Meu primeiro trabalho acadêmico na área de pesquisa buscou explorar as vivências que os alunos estagiários dos diferentes cursos da universidade resgatavam em suas memórias durante o desenvolvimento dos estágios curriculares supervisionados. Após a conclusão da graduação e de um breve, porém intenso período lecionando em escolas de educação básica, ingresso no Mestrado em Educação da FaE/UFMG, no ano de 2008. Nele, desenvolvi uma investigação que se propôs entender os motivos que levaram às reformas curriculares no curso em que me formei e as principais mudanças ocorridas em suas configurações curriculares. Já no ano de 2010, entrei no curso de Doutorado em Educação dessa mesma instituição e desenvolvi uma investigação que se propôs a melhor compreender os processos de construção de relações teoria-prática na formação de professores de Ciências e Biologia. Ainda durante meu doutoramento, fui aprovado em concurso público e inicio minhas atividades como docente da UFSJ. Continuo interessado pela formação de professores nas Ciências Biológicas, na qual venho desenvolvendo uma pesquisa com apoio do CNPq que busca investigar concepções de prática que podem ser percebidas nas análises de currículos acadêmicos dessas licenciaturas. Em especial, com foco sobre um novo elemento curricular instituído pelas atuais normatizações oficiais, a prática como componente curricular.

Giovana Scareli

Sou Doutora em Educação na Área de Concentração: Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (2009). Mestre em Educação pela Unicamp (2003) e Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas (1999). Tenho experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, cinema, história em quadrinhos, leitura, desenho infantil e arte-educação. Atualmente sou Professora e subchefe do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de São João del-Rei – DECED/UFSJ, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação da UFSJ, membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de Pedagogia da UFSJ, Líder do Grupo de Pesquisa em Educação, Filosofia e Imagem – GEFI/UFSJ e pesquisadora do Núcleo de Estudos: Corpo, Cultura, Expressão e Linguagens – NECCEL/UFSJ, ambos certificados pelo CNPq.

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Publicado

2016-06-17

Como Citar

Fernandes, P. C., Viana, G. M., & Scareli, G. (2016). O espaço sempre inacabado do tornar-se professor: a construção do meio. Educação Em Foco, 21(1), 215–236. https://doi.org/10.22195/2447-524620162119664

Edição

Seção

Artigos