Intersubjetividade e Educação: O Estatuto do Olhar nas Relações Educativas. Uma Reflexão a partir da fenomenologia existencial de Sartre

  • Márcio Danelon Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: Educação, Fenomenologia, Filosofia da Educação, Sartre, Subjetividade.

Resumo

A educação é uma relação dialógica. Se é possível ao homem auto-instruir, não é, de outra forma, possível a ele auto-educar, pois a educação pressupõe uma alteridade que apresente o mundo da cultura historicamente produzida para o outro. À medida que a educação é relação intersubjetiva, o olhar presente nessas subjetividades se encontra na arena do mundo. Isso demarcado, constitui-se em nosso objetivo demarcar uma fenomenologia do olhar a partir do referencial teórico da filosofia existencial de Sartre, com a finalidade de constituí-la como ferramenta na nossa apreciação da educação como um momento privilegiado em que olhares emergem no cotidiano das experiências educativas. A partir da premissa de que olhar é apreender o outro, queremos potencializar a educação como um momento em que olhares se entrecruzam, conflitos aparecem, subjetividades são produzidas, consciências se formam, enfim, pessoas - educadores e educados – vivenciam, num horizonte de infinitos olhares, a experiência existencial do olhar e educar.

Biografia do Autor

Márcio Danelon, Universidade Federal de Uberlândia
Doutor em Educação (Filosofia e História da Educação) pela Unicamp e professor Adjunto na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia, atuando na Licenciatura em Pedagogia e no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFU, onde orienta dissertações com a temática da Filosofia da Educação. Possui como linhas de pesquisa: 1) Fenomenologia de expressão francesa e sua interface com a Educação; 2) Ensino de Filosofia. É pesquisador do CNPq, desenvolvendo projeto de pesquisa sobre o ensino de filosofia. Email: danelon@faced.ufu.br
Publicado
2015-10-29
Seção
Artigos