O espaço da educação emancipatória

pistas deixadas pelos movimentos de educação e cultura popular

Autores

  • Milena Torino Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Arquitetura, Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil https://orcid.org/0009-0001-9523-7582

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-9444.2025.v15.46867

Palavras-chave:

Autonomia, Popular, Emancipação, Espaço, Educação popular

Resumo

O artigo parte de uma perspectiva crítica às heteronomias tanto do projeto de arquitetura quanto do modelo escolar convencional, que supõem a dupla passividade de estudantes: em relação às explicações do mestre e ao lugar de ensino. A dimensão espacial de uma educação emancipatória é discutida à luz de princípios propostos por pensadores como Ivan Illich e Jacques Rancière. A partir de três experiências brasileiras dos movimentos de educação e cultura popular do início dos anos 1960, objetiva-se fornecer alguns pontos de partida a práticas pedagógicas críticas, principalmente no que tange à relação entre educação e espaço.  

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Biografia do Autor

Milena Torino, Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Arquitetura, Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UFMG). Mestra em Arquitetura e Urbanismo (UFMG). Professora do curso livre Leitura e Interpretação de Projeto Arquitetônico (LIP) no Instituto de Formação Técnica Marreta (IFTM), do qual é co-fundadora e membro da coordenação.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8694925099180688   

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Publicado

2025-12-23

Como Citar

Torino, M. (2025). O espaço da educação emancipatória: pistas deixadas pelos movimentos de educação e cultura popular . Pesquisa E Debate Em Educação, 15, 1–13, e46867. https://doi.org/10.34019/2237-9444.2025.v15.46867

Edição

Seção

Dossiê: Educação e espaços de ensino e aprendizagem: projeto e gestão