Da boca suja à mente poluída: a carta de Cícero a Peto (Ad Fam. 9.22)

Le caractère obscène des expressions linguistiques : la lettre de Cicéron a Paeto (Ad Fam. 9.22)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/2318-3446.2020.v8.32445

Palavras-chave:

Cícero, obscenidade, cacofonia, uerecundia

Resumo

Este trabalho apresenta uma tradução anotada da carta de Cícero a Lúcio Papínio Peto (Ad Fam. IX, 22). Nela Cícero disserta sobre a natureza e a origem da obscenidade expressa pela linguagem, recorrendo a exemplos práticos para demonstrar que o caráter obsceno de qualquer expressão linguística não se deve nem à natureza da coisa referida, nem à natureza da palavra pronunciada, e sim à atitude interpretativa do ouvinte. A tradução foi feita a partir do texto latino editado por Shackleton-Bailey (1977), acompanhado de notas explicativas para os exemplos utilizados por Cícero.

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Referências

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Publicado

2020-12-21

Edição

Seção

Dossiê "Linguagem, natureza e felicidade na Antiguidade"