Dimensões Teórico-Metodológicas do Cálculo Diferencial e Integral: perspectivas histórica e de ensino e aprendizagem

Autores

  • Marco Antônio Escher Departamento de Matemática, Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil
  • Rosana Giaretta Sguerra Miskulin Departamento de Educação Matemática, UNESP, campus de Rio Claro, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.34019/2594-4673.2019.v3.27828

Palavras-chave:

Cálculo Diferencial e Integral, Paradigma Indiciário, História, Tecnologias de Informação e Comunicação

Resumo

Este artigo se baseia numa pesquisa de doutorado em Educação Matemática que descreve um Cenário de Investigação criado por algumas dimensões teórico-metodológicas, as quais apresentam, em duas perspectivas inter-relacionadas, as influências, limites e potencialidades do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação no Cálculo Diferencial e Integral: (1) em uma perspectiva histórica, e (2) em uma perspectiva de ensino e de aprendizagem. O objetivo deste trabalho consiste em investigar as dimensões teórico-metodológicas presentes nas inter-relações do Cálculo Diferencial e Integral e as Tecnologias Informacionais e Comunicacionais (TIC). A pesquisa foi desenvolvida lançando mão de uma metodologia qualitativa, com a qual o pesquisador insere-se no contexto pesquisado e no desenvolvimento da coleta dos dados da pesquisa e, aos poucos, constrói o Cenário de Investigação, tendo, como pano de fundo, o Paradigma Indiciário de Carlo Ginzburg. Desta forma, delineamos uma Coda a qual nos fornece uma síntese conceitual das perspectivas (1) e (2), viabilizando-nos a percorrer um caminho teórico-metodológico em busca dos indícios que influenciam os processos de ensinar e aprender Cálculo no contexto das Tecnologias de Informação e Comunicação. Para tanto, delineamos possíveis respostas para a questão investigativa: Quais são as dimensões teórico-metodológicas presentes nas inter-relações do Cálculo Diferencial e as Tecnologias Informacionais e Comunicacionais no contexto de ensino e aprendizagem da matemática? Dimensões como: epistemológicas, da linguagem, formalista, sócio-cultural, metodológica, entre outras, emergem da revisão da literatura relativa ao uso das tecnologias no ensino e aprendizagem do Cálculo, da análise preliminar dos livros selecionados, das Entrevistas efetuadas com professores que lecionaram, ou que ainda lecionam Cálculo e da prática em sala de aula. As conclusões mostram-nos que as TIC adquirem uma característica forte o bastante para alterar todas as dimensões, assumindo, logo, seu caráter epidêmico, justificando assim sua característica revolucionária.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Metrics

Carregando Métricas ...

Referências

ALTHUSSER, L. Aparelhos ideológicos de Estado: nota sobre os Aparelhos Ideológicos de Estado (AIE). 4a. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1985.

BALDINO, R. R. A ideologia da melhora do ensino da matemática. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 4, 1992, Blumenau. Anais.. Blumenau, 1992.

BEAN, D. W. Aprendizagem pessoal e aprendizagem afastada. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004.

BICUDO, M. A. V. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: Pesquisa em movimento. São Paulo: Cortez, 2004.

BLOCH, M. Introdução à História. Lisboa: Publicações Europa-América, 1997.

CASTELLS, M. A Teoria Marxista das Transformações Econômicas e as Transformações do Capitalismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

_______. A Sociedade em Rede – A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, volume 1. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

D’AMBRÓSIO, U. Da realidade à ação – reflexões sobre educação e matemática. São Paulo, SUMMUS/UNICAMP, 1986.

GINZBURG, C. Mitos, Emblemas, Sinais: Morfologia e História. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

_______. O Fio e os Rastros: verdadeiro, falso, fictício. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

LOPES, S. Ideologia e prática social. In: Análise Social, v. X (4.º), n. 40, 1973, p. 656-678.

MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. In: Cadernos Desafio. n. 1, p. 46, 1995.

MIGUEL, A. O Projeto de Disciplinarização da Prática Social em Educação Matemática. In: Educação Matemática: Uma Área de Conhecimento em consolidação. O papel da Constituição de um Grupo de Trabalho dessa Área na ANPED. Núcleo de Estudos e Pesquisa, 2004.

OLIMPIO JR., A. Compreensões de conceito de Cálculo Diferencial no primeiro ano de Matemática – uma abordagem integrando oralidade, escrita e informática. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Rio Claro, 2006.

PAPERT, S. A Máquina das Crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

PROST, A. Doze Lições sobre a História. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008.

RICŒUR, P. A História, a Memória, o Esquecimento. Campinas: Ed. Unicamp, 2007.

SANTAELLA, L. Cultura das Mídias. São Paulo: Experimento, 2001.

_______. Cultura e artes pós-humano: da cultura das mídias a cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003.
SUASSUNA, L. Pesquisa qualitativa em Educação e Linguagem: histórico e validação do paradigma indiciário. Perspectiva, Florianópolis, v. 26, n. 1, p. 341-377, jan./jun. 2008.

Downloads

Publicado

2019-08-30

Como Citar

ESCHER, M. A.; MISKULIN, R. G. S. . Dimensões Teórico-Metodológicas do Cálculo Diferencial e Integral: perspectivas histórica e de ensino e aprendizagem. Revista de Investigação e Divulgação em Educação Matemática , [S. l.], v. 3, n. 1, p. 22–48, 2019. DOI: 10.34019/2594-4673.2019.v3.27828. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/ridema/article/view/27828. Acesso em: 19 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos