Um recorte da trajetória dos discentes oriundos da primeira entrada de reserva de vagas do Colégio de Aplicação da UFPE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1984-5499.2026.v28.51570

Palavras-chave:

Educação Básica, Reserva de Vagas, Colégio de Aplicação

Resumo

Este estudo objetiva analisar as percepções dos estudantes que ingressaram no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco no sexto ano do ensino fundamental, em 2017, no contexto de implementação do sistema de reserva de vagas para alunos de escolas públicas com vistas a ampliar a democratização do ensino público federal. A fundamentação teórica se sustenta em bases legais e acadêmicas que defendem a educação como processo sociocultural de direito de todos. A metodologia, baseada na análise do conteúdo, teve como corpus as respostas dos sujeitos sobre suas trajetórias escolares. Os resultados apontam que os alunos perceberam disparidades entre cotistas e não cotistas quanto ao grau de preparação prévia para ingresso na escola, bem como à forma como os dois grupos se adaptaram ao ensino dessa nova escola.

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Biografia do Autor

Isis Tavares da Silva Lovera, Colégio de Aplicação João XXIII da UFJF

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco (2009), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (2012) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (2019). Foi coordenadora do Ensino Médio - Colégio de Aplicação da UFPE (2020-2023) e professora de Educação Física - Colégio de Aplicação da UFPE (2019-2024). É docente efetiva do Departamento de Educação Física do Colégio de Aplicação João XXIII da Universidade Federal de Juiz de Fora (2024-atual). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, educação física, ensino, felicidade e professores.

Beatriz Barcellos Borba , Faculdade Pernambucana de Saúde

Estudante de Graduação em Psicologia na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). Ex-aluna do Colégio de Aplicação da UFPE 2016-2022. No ano de 2015, participou do XXI Ciência Jovem, feira de ciências promovida pelo espaço ciência, apresentando o projeto de título "Os seres que emitem luz: A bioluminescência". Em 2018 participou do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), assistindo às aulas na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Realizou o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Ensino Médio (PIBIC-EM) durante o período de 2021 a 2022 com o título "O mundo novo do CAp UFPE: Uma análise do imaginário social na trajetória de vida dos estudantes oriundos da primeira entrada de reserva de vagas na escola", assim sendo convidada para participar do XI SICEA 2022 (Seminários de Institutos, Colégios e Escolas de Aplicação), além de participar do Congresso Nacional de Iniciação Científica (CONIC). Posteriormente renovando o projeto de pesquisa para seu aprofundamento durante 2022 até 2023 intitulado de "Dando voz aos estudantes: um recorte da trajetória dos discentes oriundos da primeira entrada de reserva de vagas do Colégio de Aplicação da UFPE", também participando do CONIC para a apresentação dos novos resultados obtidos. E, no ano de 2024, através deste projeto e após decisão do Comitê Interno, da Coordenação Geral dos Programas de Iniciação Científica e da Diretoria de Pesquisa, foi recomendada para indicação da UFPE ao 21 PRÊMIO DESTAQUE NA INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA - EDIÇÃO 2023 na categoria PIBIC-EM macroárea Humanidades. Em 2024 iniciou um novo Projeto de Iniciação Científica (PIC) na Faculdade Pernambucana de Saúde, intitulado "A Resiliência das Minorias Sociais", ademais participou do Projeto de Extensão: "Momento Saúde: Folkcomunicação, Inclusão e Prestação de Serviços em Saúde". No ano seguinte, 2025, foi convidada pelo Coordenador-Orientador do Projeto de Extensão: "Momento Saúde: Folkcomunicação, Inclusão e Prestação de Serviços em Saúde" a participar novamente do mesmo porém como Coordenadora Discente. Além disso, no mesmo ano, foi Monitora do Laboratório de Observação das Relações Pais-Bebês.

Adriana Letícia Torres da Rosa , Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco

É professora Titular de Língua Portuguesa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Colégio de Aplicação. Possui graduação em Letras, especialização em Ensino, Aprendizagem e Avaliação de Língua Portuguesa, mestrado e doutorado em Letras, área de concentração Linguística, pela mesma Universidade. Com experiência em magistério da Educação Básica à pós-graduação, atua principalmente nos seguintes temas: ensino, aprendizagem e avaliação em língua portuguesa, com foco nos gêneros do discurso e tipos textuais. É líder do grupo de pesquisa "Experimentação Pedagógica e Formação de Professores na Educação Básica: Núcleo de Estudos Literários e Linguísticos" (CNPq).

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Publicado

2026-05-11

Edição

Seção

Artigos (Fluxo contínuo)