A minha história é um mapa

mapas vivenciais, contramapeamentos e direito à cidade

Autores

  • Rodrigo Batista Lobato Instituto Federal Fluminense/IFF
  • Felipe Rangel Tavares Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ https://orcid.org/0000-0003-0482-6865
  • Giovanni Codeça da Silva Universidade Veiga de Almeida

Palavras-chave:

Mapas vivenciais, Contramapeamentos, Direito à cidade

Resumo

A nossa história é um mapa? Essa perspectiva vai de encontro ao entendimento que as nossas ações, enquanto indivíduos inseridos na sociedade, ocorrem em uma dimensão que é geográfica, histórica e cultural. Dimensões essas que existem numa trama bem enlaçada de vários contextos sobrepostos: sociais, econômicos, educacionais, familiares, ambientais e políticos. A partir desta perspectiva, este artigo materializa a produção de mapas vivenciais que apresentam o espaço experimentado, assim como, as trajetórias de dez jovens de 12 aos 18 anos de idade. Jovens negros e periféricos que cumprem medidas socioeducativas. O exercício de contramapeamento a partir da vivência diária dos jovens é uma forma de romper com o cotidiano programado e alienante que afasta as populações em situação de vulnerabilidade do centro da cidade, da atividade participante, da criação de obras, em suma, da reapropriação do espaço enquanto valor de uso a partir de uma linguagem cartográfica capaz de registrar e demarcar suas existências.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rodrigo Batista Lobato, Instituto Federal Fluminense/IFF

Pós doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Educação na Universidade Federal Fluminense. Doutor pelo Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2020), inserido no Laboratório de Cartografia (GEOCART UFRJ); Mestre em Engenharia Cartográfica pelo Programa de Pós Graduação do Instituto Militar de Engenharia (2014); Geógrafo do magistério pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2011). Atualmente é Professor no IFF/RJ atuando no magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT); mediador à distância de Geomorfologia Continental do CEDERJ/UERJ; Coordenador do Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Veiga de Almeida, atuando também como docente das disciplinas Cartografia Básica e Temática; Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto; Cartografia Cultural; Geografia Cultural; Prática e Pesquisa em Geografia, além de ser responsável pelo grupo de estudo PANGEA. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Cartografia e Geoprocessamento, atuando principalmente nos seguintes temas: História do Pensamento Cartográfico Escolar; Cartografia no Ensino de Geografia; Multiletramentos na Cartografia; Práticas de Letramentos na Cartografia; Cartografia Aplicada as Análises Ambientais. Recentemente se tornou o Coordenador do Pibid do curso de Geografia na Universidade Veiga de Almeida.

Felipe Rangel Tavares, Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ

Professor Adjunto do Departamento de Geografia da UERJ-FEBF. É Doutor e mestre em Geografia pela PUC-Rio. Possui licenciatura em Geografia pela FEBF-UERJ. É professor do curso de Geografia da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Foi professor do ensino básico da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Atuou como professor substituto no Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Giovanni Codeça da Silva, Universidade Veiga de Almeida

Olá sou graduado em História (UFRJ-2000). Fiz o mestrado em Ciência Política (UFRJ-2002). Cursei a pós-graduação de Desenvolvimento Territorial (UFSC-2006). Fiz a Licenciatura em História (UCAM-2009) e a pós-graduação em Administração e Gestão Escolar (UCAM-2010). Conclui o doutorado em Letras Neolatinas (UFRJ-2018). Atualmente sou Professor de História (com habilitação em Filosofia, Sociologia, Projeto de Vida, Laboratório de Iniciação Científica e Pesquisa e Literatura)na Seeduc/RJ lotado no CE Antônio Prado Júnior (2011- ). Professor visitante do Curso de Pós-graduação de Alfabetização e Letramento, e Gestão Escolar; MBA em Gestão do Ensino Superior, e MBA de Gestão Pública da Universidade Cruzeiro do Sul (2011- ). Professor e Coordenador do Curso de Licenciatura em História da Universidade Veiga de Almeida (2016- ). Tutor de Residência Pedagógica (CAPES) na parceria UVA-CE Antônio Prado Júnior e CE Herbert Souza (2018- ). Realizei uma segunda graduação em Pedagogia - Licenciatura entre os anos de 2019-2021 na UniBF. Pós-doutorando no Programa de Pós-graduação em Educação da UFF (PPGE-UFF) tema Outros Caminhos ? cadência em conhecimentos e saberes de cruzos escolares afrodiaspóricos sob orientação do Prof Dr Jader Janer Moreira Lopes. Atualmente sou doutorando no Programa de Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ (PPFH-UERJ) tema Ancestralidade e o Outro nas sabedorias do Encontro de Bandeiras nas quadras das Escolas de Samba do Rio de Janeiro sob orientação da Profª Drº Denise Barata

Referências

BROWN, K.J. O nascimento da Cartografia: da Roma antiga à Era dos Descobrimentos. – São Paulo: Folha de São Paulo, 2018.

CARLOS, Ana Fani Alessandri. A condição espacial. São Paulo: Contexto, 2001.

CORRÊA, R. L. Temas e caminhos da Geografia Cultural: uma breve reflexão. In: ROSENDHL, Z.; CORRÊA, R. L. (Orgs). Temas e caminhos da geografia cultural. – Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010a.

CORRÊA, R. L. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 2010b.

FERREIRA, Alvaro. A imagem virtual transformada em paisagem e o desejo de esconder as tensões do espaço: por que falar em agentes, atores e mobilizações? In: FERREIRA, Alvaro; RUA, João; MARAFON, Glaucio José; DA SILVA, Augusto César Pinheiro. Metropolização do espaço: gestão territorial e relações urbano-rurais. Rio de Janeiro: Consequência, 2013.

FERREIRA, Alvaro. A produção do espaço: entre dominação e apropriação. Um olhar sobre os movimentos sociais. Scripta Nova, vol.XI, n.245(15), 2007.

FONTES, Virgínia. Capitalismo, Exclusões e Inclusão Forçada. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1997.

FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. – São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.

GIRARDI, G. Modos de ler mapas e suas políticas espaciais. Espaço e Cultura, [S.l.], p. 85-110, 2014. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/19960>. Acesso em: 17/11/2021.

HARLEY, Brian. Mapas, saber e poder. Confins [Online], n.5, 2009

HARVEY, David. Cidades Rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

HARVEY, David. Espaços de esperança. 4. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2011.

JACKSON, P. Maps of meaning. An introduction to cultural geography. Londres: Routledge,

KRAMER, S. O Papel Social da Pré-Escola. Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas. Impresso), v. 58, p. 77-81, 1986.

LEFEBVRE, Henri. Espaço e política: o direito à cidade II. 2. ed. rev. e ampl., Belo Horizonte: Editora UFMG, 2016.

LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. 5. ed., São Paulo: Centauro, 2008.

LEFEBVRE, Henri. The Production of Space. Blackwell Publishing, 1991.

LOBATO, R. B. Multiletramentos na Cartografia. (2020). Tese de doutorado em Geografia – Programa de Pós-Graduação em Geografia - UFRJ, Rio de Janeiro, 2020.

LOBATO, R. B.; COELHO, P. D. B. M. ; PARRINE, D. S. A. . Mapas infantis e desenhos animados. In: Rodrigo Batista Lobato, Jean Lucas da Silva Brum. (Org.). Cartografia: mapas, linguagem e narrativa. 1ed.Universidade Veiga de Almeida: Universidade Veiga de Almeida, 2019.

LOPES, J.J.M. Geografia e Educação Infantil: espaços e tempos desacostumados. – Porto Alegre: Mediação, 2018.

LOPES, J.J.M.; COSTA, B.M.F.; AMORIM, C.C. Mapas Vivenciais: possibilidades para a Cartografia Escolar com as crianças dos anos iniciais. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 6, n. 11, p.237-256, jan/jun., 2016. Disponível em: http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/381 Acesso em: 10/03/2021.

LOPES, J.J.M.; MELLO, M.B. Cartografia com crianças: lógicas e autorias infantis. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 7, n. 13, p. 67-78, jan./jun., 2017.

LUCKESI, C. C. Filosofia do cotidiano escolar: por um diagnóstico do senso comum. In: Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1990.

MARTINS, José de Souza. Exclusão Social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus, 1997.

PAESE, Celma. Errando te leio: a experiência do contramapeamento da cidade contemporânea. Pixo, Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, v.1, n.1, 2017.

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. De saberes e de territórios: diversidade e emancipação a partir da experiência Latino-Americano. GEOgraphia, v. 8, n. 16, 4 fev. 2010.

PRESTES, Z. Obschenie e a teoria histórico-cultural. Educ. Foco Juiz de Fora, vol.23, n.3, p.851-874 set. / dez. 2018.

PRESTES, Z. Quando não e quase a mesma coisa: Análise de traduções de Lev Semionovitch Vigotski no Brasil. Repercussões no campo educacional. UNB: Brasília, 2010.

RANDOLPH, Rainer; GOMES, Pedro Henrique O. A contribuição da cartografia subversiva para o planejamento do espaço social. Caminhos para uma reflexão a respeito de “subversões” concretas. Scripta Nova, v.XIV, n.331 (29), 2010.

SEEMANN, J. Cartografia e cultura: abordagens para a Geografia Cultural. In: Temas e caminhos da Geografia Cultural. ROSENDAHL, Zenny; CORRÊA, Roberto Lobato. (Org). – Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010.

SEEMANN, Jörn. MENINO É AZUL E ÁGUA NO MAPA TAMBÉM: cartografia, cores, convenções e cultura. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO EM GEOGRAFIA, v. 10, p. 23-44, 2020.

VIGOTSKI, L.S. Aprendizagem e desenvolvimento na Idade Escolar. In: Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Vigostky, L. Luria, A. Leontiev, A.N. 11ª. Edição. São Paulo: Ícone, 2010.

Downloads

Publicado

2022-07-29