O Mobile Journalism no telejornalismo brasileiro: a construção hermenêutica de um fenômeno
DOI:
https://doi.org/10.34019/1981-4070.2026.v20.49742Palavras-chave:
hermenêutica, televisão, telejornalismo, Mobile Journalism, multimídia.Resumo
O smartphone se tornou um meio técnico de produção de notícias, principalmente, nas reportagens e transmissões ao vivo na televisão do Brasil. Essa prática centraliza-se no jornalista, especialmente entre os repórteres de vídeo, mas pode servir também a outros profissionais da redação que aspiram à reportagem na TV. O mercado de trabalho tem optado por incorporar profissionais dispostos à atuação multimídia, requisito exigido no perfil das vagas oferecidas atualmente. Enquanto fenômeno, essa modalidade tecnológica é uma experiência do capitalismo. Neste artigo, discute-se isso à luz de uma reflexão teórica da filosofia da técnica e da linguagem. O percurso metodológico adotado envolve a entrevista estruturada com 10 jornalistas brasileiros que atuam com o Mojo (Mobile Journalism), e a revisão bibliográfica sistematizada das ideias de Ihde (2017), na compreensão da relação humano-tecnologia, e de Bucci (2021), pela superindústria do imaginário. Assim este fenômeno tem a existência reconhecida pelos profissionais que o utilizam muito mais na percepção dos ganhos econômicos que trazem às emissoras do que qualquer possibilidade de ser um avanço tecnológico.
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