Dossiê: Identidades e sexualidades hegemônicas e contra-hegemônicas. Feminidades e masculinidades em tempos autoritários - Vol 26, n. 1 (2020)

2019-11-05

Dossiê: Identidades e sexualidades hegemônicas e contra-hegemônicas. Feminidades e masculinidades em tempos autoritários - Vol 26, n. 1 (2020)

Organizadoras: Dra. Gabriela de Lima Grecco (Universidad Autónoma de Madrid) e Dra. Sara Martín Gutiérrez (Universidad de Buenos Aires)

Prazo para submissão de artigos: até 28 de fevereiro de 2020.

Esta proposta de dossiê busca investigar as contribuições derivadas do estudo de masculinidades e feminidades que sobreviveram no marco de regimes ditatoriais e autoritários durante os séculos XIX , XX e XXI. Pretende-se esclarecer o que significa ser homem e mulher e que visão se tornou naturalizada de "masculinidade" e "feminilidade" em contextos repressivos. O objetivo deste dossiê é explorar as identidades e subjetividades que emergiram sob diferentes modelos de autoritarismo a partir de duas perspectivas antagônicas. Por um lado, serão bem-vindas propostas que investiguem as identidades hegemônicas ou identidades de poder que foram promovidas “de cima” em diferentes contextos ditatoriais, com o objetivo de anular certas subjetividades, identidades, discursos políticos e/ou religiosos. Por outro, queremos explorar além dos discursos hegemônicos e da internalização destes discursos que nos constroem como sujeitos. Portanto, são importantes as propostas que buscam compreender os processos e práticas "de baixo", as experiências dos sujeitos subalternos, a possibilidade de construção de identidades não hegemônicas e as contribuições antidiscursivas que resistiram e negociaram com as de "acima", prestando atenção especial às diferentes formas de resistência e ação formuladas a partir da subalternidade.

Especialmente serão apreciados aqueles trabalhos que incorporem em seu marco teórico-metodológico a abordagem interseccional e formulem novas ferramentas conceituais e que expandam as fontes documentais convencionais. Nesse sentido, serão avaliadas positivamente as abordagens metodológicas propostas a partir da interseção de categorias como gênero, classe, raça, religião, sexualidade ou idade para o estudo dos processos de construção de identidades de gênero/sexuais em tempos de autoritarismo.