Cuidado e conflitos pós-divórcio: contradições da política social brasileira
DOI:
https://doi.org/10.34019/1980-8518.2026.v26.49516Palavras-chave:
Pós-divórcio, Conflitos familiares, Cuidado, Política social, Capitalismo dependenteResumo
O artigo analisa os conflitos familiares no pós-divórcio no Brasil, articulando a Teoria Marxista da Dependência aos estudos de gênero e do cuidado. Com abordagem qualitativa e revisão bibliográfica interdisciplinar, examina conflitos em contextos com e sem estratégias de resolução, como oficinas de parentalidade e coordenação parental. Constata-se que, sem políticas públicas estruturadas, os conflitos se intensificam, reforçando desigualdades de gênero, classe e raça. Embora promissoras, as estratégias existentes permanecem isoladas e vulneráveis à lógica judicializante. Evidencia-se que o Estado brasileiro, em uma formação social dependente, atua mais como gestor da precariedade do que como garantidor de direitos. A Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024) é vista como marco potencial, cuja efetividade depende de financiamento e integração. Conclui-se que a superação dos conflitos exige centralidade do cuidado, valorização do trabalho reprodutivo e justiça social.
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