Estrutura patriarcal e institucionalização de crianças e adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.34019/1980-8518.2026.v26.47415Palavras-chave:
Criança e adolescente, Institucionalização, Violência, PatriarcadoResumo
O artigo analisa como a estrutura patriarcal, articulada a políticas familistas, potencializa a responsabilização das genitoras pelo “fracasso” na tarefa do cuidado, acarretando a institucionalização de crianças e adolescentes. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa, exploratória e bibliográfica com realização de entrevistas semiestruturadas junto a psicólogos e assistentes sociais que atuam nas unidades de acolhimento institucional estatal dos municípios mineiros de Ponte Nova, Manhuaçu, Muriaé e Ubá. Os dados submetidos à análise de conteúdo por meio do software Iramuteq evidenciam que, apesar de avanços legislativos, o patriarcado reverbera fortemente na institucionalização de crianças e adolescentes, refletindo na dinâmica das instituições e nos acompanhamentos familiares durante o período do abrigamento.
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