O problema da linguagem em Americanah (2013) sob uma perspectiva fanoniana
DOI:
https://doi.org/10.34019/1982-0836.2025.v29.50103Palavras-chave:
Americanah, Linguagem, Racismo, Máscaras Brancas, IdentidadeResumo
Este artigo analisa o problema da linguagem como forma de violência e de resistência no romance Americanah (2013), de Chimamanda Ngozi Adichie. Para isso, fazemos um recorte que acompanha o deslocamento da protagonista ao deixar a Nigéria e se mudar para os Estados Unidos e suas estratégias para lidar com o racismo com o qual é confrontada, além da posição de algumas outras personagens. Assim, traçamos um diálogo entre o texto literário e a discussão do pensador Frantz Fanon (1983) sobre “máscaras brancas”, pois consideramos que determinados posicionamentos das personagens podem ser lidos como uma “via de embranquecimento” para tentar se adaptar ao país hospedeiro. Consideramos a obra do autor Martinicano bastante pertinente para a leitura crítica do romance em questão, sobretudo porque a nossa análise tem como foco a materialização de conflitos raciais e sociais na linguagem, tópico enfatizado por Fanon e aspecto central na obra de Adichie. Além disso, utilizamos também discussões do campo dos estudos pós-coloniais e dos estudos culturais como Homi Bhabha (2023) e Stuart Hall (2003).
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