O Anjo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-0836.2023.v27.39923

Resumo

O poema harmoniza as três diferentes ordens ou dimensões que envolvem as palavras: as sonoridades, os sentidos e as formas visuais produzidas pela escrita. Externamente, o contorno proporcionado pelos versos assume a forma estilizada de um anjo; mas a cabeça deste é também uma taça, e seu coração é um sol. Estes três elementos visuais dialogam com o conteúdo de sentidos trazidos peço poema, ao falar de um homem que ao beber sua taça de vinho em um bar transforma-se em um anjo à medida que se embriaga no decorrer da noite. Quando o sol ressurge e o bar se fecha, no entanto, o anjo retorna para casa e adormece - para finalmente constatar que as asas transformaram-se em uma ressaca e o reconverteram em um homem comum. Além dos jogos visuais e de sentidos, o autor lida com a sonoridade das palavras, desenvolvendo padrões de repetição nos finais dos versos - entre as segunda e terceira estrofes - e também rimas internas. A forma externa combina-se ao enredo poético, que vai da expansão (a transformação em anjo) à contração (o retorno ao humano).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José D'Assunção Barros, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em História. Professor-Colaborador do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense

Downloads

Publicado

2023-10-31