Doença Perinatal associada aos estreptococos do Grupo B: aspectos clínico-microbiológicos e prevenção.

Autores

  • Didier Silveira Castellano Filho Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Sandra Helena Cerrato Tibiriçá Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Cláudio Galuppo Diniz Universidade Federal de Juiz de fora

Palavras-chave:

Streptococcus agalactiae, Estreptococo do Grupo B, Sepse Neonatal, Doença Estreptocócica Perinatal

Resumo

Os cocos Gram positivo Streptococcus agalactiae ou estreptococos do Grupo B de Lancefield (EGB) são bactérias que fazem parte da microbiota residente das membranas mucosas de seres humanos, colonizando principalmente os tratos gastrintestinal e geniturinário. Sua importância é relacionada à contaminação vertical dos neonatos de parturientes colonizadas, que pode acontecer de forma ascendente ainda no útero ou durante o parto. Mundialmente, a prevalência da colonização pelos EGB nas gestantes, varia de 3% a 41%. Entre as infecções neonatais associadas a estes microrganismos destacam-se, principalmente, a septicemia e a pneumonia e, em menor incidência, meningite, celulite, osteomielite e artrite séptica. Em 1996, foi publicado o primeiro guia preventivo da doença estreptocócica perinatal estabelecendo as diretrizes e critérios para a prevenção da transmissão vertical destes agentes. Em 2002, foi estabelecido o uso da profilaxia antimicrobiana intraparto e a investigação rotineira da colonização pelo S. agalactiae no final da gestação, através de cultura de material vaginal e retal em meio seletivo. Nos países que adotaram estas medidas profiláticas, registrou-se um decréscimo significativo na incidência da doença. No Brasil, a mortalidade neonatal é grave problema de saúde pública e ainda não foram adotadas estratégias de prevenção e tratamento para reduzir a prevalência de infecção neonatal pelo EGB. Considerando o custo elevado e as graves conseqüências da doença estreptocócica perinatal, percebe-se a necessidade de elaboração de políticas de saúde visando reduzir a transmissão vertical.

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Biografia do Autor

Didier Silveira Castellano Filho, Universidade Federal de Juiz de Fora

Didier Silveira Castellano Filho Ginecologista e Obstetra Mestrando em Saúde Brasileira/UFJF Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia/ICB Área - Bacteriologia, epidemiologia, saúde materno-infantil

Sandra Helena Cerrato Tibiriçá, Universidade Federal de Juiz de Fora

Sandra Helena Cerrato Tibiriçá Pediatra e Neonatologista Professora Assistente do Departamento de Morfologia/UFJF Área - Medicina, epidemiologia, saúde materno-infantil

Cláudio Galuppo Diniz, Universidade Federal de Juiz de fora

Cláudio Galuppo Diniz Doutor em Microbiologia Professor Adjunto do Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia/UFJF Área - Bacteriologia, epidemiologia molecular, diagnóstico genético de doenças bacterianas e marcadores de resistência a drogas

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Publicado

2008-10-02

Como Citar

1.
Castellano Filho DS, Tibiriçá SHC, Diniz CG. Doença Perinatal associada aos estreptococos do Grupo B: aspectos clínico-microbiológicos e prevenção. hu rev [Internet]. 2º de outubro de 2008 [citado 9º de agosto de 2022];34(2). Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/104

Edição

Seção

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