OS REFLEXOS DA HETERONORMATIVIDADE NO ENSINO DE HISTÓRIA

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Resumo

Este artigo examina como o ensino de História contribui para a reflexão sobre as causas das discriminações e dos preconceitos e seus efeitos nas relações interpessoais. Especificamente sobre as desigualdades no campo dos gêneros e das sexualidades, é proveitoso analisar como o ensino de História e a própria historiografia se relacionam com essas questões. Autores como Sepulveda (2016), Louro (2000) e Engel (1997) nos auxiliaram nessa reflexão. Após a apresentação e discussão de informações relacionadas a essas áreas, envolvendo as questões de gêneros e sexualidades, com base em pesquisa bibliográfica, percebemos a forma como a disciplina foi formatada sob os interesses de um Estado heteronormativo, assim como esse padrão impele governos, religiões, parlamentares e até pesquisadores a demonstrarem seus preconceitos, impedindo o livre exercício da ciência, do ensino e da cidadania. A força dos movimentos sociais foi indispensável para as conquistas que ocorreram nas duas primeiras décadas do ano 2000 para mulheres e pessoas LGBTI+, entretanto, nas salas de aula ainda há resistências, alimentadas por governos de todas as esferas, que buscam impedir os esforços em se produzir reflexões acerca da igualdade sexual e de gênero. Portanto, é necessária a defesa de um currículo em que a diversidade, a crítica e as temáticas que discutam todas as formas de discriminações estejam asseguradas.

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Biografia do Autor

Fábio da Silva Gomes, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro

IFRJ, Eng. Paulo de Frontin/RJ-BR. Técnico em assuntos educacionais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Engenheiro Paulo de Frontin. Mestre em Ensino de História pela UFRRJ, especialista em História do Brasil Colonial e graduação em História pela UniMSB. Membro do Laboratório de História da Educação Latino-Americana (LHELA/UFRRJ) e do Grupo de Estudos e Pesquisa Gêneros, Sexualidades e Diferenças nos Vários EspaçosTempos da História e dos Cotidianos (GESDI-FFP/UERJ). fabylic@gmail.com

Maria Angélica da Gama Cabral Coutinho, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Professora Adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) vinculada ao Departamento de Teoria e Planejamento do Ensino (DTPE) do Instituto de Educação, Campus Seropédica, dedicando-se aos cursos de História e Pedagogia. Mestre e Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, ProPEd/UERJ, e graduação em História/UERJ.

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Publicado

2021-11-11