O que estudantes nos contam sobre as entrevistas narrativas

Autores

Palavras-chave:

Medicina Narrativa, Educação de Graduação em Medicina, Competência Clínica, Relações Médico-paciente

Resumo

Romper com o modelo biomédico é necessário, e o ponto inicial pode vir com a compreensão da narrativa do usuário ou da usuária. Este estudo buscou avaliar a compreensão de estudantes de medicina das narrativas de adoecimento, utilizando a entrevista McGill Illness Narrative Interview (MINI). Trata-se de estudo exploratório, descritivo e qualitativo, realizado durante cinco semanas com 11 estudantes do quinto ano de uma universidade privada, no internato de Medicina de Família e Comunidade, que prestavam atendimento a 29 pessoas usuárias de unidades de saúde. Por meio de encontros individuais on-line, foram levantadas questões sobre essa experiência. Os relatos foram inseridos em núcleos argumentais, o que possibilitou o estabelecimento de relações com o referencial teórico da Medicina Narrativa, da Antropologia Médica e da Clínica Ampliada. Para os alunos e alunas houve uma nova experiência de entrevista clínica, uma valorização da narrativa e o desejo de incorporar uma abordagem mais ampliada à sua prática, embora não contemplem incorporar o MINI na sua forma integral, atribuindo a isso dificuldades na rotina médica. Acreditamos que o MINI pode colaborar com a aquisição de competências interpretativa e narrativa em estudantes, embora o ensino esteja ainda, em parte, vinculado ao modelo biomédico.

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Biografia do Autor

Vanir Aparecida Trombetta, Universidade Positivo (UP)

Especialista em Medicina de Família e Comunidade. CV: http://lattes.cnpq.br/2689750213271913

Erotildes Maria Leal, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professora da Faculdade de Medicina da UFRJ, Departamento de Medicina em Atenção Primária em Saúde, Doutorado em Psiquiatria e Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999). CV: http://lattes.cnpq.br/8053445914935587

Ipojucan Calixto Fraiz, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Professor Adjunto do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná. Doutor em Sociologia pela UFPR. CV: http://lattes.cnpq.br/7655862409317836

Rafael Gomes Ditterich, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Professor Associado do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná. Doutor em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. CV: http://lattes.cnpq.br/2456997496521203

Deivisson Vianna Dantas dos Santos, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Professor Adjunto do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná. Doutorado em Saúde Coletiva pela UNICAMP. CV: http://lattes.cnpq.br/2456997496521203

Giovana Daniela Pecharki, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Professora Associada do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná. Doutora em Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. CV: http://lattes.cnpq.br/6077097637821980

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Publicado

2022-08-16

Edição

Seção

Artigos Originais