AUTOAVALIAÇÃO: INSTRUMENTO PARA REFLEXÃO DO PROCESSO DE TRABALHO NAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Autores

  • Marjorye Polinati da Silva Vecchi Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) NATES - Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva http://orcid.org/0000-0002-9581-7851
  • Estela Márcia Saraiva Campos Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) NATES - Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva
  • Beatriz Francisco Farah Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) NATES - Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva

DOI:

https://doi.org/10.34019/1809-8363.2017.v20.15940

Palavras-chave:

Saúde da família, Educação Permanente, Integralidade, Atenção Básica.

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar como a autovaliação desenvolvida pelo PMAQ pode contribuir na organização do processo de trabalho das equipes na perspectiva da integralidade da atenção. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou a entrevista coletiva e os resultados do questionário AMAQ - instrumento de “Autoavaliação para Melhoria do Acesso e Qualidade”, que compõe uma das fases do Programa de Melhoria ao Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ- AB) do Ministério da Saúde. Como resultado emergiu um núcleo de significado, Práticas de integralidade: dialogando com os resultados da autoavaliação AMAQ subdividida em três categorias: educação permanente e qualificação das equipes; organização do processo de trabalho; atenção integral à saúde. Identificou-se que a atenção integral desenvolvida pelos profissionais ainda é embrionária para organizar o processo de trabalho orientado pela integralidade, apresentando dificuldades: ausência de um programa de educação permanente e de um planejamento integrado; a adscrição do território limitada à atualização de cadastros, não integração entre os pontos da rede de atenção à saúde e contatos intersetoriais prejudicados pela burocracia. Como potencialidades, observou-se o acolhimento; visitas domiciliares programadas; desenvolvimento de ações preventivas e promocionais e acompanhamento de grupos de riscos que embora frágeis sinalizam mudanças para transição do modelo assistencial. A autoavaliação pelas equipes do município se apresentou como ferramenta dinamizadora na identificação de demandas para Educação Permanente e organização do processo de trabalho que possam subsidiar concepções e práticas profissionais na Atenção Básica sob a perspectiva da integralidade.

Biografia do Autor

Estela Márcia Saraiva Campos, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) NATES - Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva

Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro/ UERJ.

Professora Departamento de Medicina e Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva/ UFJF

Beatriz Francisco Farah, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) NATES - Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva

Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro/ UERJ. Departamento de Enfermagem e Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva/ UFJF

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Publicado

2018-10-01

Edição

Seção

Artigos Originais