Colonialidade do Ser e Pobre de Direita em “Chaves”: uma Análise da Personagem Dona Florinda.

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DOI:

https://doi.org/10.34019/2318-101X.2026.v21.50453

Resumo

Este artigo analisa a personagem Dona Florinda do seriado Chaves a partir dos conceitos de Colonialidade do Ser (Maldonado-Torres, 2007) e Pobre de Direita (Souza, 2024). Por meio de uma metodologia qualitativa e da decupagem de episódios emblemáticos, o estudo examina como sua performance identitária, hostilidade a Seu Madruga e deferência ao Professor Girafales reproduzem hierarquias coloniais e alienação de classe. Conclui-se que a personagem internaliza lógicas coloniais e valores meritocráticos, configurando-se como “pobre de direita”. Dessa forma, ela reforça violências epistêmicas e contribui para a fragmentação da classe trabalhadora, demonstrando a persistência da colonialidade nas subjetividades e relações sociais retratadas na cultura popular.

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Biografia do Autor

Leandro Oliveira, Colégio Jesus Maria José

Leandro Freitas Oliveira é doutorando em História pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com especialização em "Cultura, Resistência e Descolonialidade". Possui mestrado em História pela mesma instituição, com especializações em Ensino de História e Humanidades. Seu trabalho acadêmico concentra-se em História Cultural, decolonialidade, cultura popular e ensino de História.

Emerson Neves da Silva, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Doutor em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). É professor na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Trabalha com História Social do campo na América Latina, em especial movimentos sociais e ações coletivos rurais. Investiga conflitos agrários constituídos a partir de processos da modernização capitalista da agricultura. Desenvolve estudos sobre a produção do patrimônio cultural rural pelos sujeitos sociais submetidos a conflitos agrários, abordando as interações desse fenômeno com processos históricos de longa duração, a partir da perspectiva da História Global. É líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudos Agrários, Urbanos e Sociais (NIPEAS). É membro da Rede Internacional de Estudos Históricos do Mundo Rural (RIEHMUR). Atuou como Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFFS, no período de 08/2015 a 08/2019. É membro permanente do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFFS) e colaborador do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação (PPGPE/UFFS). Autor dos livros Rebeldia camponesa na América Latina: análise comparada da luta agrária do MST e do Neozapatismo, pela Editora CRV; Campo Santo: uma história de almas em luta contra o latifúndio, publicado pela Paco Editorial; Formação do ideário do MST, publicado pela Editora Unisinos; O Mundo do Trabalho em Perspectiva: Uma abordagem sócio-teológica e Palavra e Vida: Os Novos Desafios do Mundo do Trabalho, pela Editora Oikos.

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Publicado

2026-05-16