Ensino Médio, juventude e carreiras STEM

oficina desenvolvida junto à rede estadual de Mato Grosso

Autores

  • Alessandra Ferreira dos Santos Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil https://orcid.org/0000-0003-4762-9669
  • Waleska Gonçalves de Lima Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil https://orcid.org/0000-0002-7962-4822
  • Ana Lara Casagrande Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil https://orcid.org/0000-0002-6912-6424
  • Cristiano Maciel Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil https://orcid.org/0000-0002-2431-8457
  • Eunice Pereira dos Santos Nunes Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Mestrado em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9051-5862

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-9444.2025.v15.47049

Palavras-chave:

Habilidades socioemocionais, Currículo, Projeto de vida

Resumo

A reforma do Ensino Médio, orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), coloca o protagonismo juvenil e o desenvolvimento de competências socioemocionais como fundamentos do currículo. Destaca-se a competência geral 8, que enfatiza autoconhecimento, autocuidado e gestão emocional, elementos centrais para a formação integral e a construção do projeto de vida dos estudantes. A busca pela igualdade de gênero, especialmente em áreas STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), tornou-se um dos principais desafios do contexto educacional atual. O estudo trata da análise da dinâmica “Âncora dos Sentimentos”, desenvolvida em uma escola pública de Primavera do Leste (MT), como parte de um projeto de incentivo à participação feminina em STEM. A ação envolveu oficinas, reflexões sobre emoções e expectativas profissionais, promovendo a autoconfiança, o protagonismo e a colaboração. Resultados indicam o potencial das metodologias ativas na promoção da igualdade de gênero e no engajamento científico.

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Biografia do Autor

Alessandra Ferreira dos Santos, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Graduada em Pedagogia pela Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde – MT e em História pelo Centro Universitário de Maringá (Cesumar). Especialista em Educação Especial/AEE (ICE) e em Psicopedagogia Clínica (Faculdade Investe de Educação). Mestre em Educação (UFMT). Doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (PPGE/UFMT). É Professora da rede Municipal de Primavera do Leste – MT. Integra o grupo de pesquisa LÊTECE (UFMT). Participa do Projeto de Extensão Meninas Digitais regional Mato Grosso. Colabora com o projeto internacional ELLAS.

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Waleska Gonçalves de Lima, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Graduada em Física – Licenciatura Plena (UFMT). Mestre em Física (UFMT). Doutora em Educação (PPGE/UFMT). É Professora da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT).

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8396038493857023

Ana Lara Casagrande, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Doutora e Pós-Doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). É Professora Adjunta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Departamento de Ensino e Organização Escolar (DEOE). Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT). Atua no grupo de pesquisa Laboratório de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (LÊTECE/UFMT).

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9987834719353996

Cristiano Maciel, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Bacharel em Informática (UNIJUÍ). Mestre em Ciências da Computação (UFSC). Doutor em Ciência da Computação (UFF), com estágio na Universidade de Coimbra. Pós-doutorando na California State Polytechnic University – Pomona (EUA). É Professor Associado IV do Instituto de Computação da UFMT. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UFMT) e do PROFNIT. Vice-presidente da SBC. Pesquisador do LAVI e LÊTECE. Coordenador do projeto internacional ELLAS. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5234437367053668

Eunice Pereira dos Santos Nunes, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Mestrado em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI), Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

Graduada em Ciência da Computação (Universidade de Mogi das Cruzes). Mestre em Engenharia Elétrica (UFU). Doutora em Engenharia Elétrica – Sistemas Digitais (USP). É Professora Associada I do Instituto de Computação da UFMT. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI/UFMT). Pesquisadora do LAVI (Laboratório de Ambientes Virtuais Interativos). Atua em governança digital e inclusão em tecnologias educacionais.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0992498795960159

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Publicado

2025-10-14

Como Citar

Santos, A. F. dos, Lima, W. G. de, Casagrande, A. L. ., Maciel, C., & Nunes, E. P. dos S. (2025). Ensino Médio, juventude e carreiras STEM: oficina desenvolvida junto à rede estadual de Mato Grosso. Pesquisa E Debate Em Educação, 15, 1–23, e47049. https://doi.org/10.34019/2237-9444.2025.v15.47049

Edição

Seção

Pesquisa aplicada