O dilaceramento do especialista como caminho para uma educação que pensa

Autores

  • Carlos Miguel da Silva Souza Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Faculdade de Letras e Artes, Programa de Pós-graduação em Ensino, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil
  • Jean Mac Cole Tavares Santos Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Faculdade de Educação, Curso de Pedagogia. Programa de Pós-graduação em Ensino, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-9444.2020.v10.31861

Palavras-chave:

Ensino, Especialista, Técnica, Identidade

Resumo

Nesta pesquisa discutimos as consequências da ‘figura do especialista’ para a educação e o ensino na atualidade. Definimos o especialista como fenômeno de época, traçando sua dependência à técnica moderna, numa relação com a essência da técnica em Martin Heidegger e sua disposição no homem. Tal definição nos leva às considerações dialógicas das ciências entre si propostas por Edgar Morin em sua teoria da complexidade. A partir desse panorama, sob o pensamento de Peter Sloterdijk, problematizamos sobre a prejudicialidade do conceito de identidade e a condição de submissão à técnica (pós) moderna: condições estas que vem regendo as práticas educativas em nossos dias. Nossa intenção, portanto, é provocar professores e estudantes a pensar a aceitação não-rigorosa da positividade que hoje se abate sobre o ensino e a educação.

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Publicado

2020-12-31

Como Citar

Souza, C. M. da S. ., & Santos, J. M. C. T. (2020). O dilaceramento do especialista como caminho para uma educação que pensa. Pesquisa E Debate Em Educação, 10(2), 1300–1312. https://doi.org/10.34019/2237-9444.2020.v10.31861

Edição

Seção

Pesquisa aplicada