Memória de quem? Como a recepção pode dar voz às minorias silenciadas desde a Antiguidade Clássica.
DOI:
https://doi.org/10.34019/2318-3446.2025.v13.46439Palavras-chave:
recepção; literatura clássica; literatura anglófona; autoria feminina.Resumo
Este trabalho foi apresentado como minicurso, e seu objetivo foi mostrar como a literatura anglófona contemporânea tem apresentado uma recepção de textos clássicos gregos e latinos, destacando personagens e eventos que foram silenciados nas grandes narrativas. Para tanto, utilizamos as leituras de A Canção de Aquiles (2012), de Madeline Miller, e Lavinia (2008), de Ursula K. Le Guin, como textos de recepção que recontam A Ilíada de Homero e A Eneida de Virgílio, respectivamente; o aporte teórico veio dos estudos da recepção dos clássicos e da crítica literária, com Lorna Hardwick, Thomas Schmitz e Lois Tyson, para citar alguns. Trata-se de um recorte em nossa incipiente pesquisa de estágio pós-doutoral, e os resultados até aqui encontrados confirmam que a perspectiva de personagens secundárias nos textos clássicos dialoga intensamente com a nossa sociedade ocidental, com o nosso tempo, tanto pelo resgate de memórias atemporais quanto pelo empoderamento de minorias.
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