Desafios metodológicos na pesquisa associadas à História da Antiguidade clássica
DOI:
https://doi.org/10.34019/2318-3446.2025.v13.46418Palavras-chave:
Estudos clássicos; História Antiga; Metodologia de pesquisa; Ensino de HistóriaResumo
No desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos Estudos Clássicos, um dos maiores desafios a serem enfrentados é o do caráter fragmentário da documentação disponível, seja ela de natureza escrita, ou da cultura material. A imensa maioria do que foi produzido no período da Antiguidade Clássica não chegou até nós. Quanto à documentação escrita, outro fator a ser considerado é que ela não foi produzida por autores representantes das mais diversas condições sociais, econômicas ou políticas existentes. Tais “limitações” não devem inviabilizar as ações do(a) pesquisador(a). Seu enfrentamento torna crucial a variedade das opções a serem realizadas no tocante às bases teóricas e às ferramentas metodológicas. No presente artigo, abordaremos a associação de certas estratégias de pesquisa que utilizamos em determinados momentos em nossa prática a fim de contribuir para um conhecimento da Antiguidade Clássica cada vez mais articulado ao questões teóricas do campo da História e de seu Ensino.
Downloads
Referências
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de História In: BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994. p.222-232.
BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tabula rasa do passado? Sobre História e historiadores. São Paulo: Ática, 1995.
FURET, François. A oficina da história. Lisboa: Gradiva, s.d.
GALLEGO, Julián. ¿ Para qué estudiar historia antigua ? In: CERNADAS. Jorge. et LVOVICH, Daniel (ed.) Historia ¿ para qué ? Revisitas a uma vieja pregunta. Buenos Aires: Prometeo, p. 205-209, 2010.
GATTI, Bernardete. Grupo focal na pesquisa em Ciências Sociais e Humanas. Brasília: Liber, 2005.
HARTOG, François; REVEL, Jacques. (Orgs.) Les usages politiques du passé. Paris: EHESS, 2001.
HOBSBAWM, Eric. et E. RANGER, Terence. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
LOWENTHAL, David. Como conhecemos o passado. Projeto História, São Paulo, n. 17, p.63- 201, 1998.
NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, n. 10, p.7-28, 1993.
POMIAN, Krzystof. Tempo/ temporalidade. In: ROMANO, Ruggiero. (Dir.) Enciclopédia Einaudi, vol. 29. Lisboa: Imprensa Nacional, 1993, p. 12- 91.
SIMAN, Lana. As temporalidades históricas como categorias centrais do pensamento histórico: desafio para o ensino e a aprendizagem. In: DE ROSSI, Vera.; ZAMBONI, Ernesta. (Orgs.) Quanto tempo o tempo tem? Campinas: Alínea, 2005, p.109-143.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2008.
TARDIF, Maurice; RAYMOND, Danielle. Saberes, tempo e aprendizagem do trabalho no magistério In: Educação e Sociedade, Campinas, XXI, n. 73, p, 209- 244, dez/2000
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 LUDMILLA ALMEIDA

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Direitos Autorais
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores e autoras mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo a publicação licenciada sob a Creative Commons Attribution License 4.0 Internacional.
2. Os autores e autoras têm permissão e são estimulados(as) a publicar e compartilhar o trabalho com reconhecimento da publicação inicial nesta revista.
3. Os autores e autoras dos trabalhos aprovados autorizam a revista a ceder o conteúdo de seus trabalhos, após sua publicação, para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.
Para mais informações sobre a Creative Commons Attribution 4.0 International License, acessar: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Isenção editorial
O conteúdo dos artigos publicados é de inteira e exclusiva responsabilidade de seus autores, não representando a posição oficial da Rónai - Revista de Estudos Clássicos e Literários ou do Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora ou das instituições parceiras.
