Interações aluno-professor: percepções sobre o feedback pedagógico

  • Henrique Ramalho Escola Superior de Educação de Viseu
  • João Rocha Escola Superior de Educação de Viseu
  • Alexandra Lopes Escola Superior de Educação de Viseu
Palavras-chave: Feedback pedagógico, Ensino-aprendizagem, Envolvimento dos Alunos, Trabalho Pedagógico dos Professores

Resumo

Neste estudo, é problematizada a interação sociocultural, a dialogicidade, a comunicação pedagógica e a função, os tipos e os requisitos do feedback pedagógico. O conceito de feedback pedagógico é compreendido como requisito base para o progresso das aprendizagens dos alunos. Procura-se compreender em que termos o feedback pedagógico é percecionado e entendido pelos professores, conhecer os tipos de feedback pedagógico que são solicitados aos alunos sobre o trabalho do professor, e desenvolver uma compreensão sobre a forma como os alunos são envolvidos nas atividades de sala de aula. Segue-se a linha metodológica do estudo de caso, privilegiando o uso de questionários, aplicados a professores e a alunos, complementado com a análise de alguns documentos escolares. 

Referências

Alarcão, I. & Tavares, J. (2003). Supervisão da prática pedagógica: uma perspetiva de desenvolvimento e aprendizagem. (2ª Edição). Coimbra: Almedina.
Alonso, L. & Silva, C. (2005). Currículo formativo e construção do perfil profissional. In L. Alonso & M. Roldão, Ser professor do 1º ciclo, construindo a profissão: atas das jornadas da prática pedagógica do ensino básico (pp. 43-77). Coimbra: Almedina.
Arends, R. (2008). Aprender a Ensinar (7.ª ed.). Madrid: Editora McGraw-Hill.
Bourdieu, P. (1989). O poder simbólico. Lisboa: Difel.
Cadima, J., Leal, T., & Cancela, J. (2011). Interações professor-aluno nas salas de aula no 1º CEB: indicadores de qualidade. Revista Portuguesa de Educação, 24(1), 7-34.
Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março. Aprova o regime jurídico dos graus e diplomas do ensino superior. Diário da República n.º 60/2006, Série I-A de 2006-03-24.
Decreto-Lei n.º 139/2012, de 05 de julho. Estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão dos currículos dos ensinos básico e secundário. Diário da República n.º 129/2012, Série I de 2012-07-05.
Decreto-Lei n.º 91/2013, de 10 de julho. Estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão dos currículos, da avaliação dos conhecimentos a adquirir e das capacidades a desenvolver pelos alunos. Diário da República n.º 131/2013, Série I de 2013-07-10.
Despacho n.º 15971/2012, de 14 de dezembro. Procede à homologação das metas curriculares aplicáveis ao currículo do ensino básico.
Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de janeiro. Estabelece os princípios e os procedimentos a observar na avaliação das aprendizagens e competências aos alunos dos três ciclos do ensino básico. Diário da República n.º 242, 2.ª série de 2012-12-14.
Decreto-Lei n.º 240/2001, de 31 de agosto. Aprova o perfil geral de desempenho profissional do educador de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário. Diário da República n.º 201/2001, Série I-A de 2001-08-30.
Decreto-Lei n.º 241/2001, de 30 de agosto. Aprova os perfis específicos de desempenho profissional do educador de infância e do professor do 1.º ciclo do ensino básico. Diário da República n.º 201/2001, Série I-A de 2001-08-30.
Dias, S. (2006). O papel da escrita avaliativa na avaliação reguladora do ensino e das aprendizagens de alunos de 8.º ano na disciplina de Matemática. Tese de Mestrado, Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal.
Dias, J., Jesus, H.; Souza, F., Almeida, P., & Moreira, A. (2009). Questões de estudantes universitários no primeiro ano: Como promover a aprendizagem ativa em Química. Aveiro: Universidade de Aveiro.
Ferreira, C. (2006). A avaliação formativa vivida pelos professores do 1º ciclo do ensino básico. Revista Portuguesa de Pedagogia,40 (3), 71-94.
Ferreira, A. (2010). Questionamento dos professores: o seu contributo para a integração curricular. Dissertação de mestrado em Gestão Curricular, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal. Retrieved from http://ria.ua.pt/bitstream/10773/3815/1/4155.pdf
Fortin, M. (1996). A investigação científica: da conceção à realização. Loures: Lusociência.
Flores, A. (2009). O feedback como recurso para a motivação e avaliação da aprendizagem na educação à distância. Palhoça: Unisul.
Freire, P. (1975). Pedagogia do oprimido. (2.ª Edição) Porto: Afrontamento.
Freire, P. (2015). Educação como prática da liberdade [recurso eletrónico]. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Retrieved from https://www.amazon.com.br/Educa%C3%A7%C3%A3o-pr%C3%A1tica-liberdade-Paulo-Freire/dp/8577531651
Jesus, M., Sá-Correia, M., & Abrantes, M. (2006). A importância do questionamento no desenvolvimento da competência reflexiva em contextos de supervisão. Retrieved from http://repositorio.ipcb.pt/bitstream/10400.11/1017/1/MA_XIV%20Col%C3%B3quio.pdf
Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto. Estabelece o alargamento da idade de cumprimento da escolaridade obrigatória até aos 18 ano. Diário da República n.º 166/2009, Série I de 2009-08-27.
Lotério, J. (2011). Dialogicidade na educação: uma experiência com a matemática. Revista da Unifebe, 9, 198-210. Retrieved from http://www.unifebe.edu.br/revistadaunifebe/2011/artigo033.pdf
Loureiro, M. (2000). Discurso e compreensão na sala de aula. Porto: ASA.
McMillan, J. H. & Schumacher, S. (1989). Research in education: A conceptual introduction. Londres: Scott, Foresman and Company.
Medeiros, R. (2000). O questionamento na sala de aula: sua relevância no desenvolvimento de estratégias de supervisão. Dissertação de mestrado em supervisão, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal.
Muller, L. (2002). A interação professor-aluno no processo educativo. Integração ensino – pesquisa – extensão 8(21), 276–280. Retrieved from http://www.usjt.br/proex/arquivos/produtos_academicos/276_31.pdf
Pacheco, J. A. (2002).Critérios de avaliação na escola. In P. Abrantes, & F. Araújo (Coords), Reorganização Curricular do Ensino Básico. Avaliação das Aprendizagens. Das Concepções às Práticas (pp.55-64). Lisboa: Ministério da Educação - Departamento da Educação Básica.
Paiva, J. Amado, N., & Carreira, S. (2013). O feedback no contexto do trabalho entre alunos com o GeoGebra. Braga: APM & Centro de Investigação em Educação, Universidade do Minho. Retrieved from http://sapientia.ualg.pt/handle/10400.1/3458
Perrenoud, P. (1999). Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed Editora.
Perrenoud, P. (2000). Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed Editora.
Quina, J., Carreiro da Costa, F., & Diniz, J. (1998). O feedback pedagógico: Análise da informação retida pelos alunos em aulas de Educação Física. Intervencione en conductas motrices significativas, 735-747. Retrieved from https://ruc.udc.es/dspace/bitstream/handle/2183/9808/CC_40_2_art_58.pdf;jsessionid=421351EA68F0494E10755EBE729BCEA8?sequence=1

Roldão, M. (1999). Currículo como projeto: o papel das escolas e dos professores. In R. Marques, & M. Roldão (Orgs.), Reorganização e gestão curricular no ensino básico: reflexão coletiva (pp. 13-21). Porto: Porto Editora.
Rosado, A., & Mesquita, I. (2009). Pedagogia do desporto. Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana.
Santos, S. (2001). O processo de ensino-aprendizagem e a relação professor-aluno: aplicação dos “sete princípios para a boa pratica na educação de ensino superior”. Cadernos de pesquisas em administração, 08(1), 69-82.
Semana, S. & Santos, L. (2009). Estratégias de avaliação na regulação de aprendizagem em matemática. Universidade de Lisboa: Projeto AREA. Retrieved from http://area.fc.ul.pt/en/Encontros%20Nacionais/Semana&Santos-SIEM09.pdf
Soares, L., & Pedroso, A. (2013). Dialogicidade e a formação de educadores na EJA: as contribuições de Paulo Freire. Educação Temática digital, 15 (2), 250-263.
Voerman, L., Meijer, P., Korthagen F., & Simons R. (2012). Types and frequencies of feedback interventions in classroom interaction in secondary education. Teaching and teacher education, 28, 1107-1115.
Vygotsky, L. (2007). Pensamento e linguagem. Lisboa: Relogio D`Água.
Wallon, H. (1968). A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70.
Publicado
2020-05-30
Seção
Dossiê Temático Engajamento Escolar