Liminaridade e monstruosidade
A visão profética de Ezequiel 1 como ruptura simbólica
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2025.v28.48568Palabras clave:
Ezequiel, Monstruoso, Literatura do sagrado, Exílio babilônicoResumen
La narrativa del primer capítulo de Ezequiel se distingue como uno de los pasajes más enigmáticos de la literatura profética bíblica. El relato presenta criaturas híbridas, tronos celestiales, movimientos sobrenaturales y una manifestación divina que desafía las concepciones antropomórficas tradicionales. Esta visión profética, cargada de simbolismo y complejidad, puede analizarse desde la perspectiva de lo “monstruoso” en la literatura de lo sagrado, explorando sus aspectos teológicos, culturales y mito-poéticos. Al examinar esta visión, se hace evidente la influencia de las tradiciones mesopotámicas, así como el impacto del exilio babilónico en la configuración de esta experiencia profética. Literariamente, Ezequiel 1 establece paralelismos con textos apocalípticos y cosmogónicos del Antiguo Oriente Próximo, especialmente con tradiciones mitológicas mesopotámicas. Los elementos descriptivos sugieren la influencia de la iconografía babilónica, reelaborada, sin embargo, desde una perspectiva monoteísta.
Palabras clave: Ezequiel; Monstruoso; Literatura de lo sagrado; Exilio babilónico.
Descargas
Citas
ALBRIGHT, William. The Biblical Period from Abraham to Ezra. New York: Harper & Row, 1963.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. 5° edição revisada e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002.
BOTTÉRO, J. La religion babylonienne. Paris: Gallimard, 1952.
BROOME, E. C. Ezekiel’s abnormal personality. The Word in the World, Cambridge, v. 1, p. 277-292, 1946.
CASSEM, N. H. Ezekiel’s psychotic personality: reservations on the use of the couch for biblical personalities. In: Moriarty, F. L. (Org.). The Word in the World. Cambridge, 1973, p. 59-70.
COHEN, Jeffrey Jerome; DONALD, James; HUNTER, Ian. Pedagogia dos monstros: os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
COHEN, Jeffrey Jerome. Monster Theory: Reading Culture. University of Minnesota Press, 1996.
COLLINS, John J. A imaginação apocalíptica. São Paulo: Paulus, 2010.
DHORME, E. Les religions de Babylonie et d’Assyrie. Paris: Presses Universitaires de France, 1945.
EYSENCK, Hans Jurgen. Der Prophet Ezechiel: Eine pathographische Studie. In: Arbeiten zur Psychiatrie, Neurologie und inre Grenzgebieten, 1947, p. 77-85.
BROWN, E. Raymond; FITZMYER, Joseph A; MURPHY, Roland. Novo comentário bíblico São Jerônimo - Antigo Testamento. São Paulo: Educação Cristã, 2012.
FRANCISCO, Edson de Faria. Léxico do Antigo Testamento Interlinear: Hebraico- Português. v. 5, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), 2024.
HAMORI, Esther. God’s Monsters. Minneapolis: Broadleaf books, 2023.
HOLLADAY, William L. Léxico Hebraico e Aramaico do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2010.
IVEMAR, Antônio. A “influência” do mito babilônico da criação, Enume Elish, em Gênesis 1,1-2,4a. Dissertação (Mestrado). Programa de pós-graduação em Ciências da Religião – Universidade Federal de Recipe, 2010.
KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSELL, T. M. Principles of Neural Science. 6. ed. New York: McGraw-Hill, 2021.
KLEIN, Ralph. Israel o exílio: uma interpretação teológica. São Paulo: edições paulinas, 1990.
KNAUF, Ernst A.; TOORN, Karel van der; BECKING, Bob; HORST, Pieter W. van der (Orgs.). Dictionary of deities and demons in the Bible. Leiden: Brill, 1999.
LIMA, Maria de Lourdes Corrêa. Mensageiros de Deus: profetas e profecias no antigo Israel. Rio de Janeiro: PUC-Rio, São Paulo: Reflexão, 2012.
NASCIMENTO, Lucas. Ezequiel 28 em perspectiva histórico-traditiva. Estudos Bíblicos, São Paulo, v. 40, n. 149, p. 56–68, jan./jul. 2024.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – 10ª Revisão (CID-10). Genebra: OMS, 1993.
REHFELD, Walter. Introdução à Mística Judaica. São Paulo: Loyola, 2015.
ROMER, Thomas; NIHAN, Christophe; MACCHI, Jean-Daniel. Antigo Testamento: história, escritura e teologia. São Paulo: Edições Loyola, 2010.
SCHMID, Konrad. História da literatura do Antigo Testamento. São Paulo: Edições Loyola, 2013.
SCHOKEL, Alonso. Dicionário bíblico hebraico-português. São Paulo: Editora Paulus, 1997.
SCHOKEL, Alonso; SÍCRE, Luis. Os profetas II. São Paulo: Paulus, 2015.
SCHULTZ, Adolf C. O livro de Ezequiel. In: TERRY, Merrill C. (Org.). Enciclopédia da Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, vol 1-5, 2008.
SCHWANTES, Milton. Sofrimento e Esperança no exílio. São Leopoldo, Oikos, 2009.
TAYLOR, John B. Ezequiel: Introdução e Comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 2017.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Direito Autoral e de Exoneração de Responsabilidade Editorial
O envio de artigo implica a cessão dos direitos de publicação à Numen. Ao submeterem o manuscrito, os autores declaram-se titulares dos direitos autorais da obra. Os artigos aprovados são publicados sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY 4.0). Esta licença permite o compartilhamento, cópia e redistribuição do material em qualquer suporte ou formato, bem como sua adaptação para qualquer fim, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito aos autores originais e à Revista NUMEN como veículo de publicação original.
Os artigos publicados em Numen são de total responsabilidade dos respectivos autores e autoras.
O conteúdo científico, opiniões, dados, conceitos e posicionamentos expressos nos artigos publicados são de inteira e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores. Por conseguinte, cumpre esclarecer que:
- A competência da equipe editorial restringe-se à chancela do processo de avaliação positiva.
- A homologação dos pareceres favoráveis vincula a revista estritamente ao ato técnico da publicação.
- A revista exime-se de qualquer responsabilidade civil, penal, autoral ou ideológica sobre o teor das obras. Os artigos publicados na Revista NUMEN são de inteira e exclusiva responsabilidade civil, penal e acadêmica de seus autores. O processo editorial adota o sistema de avaliação cega por pares (double-blind peer review). A competência da revista limita-se a homologar a avaliação positiva dos pareceristas externos e executar o ato técnico da publicação, eximindo-se de qualquer responsabilidade sobre o conteúdo, opiniões ou dados vertidos na obra.
- Eventuais litígios ou contestações sobre o conteúdo deverão ser direcionados diretamente aos submissores do texto.
Política de Prevenção ao Plágio
Os autores garantem a total originalidade do manuscrito, sendo terminantemente vedados:
- Plágio direto ou parcial: Cópia de textos de terceiros sem a devida identificação e citação bibliográfica.
- Autoplágio: Reutilização massiva de textos próprios já publicados, sem o ineditismo exigido pela revista.
- Fraude científica: Fabricação ou manipulação de dados, gráficos e resultados.
Citações e Conteúdos de Redes Sociais
O uso de dados, imagens, textos ou quaisquer conteúdos extraídos de plataformas de redes sociais (como Instagram, TikTok, X/Twitter, Facebook, LinkedIn, entre outras) deve observar rigorosamente os seguintes critérios jurídicos e técnicos:
- Direito à Privacidade e Anonimização: É obrigação dos autores anonimizar dados pessoais, nomes, fotos e perfis de usuários que não sejam figuras públicas, garantindo o direito à privacidade e a proteção de dados (LGPD).
- Direito de Imagem e Propriedade Intelectual: A reprodução de capturas de tela (prints), fotografias ou obras artísticas publicadas em redes sociais exige a autorização expressa do titular dos direitos ou o enquadramento estrito nas exceções legais de direito de citação para fins de crítica ou estudo.
- Rigor Metodológico: Todo conteúdo digital retirado de redes sociais deve vir acompanhado da respectiva citação técnica, contendo o autor do post, o nome da plataforma, o link direto de acesso (URL) e a data exata do acesso.

