Hans Jonas, gnosticismo e a questão de Deus: entre redenção da natureza e compromisso ético
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2015.v18.21987Palabras clave:
gnosticismo, teopatia, ética.Resumen
O presente artigo possui como objetivo central repensar a relação de integração entre Deus e natureza a partir da obra de Hans Jonas. Levando em conta o fato de que tal relação só aparece em sua obra em contraste com sua compreensão do gnosticismo antigo, tornou-se necessário inicialmente caracterizar o modo como Jonas entende o esquema gnóstico de pensamento, que cinde natureza, ipseidade humana e sobrenaturezade Deus, promovendo um divórcio entre divindade e natureza. Tal esquema reaparece, segundo seu entendimento, de modo renovado, na modernidade. Contudo, uma vez que a modernidade promove uma radical imanentização do âmbito ontológico transcendente, ela também torna possível repensar a divindade em unidade plena com a natureza. Isto fora pensado mítica e filosoficamente por Jonas, ao transformar a processualidade evolutiva da natureza no único espaço viável para se pensar Deus. Se Deus passa a inserir-se na finitude da criação, esta delimita o modo como Deus se relaciona consigo e com a totalidade. Com o aparecimento do ser humano no mundo, Deus passa a conscientizar-se de si e a estar suscetível às decisões éticas, que passam a incidir no modo como Deus se configura. Por este motivo, a teologia jonasiana fundamenta uma experiência ética, onde as decisões humanas respondem pela configuração da face divina.
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