REFORMA PROTESTANTE, VOCAÇÃO PASTORAL E “BLINDAGEM” DO PODER NA ATUALIDADE PENTECOSTAL

  • James Washington Doutorando em Ciências Sociais pela UNESP (Araraquara).
Palavras-chave: Vocação. Dominação. Blindagem.

Resumo

O objeto de estudo do artigo em questão é a analise da ideia de unção no Antigo Testamento (AT) e no Novo Testamento (NT), levando em consideração que este ato na verdade sanciona uma série de atividades religiosas encaradas como “ministérios”, envolvendo assim pontos importantes da chamada História Antiga, ligada especificamente ao povo Judeu e as demais nações hoje situadas na África e na Europa. Contudo é conveniente observarmos que a questão da unção é culturalmente ligada a uma vontade divina direcionada aos homens, por isso, a análise destes elementos necessita de um recorte temporal e de uma análise das sagradas escrituras ligadas ao Judaísmo e ao Cristianismo (Bíblia). O recorrente uso destes textos é parte do nosso método de reconstrução estrutural do conceito de unção e do seu poder simbólico, tendo como inspiração ás análises de Pierre Bourdieu, o que implica numa ideia intrínseca de campo e de suas disposições duráveis de manutenção que são os hábitos. Desta maneira, o que é tecido aqui é uma crítica ao que chamamos de blindagem da dominação carismática efetuada pelos líderes pentecostais na Assembleia de Deus, uma vez que “ungidos pelo senhor”, estariam eclesialmente e socialmente blindados contra qualquer elemento contraditório ou crítica as suas formas de ação eclesial.

 Palavras-Chave: Vocação. Dominação. Blindagem.   

Publicado
2018-05-28
Seção
Seção Temática: Reforma Protestante: 500 anos