Mancala e Colonialidade Lúdica: apropriações de epistemologias africanas no design de jogos de tabuleiro modernos
DOI:
https://doi.org/10.34019/2525-7757.2026.v11.51999Palavras-chave:
design de jogos, jogos de tabuleiro, mancala, decolonialResumo
Este artigo investiga a apropriação contemporânea da mecânica do mancala, atividade lúdica ancestral de origem em múltiplos grupos étnicos africanos, no design de jogos de tabuleiro modernos. A análise parte do reconhecimento do mancala como tecnologia cultural viva, enraizada em epistemologias africanas que articulam oralidade e ancestralidade. A partir de uma perspectiva decolonial e afrocentrada, argumenta-se que a abstração dessa mecânica por jogos de tabuleiro modernos evidencia um padrão de invisibilização epistemológica, no qual saberes não ocidentais são convertidos em estruturas formais desprovidas de historicidade. Esta presente pesquisa propõe uma crítica aos regimes de legitimação do design de jogos de tabuleiro modernos através da análise de alguns produtos que utilizam o sistema mancala como mecânica e busca caminhos metodológicos e pedagógicos para práticas mais éticas, comprometidas com a pluralidade ontológica dos jogos.
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