Revista Nava
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<p>A Revista Nava promove a publicação científica e interdisciplinar de artigos, ensaios, resenhas, traduções e entrevistas, assim como experimentações sonoras, ensaios visuais e demais formas de difusão de pesquisas que abrangem as áreas de artes, cinema, audiovisual, música, moda, design e assuntos correlatos. Criada em 2015, a<span class="s1"> revista é um periódico semestral do Programa de Pós-graduação em Artes, Cultura e Linguagens da Universidade Federal de Juiz de Fora. Seu título é uma homenagem ao escritor e memorialista Pedro Nava, nascido em Juiz de Fora.</span></p>Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens do Instituto de Artes e Design da UFJFpt-BRRevista Nava2525-7757<p>A Revista Nava adota a licença Creative Commons CC-BY.</p> <p>Nossa política de direitos autorais garante aos autores a possibilidade de adaptar e partilhar o conteúdo publicado.</p> <p>Os autores se mantém como detentores do copyright de seus trabalhos após a publicação.</p>AMOR TRESPASSE
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<p>A série de imagens Amor Trespasse: atravesse a superfície investiga o entre-lugar entre o visível e o invisível, propondo que o olhar se torne um gesto ativo de descoberta. Criadas com a técnica de olho mágico, cada obra revela camadas ocultas que escapam à percepção imediata, convidando o público a atravessar a superfície e adentrar esses espaços tridimensionais invisíveis.<br>O conceito norteador da série parte da investigação sobre percepção, atravessamento sensorial e deslocamento de experiências convencionais de fruição.<br>Cada uma das 13 imagens de olho mágico está associada a uma das faixas do álbum Amor Trespasse de Grisa, lançado em 25 de junho de 2025 pelo selo Midsummer Madness, com base entre o Rio de Janeiro e Londres. Essa correspondência cria uma narrativa visual que se entrelaça à experiência sonora, estabelecendo uma relação poética e conceitual entre imagem e música. A obra como um todo é marcada por uma forte simbologia, com elementos que foram inseridos nos espaços tridimensionais da série pela artista, tais quais em um inventário secreto de traumas e sonhos.<br>Assim como as imagens revelam esses elementos em camadas ocultas sob a superfície bidimensional, as faixas do álbum foram concebidas a partir de arranjos minimalistas e posteriormente expandidas na mixagem para gerar texturas sonoras densas e complexas. Cada faixa configura um território sensorial próprio, no qual ritmos, timbres e atmosferas se desdobram em múltiplas camadas perceptivas. O fruidor é, assim, convidado a mergulhar simultaneamente na experiência visual e sonora.</p>Giovana Ribeiro Santos
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2025-12-202025-12-2011118619410.34019/2525-7757.2025.v11.50943Editorial
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Felipe Muanis
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2025-12-202025-12-201111112Ementa dossiê "Perspectivas da pesquisa em Música no Brasil"
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<p>Ementa "Perspectivas da pesquisa em Música no Brasil"</p> <h1> </h1>Fernando VagoRenato Pereira Torres Borges
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2025-12-202025-12-201111315Editorial do dossiê “Perspectivas da pesquisa em Música no Brasil”
https://periodicos.ufjf.br/index.php/nava/article/view/50935
<p>Editorial do dossiê “Perspectivas da pesquisa em Música no Brasil”</p>Fernando Vago SantanaRenato Pereira Torres Borges
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2025-12-202025-12-201111618Edições digitais e o trabalho criativo do intérprete
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<p>Um dos objetivos deste artigo é esclarecer e alinhar mais estreitamente as respectivas prioridades dos pesquisadores e músicos práticos no uso da notação musical. Para isso, a primeira parte examina as edições digitais de música existentes, tanto em geral quanto do ponto de vista de diferentes tipos de intérpretes. Em seguida, é considerada uma nova “concepção de edição digital” que poderia alcançar um envolvimento mais criativo com a música por parte de tanto instrumentistas quanto cantores. Duas edições aparentemente convencionais de música do século XIX servem de base para estudos de caso que mostram como as notórias limitações da página impressa podem ser transcendidas de forma mais eficaz e propícia . A conclusão é que as edições digitais de música (DEMs) provavelmente não substituirão as edições impressas e que a substituição total não deve ser o objetivo em nenhum caso. Em vez disso, ao desenvolver futuras DEMs para intérpretes, o objetivo deve ser aproveitar ao máximo as possibilidades do meio digital para que os músicos possam participar e fazer música de forma ainda mais criativa. Somente ao ir além conceitualmente da inércia do “meio material” e aproveitar o fluxo dinâmico do meio digital é que o fluxo dinâmico inerente à própria música pode ser melhor capturado. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer e respeitar a necessidade dos músicos de uma versão fixa da partitura em dadas ocasiões de performance, mesmo que elas estejam fadadas a ser superadas adiante.</p>John RinkLuísa Moraes Friaça Silva
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2025-12-202025-12-20111195010.34019/2525-7757.2025.v11.49980Em busca de métodos artísticos para a Pesquisa em Música no Brasil
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<p>Este artigo integra uma investigação de pós-doutorado e tem como objetivo apresentar e discutir a concepção de <em>métodos artísticos </em>(Ulhôa, 2014) no contexto da Pesquisa em Música no Brasil, com ênfase especial naquelas que se identificam como Pesquisas Artísticas. A investigação fundamenta-se em revisão bibliográfica e na técnica de Análise de Conteúdo, conforme proposta por Laurence Bardin (2016), com a aplicação de procedimentos da modalidade de análise categorial. Entre os principais resultados, observa-se que os trabalhos analisados apresentam abordagens teóricas amplas e diversas, evidenciando uma forte tendência à interdisciplinaridade. Destaca-se, ainda, a predominância de uma escrita de caráter narrativo. Identificou-se o uso frequente de <em>ações musicológicas</em> (Borges, 2019), de <em>ações musicais</em> e, em menor medida, de <em>ações extramusicais com interfaces musicológicas</em>. As reflexões derivadas da investigação sugerem a necessidade de caracterizar com maior precisão os perfis dos pesquisadores envolvidos com a Pesquisa Artística, bem como de incluir, de forma transversal, conteúdos relacionados à Metodologia da Pesquisa em Música nos currículos de formação das diferentes subáreas da música.</p>Marta Macedo BrietzkeMário Videira
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2025-12-202025-12-20111517410.34019/2525-7757.2025.v11.49809A Escuta Pelos Olhos
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<p><span style="font-weight: 400;">Partindo de uma concepção ampliada de musicologia como “ciência da música”, os autores defendem que abordagens baseadas nas ciências naturais e experimentais (psicologia, neurociências, psicoacústica, biometria, psicometria) também pertencem legitimamente ao campo musicológico, ao lado das tradições histórico‑culturais e antropológicas mais consolidadas nas universidades brasileiras. O artigo propõe a classificação da musicologia em quatro eixos segundo seus métodos e interesses - histórica, antropológica, analítica e sistemática - e faz um pequeno panorama de cada uma das áreas. A seguir, apresenta um estado da arte de uma sub-área da musicologia sistemática, as pesquisas interdisciplinares que relacionam música e pupilometria - mensuração da dilatação pupilar como indicador de esforço cognitivo, atenção, excitação emocional e engajamento. O texto busca, assim, conectar a musicologia sistemática a ferramentas biométricas, especialmente o rastreamento ocular (eye‑tracking) e a dilatação pupilar, e apresentar protocolos de pesquisa aplicáveis a diferentes contextos musicais.</span></p>Max Hebert Teixeira SilvaCarlos Ernest Dias
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2025-12-202025-12-20111759210.34019/2525-7757.2025.v11.49847Relações entre a Biomecânica da Postura e a Biomecânica da Performance Musical: uma revisão de literatura
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<p>Este artigo apresenta uma revisão de literatura sobre a Biomecânica da Postura aplicada à performance musical, com o objetivo de compreender como o alinhamento corporal influencia a qualidade da execução instrumental e a saúde musculoesquelética dos músicos. Foram analisados 14 trabalhos, entre dissertações, artigos científicos, um livro técnico e um capítulo de livro, organizados em cinco categorias temáticas: alinhamento postural, influência da postura na saúde, impacto na performance, intervenções tecnológicas e expressividade musical. Os resultados indicam que uma postura adequada contribui para a eficiência técnica, previne lesões e favorece a expressividade artística. Tecnologias como feedback vibratório e térmico, além de estratégias pedagógicas, mostram-se eficazes no monitoramento e correção postural, promovendo uma prática musical mais saudável e sustentável.</p>Marcelo Parizzi Marques FonsecaJosé Mário de Oliveira
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2025-12-202025-12-201119310710.34019/2525-7757.2025.v11.49993Acessibilidade Musical e Inclusão: relato de experiência de um Concerto Didático Sensorial de uma Orquestra Sinfônica para público Surdo.
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<p>A inclusão no fazer musical dialoga com diversas questões, dentre elas a acessibilidade cultural para pessoas com deficiências e transtornos e, também, formação de públicos diversos. Ao se pensar em acessibilidade musical para surdos, podemos pensar em uso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em concertos, óperas, musicais e shows. No entanto, pouco se pensa em como o público surdo recebe e percebe a música. Diante disso, em 2016, a Orquestra Sinfônica de Santo André realizou um Concerto Sensorial dedicado ao público surdo, com o propósito de incentivar a formação de plateia e acessibilizar o repertório sinfônico de forma mais inclusiva diante das necessidades sensoriais dos surdos. Portanto, este artigo tem por objetivo relatar essa experiência. Esperamos que este artigo ajude a promover discussões mais assertivas sobre a acessibilidade musical para pessoas com deficiências e que contribua na ampliação do repertório acadêmico na área de música e inclusão.</p>Viviane LouroAbel Rocha
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2025-12-202025-12-2011110812610.34019/2525-7757.2025.v11.50053O papel do feedback no desenvolvimento da expertise musical
https://periodicos.ufjf.br/index.php/nava/article/view/49948
<p>Proposta por Anders Ericsson, a Teoria Geral da Expertise (TGE) considera a prática deliberada como o padrão de ouro para o desenvolvimento de habilidades altamente desenvolvidas nos mais variados domínios. Trata-se de um tipo de prática baseada em modelos de estratégias utilizadas por pessoas experientes (os experts), com o intuito de se obter o aperfeiçoamento de habilidades pré-existentes. Ela envolve objetivos específicos, atenção total, saída da zona de conforto, uso de representações mentais e <em>feedback</em> imediato. O objetivo deste artigo é investigar o papel do <em>feedback</em> para o desenvolvimento da expertise no campo da música. Define-se<em> feedback</em> como o ato de se entregar ao praticante um retorno sobre o seu trabalho, de modo a avaliar o seu desempenho e apontar possíveis caminhos para que ele ou ela continue evoluindo. A TGE também aponta que no início do desenvolvimento de qualquer habilidade, o <em>feedback</em> geralmente é fornecido por um professor ou tutor. Contudo, a partir de uma determinada fase do desenvolvimento, o próprio praticante se torna autônomo, ou seja, ele mesmo profere o seu <em>feedback</em>. A partir de uma pesquisa bibliográfica, os resultados indicaram que o <em>feedback </em>tem um papel significativo para o desenvolvimento da expertise do músico, desde que técnicas que o auxiliem na autorregulação e na observação de seu próprio progresso sejam utilizadas.</p>DANILO RAMOSGustavo Cesar Pereira
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2025-12-202025-12-2011112714410.34019/2525-7757.2025.v11.49948“Sons de Dentro: a sobrevivência pragmática de um músico da favela em tempos de COVID-19”
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<p>Este artigo discute como um músico negro independente, morador de um conjunto de favelas do Rio de Janeiro (Brasil), sobreviveu à pandemia de Covid-19. Os dados gerados por meio de procedimentos etnográficos online-offline incluem performances artísticas e entrevistas. Articulando perspectivas das Ciências Sociais e da Linguística Aplicada, o estudo tem dois focos analíticos. A primeira investiga a reconstrução narrativa das condições materiais e simbólicas relacionadas a moradia e ao trabalho que impactaram as produções profissionais desse artista naquele período. A segunda observa a performance desse artista na Internet. Na análise dos dados observa-se a interseção de questões macro e microssociológicas nessas performances online, considerando: a) como os artistas se reconhecem em estruturas sociais, políticas e econômicas desiguais; e b) que táticas de resistência elaboraram para sobreviver à pandemia. Os resultados indicam um duplo movimento. Por um lado, o músico representam um alto grau de reflexividade crítica sobre suas identidades sociais e seus lugares de pertencimento na estrutura fortemente estratificada da sociedade brasileira. Por outro lado, os dados mostram que, mesmo em condições de vulnerabilidade, os artistas se apropriam das tecnologias e tropos culturais disponíveis, resistem e permanecem vivos, fenômeno que denomino de sobrevivência pragmática. O diálogo interdisciplinar entre os estudos da linguagem e os estudos sociais urbanos surge, assim, como um caminho fecundo para compreender possibilidades de reinvenção da experiência em condições de opressão e precariedade, rumo à produção de alianças e práticas solidárias.</p>Bruno Coutinho de Souza Oliveira
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2025-12-202025-12-2011114516310.34019/2525-7757.2025.v11.50060ELOCUÇÕES SOBRE A PESQUISA MUSICOLOGICA NA REGIÃO NORDESTE A PARTIR DE UM PIONEIRO ESTUDO DE CASO:
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<p>A década de 60 constituiu-se como um marco para o despontar dos estudos musicológicos na Região Nordeste do Brasil. A partir dos estudos sistemáticos promovidos pelo padre e professor pernambucano Jaime Cavalcanti Diniz, novas perspectivas foram reveladas ao mundo, através da descoberta de importantes atividades musicais nos principais núcleos urbanos daquela Região. Agentes dessa tão profusa quanto qualitativa efervecência, muitos compositores foram identificados e biografados, dentre eles a figura de Luiz Álvares Pinto, um dos mais expressivos músicos brasileiros do século XVIII. Tendo viajado para estudos em Lisboa por volta de 1740, em 1759 retorna às cidades de Olinda e Recife, quando se empenha em construir uma sólida carreira, alicerçada na atividade composicional, produção intelectual, magistério e defesa das causas profissionais. Este trabalho pretende situar, conceitualmente, o referido mestre, através de uma exposição de alguns fatos que permearam a sua vida e obra atribuível; nomeadamente a trajetória que logrou, no decorrer de três séculos, a sua obra mais proeminente: o <em>Te Deum Laudamus</em>, para vozes, instrumentos e <em>basso continuo</em>.</p>Sérgio Dias
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2025-12-202025-12-20111164 a 185164 a 18510.34019/2525-7757.2025.v11.50000